sábado, 19 de fevereiro de 2011

CPI

Fundae na mira da CPI do Projovem

Integrante da CPI do Projovem na Câmara de Porto Alegre Fernanda Melchionna (PSOL) esteve sexta em Santa Maria para colher documentos sobre a Fundae, que supostamente teria contratos irregulares no Projovem. Advogado da Fundae, Sérgio Blattes disse que desconhece a acusação.



GOVERNO FEDERAL

Dilma vai à China

A presidenta Dilma Rousseff estará na China nos dias 13, 14 e 15 de abril. A presidente quer ampliar o mercado brasileiro, atendendo aos apelos do empresariado nacional para evitar que os produtos chineses prejudiquem o mercado.



REVOLUÇÃO

NOVA HISTÓRIA NO EGITO

Moradores da Região Central testemunharam as manifestações que derrubaram uma ditadura que já durava 30 anos no Egito

Um casal santa-mariense e uma jovem de Rosário do Sul tiveram a oportunidade de ver de perto um dos episódios mais marcantes da história política atual: a queda do regime do ditador egípcio Hosni Mubarak. O fato repercutiu no mundo todo e foi o primeiro evento de mudanças em uma região encoberta pela densa névoa de governos autoritários. Os 18 dias de protestos que sacudiram o mais populoso país árabe iniciaram no dia 25 de janeiro, e só terminaram com a renúncia de Mubarak, em 11 de fevereiro.

A administradora Vanuta Kich Brondani, 23 anos, de Rosário do Sul, acompanhou da janela do nono andar do prédio onde vivia, no Cairo, capital egípcia, a ebulição nas ruas. Formada em Administração pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a jovem nunca imaginou que o tão sonhado intercâmbio em uma empresa internacional do outro lado do oceano acabaria lhe rendendo uma participação especial em um dos mais importantes capítulos do país onde foi parar por acaso.

– Não foi uma escolha minha – conta ela, que foi escolhida pela empresa egípcia.

Mas a possibilidade de conhecer uma nova e exuberante cultura a fez seguir em frente. A menina, que por causa dos cabelos loiros era rotineiramente confundida com uma russa, desembarcou na metrópole de 12 milhões de moradores em abril de 2010. Nos primeiros dias, a adaptação foi difícil. Ela recorda que o quase ofensivo assédio masculino, a desordem urbana do Cairo e os costumes arreigados à religião, desanimaram-na no início. Mas a rotina na empresa de logística que trabalhava e a companhia de outros intercambistas lhe davam ânimo para ficar e concluir os 10 meses de serviço aos quais ela havia se proposto.

Protesto – O início dos protestos começou a ser notado pelas conversas com colegas de trabalho. Apesar dos rumores, os próprios egípcios que conviviam com ela (talvez por serem mais privilegiados economicamente) duvidavam de algo tão intenso e que envolvesse o povo, afinal, a ditadura já se arrastava por 30 anos. Mas a pobreza e a inegável insatisfação das ruas apontavam para o contrário. O acirramento dos protestos e o fechamento da empresa em que trabalhava foram a senha para que a administradora começasse a se preocupar.

– Os nossos colegas de trabalho egípcios nos aconselharam a fazer estoques de comida e a evitar sair às ruas – conta Vanuta.

A dica foi bem recebida por ela e mais dois intercambistas que viviam em um apartamento em um bairro de classe média alta localizado próximo ao centro do Cairo. Os dias em que os militares tomaram avenidas e ruas foram tensos. Da janela do apartamento, ela viu brigas, escutou o som de tiros e das manifestações. Como não podia sair de casa e a Internet havia sido cortada, não tinha como saber exatamente o que se passava.

– A gente tinha muita informação desencontrada. Alguns diziam que era para nos cuidarmos, já que os estrangeiros estavam sendo alvos dos manifestantes. Por medo, colocamos um armário pesado na porta do apartamento – recorda.

Vanuta resolveu esperar os conflitos acalmarem para partir. Em 10 de fevereiro, ela conseguiu sair do Egito em voo marcado.

Na última sexta-feira, milhares de egípcios tomaram as ruas do centro do Cairo para celebrar o Dia da Vitória, uma semana após a queda de Mubarak do governo.


REVOLUÇÃO

A decepção dos turistas

O casal de santa-marienses Domingos Terra, 47 anos, médico oftalmologista, e Rosane Mariano da Rocha Terra, 43, advogada e professora, chegou no Egito em 24 de janeiro, um dia antes de começarem as manifestações. Acostumados a visitar os mais variados destinos turísticos do mundo, optaram pelo Egito para conhecer uma cultura ainda inédita para eles. A rotina de compras, passeios, restaurantes e museus não foi a esperada. Domingos recorda que a precária infraestrutura e a miséria escancarada atrapalhavam o passeio e podem ter motivado a insatisfação popular, que despencou para a revolta no Egito.

– Eles vivem no tempo de Maomé. Não há desenvolvimento urbano, econômico e social. A sociedade estava a ponto de explodir – relata Domingos.

Instalado em um hotel, o casal notou o início do protesto com a crescente presença de militares nas ruas. Rosane lembra que um dia foi acordada por gritos que pareciam ser de uma manifestação e, quando desceu à frente do hotel, viu uma legião de homens armados que vigiavam as entradas do prédio, esquinas e pontes de acesso ao centro de Cairo, região que concentrou a mobilização.

– Eles (guias turísticos e funcionários do hotel) faziam tudo para tentar mostrar que estava tudo bem, mas começamos a desconfiar quando tivemos negada, por diversas vezes, a ida ao centro – lembra Rosane.

Dias depois, foi explicado aos turistas que era impossível cruzar uma região do Cairo que levava até a zona de comércio. O acesso limitado à Internet e a presença constante de homens armados nas ruas também provava que algo estava errado. O casal só foi saber da intensidade da crise quando já tinha saído do país, em 28 de janeiro.

– Nosso voo foi um dos últimos a sair do país. Se ficássemos mais dias, ficaríamos presos – analisa Rosane.

Apesar de o Egito guardar o encantamento de um dos berços da história antiga, o casal confessa que não tem intenção de voltar. Apesar disso, eles esperam que as mudanças levem desenvolvimento e liberdade ao povo que desconhece o significado da palavra democracia.




  • Salário ainda dá o que falar

    O não-aumento dos salários dos vereadores de Santa Maria ainda está repercutindo na Câmara. Nos últimos dias, um grupo de parlamentares chegou a redigir uma carta de repúdio às declarações da presidente da Casa, Sandra Rebelato (PP), sobre a decisão de não conceder o aumento. Alguns vereadores ficaram indignados com o que Sandra teria dito na imprensa que a decisão de não reajustar o salário em 73% era dela. Os parlamentares mais revoltados dizem que foi uma decisão conjunta, e não apenas da presidente. A progressista, por sua vez, diz que soube que o documento estava sendo produzido, mas que teria sido “abortado”, pois não chegou até ela. Por outro lado, quatro vereadores estariam procurando advogado para se informar sobre os meios de cobrarem o aumento para R$ 10 mil que eles tanto querem. Decisão conjunta ou não e indignações à parte, a palavra final é a da presidente. Está no Regimento Interno feito pelos próprios vereadores.

  • A emoção de Valdeci

    Grupo RBS O deputado estadual Valdeci Oliveira (PT) viveu, na última terça-feira, uma das emoções mais fortes depois que assumiu o cargo. Procurado pela comissão dos agentes penitenciários concursados que aguardavam desde 2006 o chamado para trabalhar, Valdeci prometeu interceder junto ao governo do Estado para tentar agilizar as nomeações. Na terça-feira, enquanto os agentes faziam manifestações na praça da Matriz, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, anunciou as contratações de 309 agentes. Valdeci, que participava da reunião, saiu do Palácio Piratini para dar a boa notícia aos concursados e se emocionou com os agradecimentos.

  • Santa Maria na interiorização do Piratini

    Grupo RBS De uma coisa Santa Maria não pode se queixar do governo do Estado. A cidade está cheia de filhos no alto e no baixo escalão do Palácio Piratini, o que facilita a comunicação dos santa-marienses com o Executivo. Nesta sexta-feira, por exemplo, o deputado federal Paulo Pimenta (PT) esteve reunido com o secretário Geral de Governo, Estilac Xavier (foto). Ambos do Coração do Rio Grande, eles trataram de uma agenda a ser realizada com os empresários, entidades e lideranças locais para colher as prioridades da cidade. O levantamento será entregue ao governador Tarso Genro (PT) quando ele vier a Santa Maria em abril, com a interiorização do governo.

  • Curtas daqui

    - O PT de Santa Maria fará uma festa neste sábado, às 21h, no Clube Comercial, para comemorar os 31 anos da fundação nacional do partido da presidente Dilma Rousseff. No evento, o presidente local da sigla, Vilmar Galvão, passará o cargo para Valdir Oliveira

  • Secretária a prêmio

    Uma suposta irregularidade na prova de títulos do concurso municipal de São Gabriel custou o cargo da secretária de Educação, Denise Notarjágamos. Durante a análise dos currículos dos aprovados na primeira etapa do concurso, a comissão organizadora detectou um título adulterado supostamente por uma funcionária da prefeitura. Segundo o secretário de Administração, Guilherme Medeiros, essa funcionária confessou a adulteração e era a pessoa de confiança da secretária de Educação. Para não atrapalhar as investigações Denise teria pedido demissão. Na segunda-feira, o professor Hélio Lemos Menna assumiu o cargo.

  • Descontentamento em São Pedro

    Pelo menos três vereadores de São Pedro do Sul ficaram contrariados por não ter voltado ao trabalho na quarta-feira. Segundo o vereador Claudiomiro Weber (PT), a lei estipula que a primeira sessão do ano seja dia 16 de fevereiro, mas, por determinação da presidente Maria Cecy Binato (PP), a sessão foi adiada para sexta-feira. A presidente diz que o adiamento foi votado em plenário e aprovado por unanimidade. O ano legislativo ainda nem começou e os vereadores já não estão se acertando, imagina como será daqui para frente.

  • Adversidades à parte

    Grupo RBS As adversidades ficaram de lado na última quinta-feira, e o que prevaleceu foi a consideração por representarem a mesma cidade. Um na condição de oposição na Assembleia. Outro, na função de secretário do Estado. Assim, foi o primeiro encontro do deputado estadual Jorge Pozzobom (PSDB) com o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Fabiano Pereira (PT), depois da posse dos deputados. Fabiano foi ao gabinete do tucano convidá-lo para a audiência pública que debaterá o projeto que institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas. Também pediu o apoio da bancada do PSDB, liderada por Pozzobom. A conversa foi marcada por gentilezas entre os dois conterrâneos. Santa Maria não poderia esperar por comportamento diferente.

  • Da Câmara para a prefeitura

    Grupo RBS O prefeito Cezar Schirmer (PMDB), secretários e vereadores (foto) estiveram reunidos na quinta-feira na entrega do novo maquinário para a Secretaria de Infraestrutura. As máquinas foram compradas porque a Câmara economizou R$ 1,4 milhão do seu Orçamento do ano passado, e pediu que a prefeitura o usasse para comprar as máquinas. O Executivo completou com R$ 365 mil. Em 2009, o Legislativo devolveu ao Executivo R$ 1,5 milhão, recurso usado para a compra de ambulâncias. Economias como o não-aumento dos salários e a redução de diárias ajudaram a juntar o montante. Fica o bom exemplo a ser seguido de preocupação com o gasto do dinheiro público.

  • Agricultura

    Ligado às questões rurais, embora seja engenheiro civil por formação, o deputado estadual de Santiago José Francisco Gorski (PP) foi empossado na última terça feira como presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia

  • Câmara

    A Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara de Vereadores de Santa Maria realiza na próxima quarta-feira uma audiência pública para avaliar o cumprimento das metas fiscais do terceiro quadrimestre de 2010. A audiência começa às 11h, no plenarinho da Câmara



    Fórmula que define reajuste do salário mínimo gera polêmica entre especialistas

    Regra atual usa inflação do exercício anterior e variação do PIB


    A votação do novo valor do salário mínimo durante a semana reacendeu a discussão sobre a sustentabilidade da fórmula que usa a inflação do exercício anterior e a variação do PIB de dois anos antes para definir o percentual de reajuste.

    Para especialistas em finanças públicas, o problema está na vinculação do aumento do piso nacional aos benefícios da Previdência, com reflexos no aumento dos gastos do governo, na inflação e, por consequência, na taxa de juros.

    Projeções do governo indicam que cada R$ 1 de aumento se transforma em R$ 286 milhões a mais nos custos da Previdência. Com isso, o impacto para 2012, quando o mínimo pode chegar a R$ 616, seria superior a R$ 20 bilhões. Para o economista Raul Velloso, um dos principais especialistas na área no país, a saída seria acabar com a relação. Velloso chega a propor que o reajuste do mínimo pela regra atual deveria valer apenas para a iniciativa privada, eliminando a pressão sobre as contas públicas.

    — Se a iniciativa privada não consegue pagar, demite — resume Velloso.









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