O voto que faltava: ‘Não há volta’
Helen Cabral tomou a decisão: votará contra o aumento para 21 vagas, o que deve manter as 14 cadeiras
Foi com essa frase que a vereadora Helen Cabral (PT) revelou, na sexta, que votará mesmo contra o aumento de 14 para 21 cadeiras na Câmara a partir de 2013. A petista, que até o dia anterior mostrava-se indecisa quanto à criação de mais sete vagas, afirmou, em entrevista ao Diário, que dirá ?não? nas duas votações, no dia 22 e em 4 de outubro. Com isso, a petista se soma ao coro do quarteto Maria de Lourdes Castro (PMDB), Marion Mortari (PP), Admar Pozzobom (PSDB), João Carlos Maciel (PMDB) e Marion Mortari (PP), que já tinha manifestado a rejeição à elevação dos gastos com a possível criação de mais sete vagas. Dessa forma, nove vereadores estão a favor das 21 vagas. Faltaria um voto para a aprovação, já que são necessários 10 dos 14 parlamentares para a proposta passar.
Por 40 minutos, a petista detalhou suas motivações e alegou que está agindo com coerência consigo e com respeito à população. Helen ponderou que sua decisão não deverá causar embate ou afrontar seu partido. Ela, que chegou à Câmara em 2009, com 4.182 votos ? a petista mais votada da história da sigla na cidade ?, diz-se aliviada em dar sua resposta aos santa-marienses. Mas, até o desfecho da novela envolvendo o voto de Helen, ela havia mudado de opinião.
Quando o Diário falou com Helen sobre o tema, pela primeira vez, em agosto, ela se mostrou favorável ao aumento de cadeiras em nome da representatividade. Porém, ela explica que a posição dela, naquele momento, deu-se em cima do entendimento de que se tratava de uma resolução federal e que deveria ser acatada. Dias depois, Helen garantiu que o seu voto mudaria se ficasse comprovado que os gastos seriam maiores com mais sete vereadores. No sábado passado, o desfecho da novela parecia ter chegado ao fim, quando Helen aprovou, junto de seus colegas de PT, o aumento de mais cadeiras. Porém, a vereadora disse que a sua decisão final veio depois que ela teve acesso às projeções da Comissão Especial ? encerrada nesta sexta-feira ? e que apontou que, com mais sete vereadores, os gastos passariam dos atuais 4,4% e chegariam a 6% do Orçamento municipal (limite máximo para a manutenção da Casa). Na prática, seriam gastos R$ 2 milhões a mais por ano, apesar de os favoráveis às 21 vagas garantirem que haveria corte de assessores e de gastos para tentar não ampliar os custos.
? Eu sou a favor da representatividade, desde que isso não se converta em uma conta que o município tenha de pagar. Sempre cobrei da prefeitura a diminuição de gastos. Não posso ser incoerente neste momento ? afirma.
Sem tempo ? A decisão de abrir seu voto ocorreu um dia depois de a Comissão Especial finalizar os trabalhos. Com isso, as chances de se buscar um meio termo, como a criação de 17, 18 ou 19 cadeiras, são reduzidas a quase zero. O procurador jurídico do Legislativo, Robson Zinn, admite que, para que seja proposto um novo número, seria preciso criar uma nova comissão para apresentar tal proposta. Mas não haveria tempo hábil, porque a matéria precisa ser votada até 6 de outubro. A decisão final ficará mesmo para 4 de outubro.
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| Debate |
| No final de semana, a TV Câmara, canal 16 da TV por assinatura, exibe a audiência pública que tratou da manutenção ou aumento do número de vagas no Legislativo de Santa Maria. A programação começa no sábado, das 14h à meia-noite e no domingo, no mesmo horário |
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