A polícia vai até a casa das vítimas
Trabalho, pioneiro no Estado, busca agilizar investigações
Com notebook e uma impressora portátil dentro da viatura, os policiais civis se empenham em falar com as pessoas que por motivo de saúde, medo de represálias ou até por falta de instrução não vão à DP após registrarem ocorrência.
? Temos dificuldade de ouvir as testemunhas e até as vítimas. Fazemos as oitivas na casa dessas pessoas. Se surtir bom efeito e alavancar nosso trabalho, a gente agiliza o caso e consegue localizar o acusado. Assim, terminamos o mais rápido possível o caso ? explica o inspetor Sergio Cabreira, que comanda a equipe móvel da DP de São Gabriel.
Entre os crimes atendidos pela polícia nas ruas desde quinta-feira estão abuso sexual, violência contra criança e adolescente e contra mulheres. Para o titular da DP, delegado Jader Duarte, a iniciativa é muito positiva:
? Verificamos que o resultado é melhor do que fazer a intimação. O retrabalho (de intimar mais de uma vez) é evitado e a tecnologia permite isso. Muitas vezes, o fato (crime) foi dentro da casa e, na mesma ocasião, já ouvimos todas as vítimas. Tornou-se uma forma de trabalhar muito dinâmica. Muitas pessoas sentem-se mais à vontade em ambiente reservado.
O delegado ressalta que os suspeitos de cometerem os delitos só prestam depoimento na DP.
? Ainda vamos ao quartel da Brigada (Militar) e ouvimos os PMs que fizeram o registro. Os acusados são ouvidos apenas na DP ? finaliza.
| MAIS |
| Consepros |
| Na região, há 12 Conselhos Comunitários Pró-Segurança Pública (Consepros), que têm por finalidade buscar alternativas, recursos financeiros e soluções às demandas da Brigada Militar (BM) e da Polícia Civil |
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