sábado, 15 de outubro de 2011

Justiça manda libertar ex-PMs

Acusados trocaram tiros com Brigada Militar durante fuga

Após o término da primeira audiência sobre o assalto à agência do Sicredi, no distrito de Val de Serra, em Júlio de Castilhos, em 25 de março deste ano, na sexta-feira, os cinco réus do processo (sendo três ex-policiais militares) receberam uma boa notícia: eles conquistaram, na Justiça Estadual, a liberdade provisória.

Mas, enquanto o mesmo benefício não for concedido pela Justiça Militar, onde quatro desses cinco acusados de roubo e extorsão também respondem a processo (pelo roubo de um fuzil 762, em 2 de março, em uma unidade militar de Itaara), eles não serão soltos. O Ministério Público (MP) estadual irá recorrer da decisão do juiz André Dal Soglio Coelho.

? Eles passaram um ano programando um assalto. Roubaram um fuzil do Exército, foram a Rivera (Uruguai) comprar munição. Empregaram uma arma de grande potencial ofensivo. O contexto é extremamente grave. Foge da nossa realidade. Faremos todo o possível para que a decisão (da soltura) seja revertida ? diz o promotor Adoniran Lemos Almeida Filho.

O juiz, porém, entende que, pelo fato de os réus serem primários e já terem sido expulsos da Brigada Militar, não devem voltar a praticar crimes.

? Eles já foram interrogados (na sexta-feira) e há uma medida cautelar para que uma vez ao mês eles compareçam à Justiça para justificar o que estão fazendo, onde estão. Considerando que não são mais PMs, não têm acesso a armamento. Entendo que eles não oferecem risco à sociedade ? opina o juiz.

Os réus ? Os cinco réus têm advogados. São dois ex-policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOE) de Porto Alegre: Hugo Guilherme Capiera Rodrigues, 23 anos, de Santa Maria, e Diego Antunes Soares, 27, de Rosário do Sul. Outro é o ex-soldado do 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon) de Santa Maria Willian Vendruscolo de Cordova, exonerado em junho. Os últimos dois são o ex-militar Paulo Roberto Severo do Nascimento e Lucas Silva da Costa, que é policial militar e responde a procedimento administrativo na Brigada Militar. Conforme o juiz, Rodrigues, Soares, Cordova e Nascimento, que se envolveram em troca de tiros com a BM e perseguição, após o assalto de março, seguem presos. Costa não chegou a ser preso.

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