sábado, 15 de outubro de 2011

Orientação é: luta, só no octógono

De alguns anos para cá, o interesse pelo MMA tem aumentado. Sucesso de público e com mais praticantes a cada dia, o esporte pode ser considerado um fenômeno popular. Mas, o que atrai tanta gente? Haveria motivo de preocupação com a natureza violenta das artes marciais?

Para o psicólogo César Bridi, a possibilidade de uma manifestação de violência, como forma de extravasar o estresse cotidiano, é um dos atrativos ao grande público. Como julga que faltem espaços públicos adequados para a população canalizar essa energia reprimida, o profissional acredita que o esporte possa cumprir sua parte nesse sentido. Mas é importante que haja equilíbrio.

? A luta é algo saudável enquanto ainda é esporte. Mas são esportes violentos, no sentido de que há agressão. Mas, se ficar dentro do octógono, tudo bem, de uma maneira como se o espectador entrasse numa combinação de que participa do espetáculo naquele momento. Mas é errado a pessoa achar que é o ídolo 24 horas por dia e que pode fazer essas coisas fora do ringue ? alerta Bridi.

Se quem assiste a competições como o Ultimate Fighting Championship (UFC) precisa ter a lucidez de não transpor o que vê para a vida real, algo semelhante se aplica a quem treina MMA e outras artes marciais. Segundo César Bridi, a orientação dos instrutores é fundamental para a formação dos atletas.

Para os pais, ele considera que o ideal seria iniciar os filhos no mundo das artes marciais a partir de 14 ou 15 anos, quando há maior discernimento quanto à violência. Mas, é claro, isso varia de pessoa para pessoa. O judô, por exemplo, é uma boa forma para as crianças serem apresentadas ao esporte.

O técnico de muay thai Carlos Garda, da Associação Guerreiros Thai e instrutor da Pique Academia, concorda que o acompanhamento aos atletas é fundamental. Garda garante que, assim como outros colegas, faz a sua parte:

? Nossos atletas, sejam competidores ou pessoas que venham pelo condicionamento físico, são disciplinados. Quem luta aqui, jamais vai brigar na rua.

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