Decisão sobre guard-rail da Avenida Ipiranga sai nesta segunda-feira
Três modelos são finalistas de concurso público, realizado após obra inicial causar polêmica
Vinte dias após o início de uma polêmica que envolveu especialistas e repercutiu entre internautas, será apresentado nesta segunda-feira o modelo de guard-rail para a nova ciclovia da Avenida Ipiranga, em Porto Alegre.
A comissão responsável pela definição da ideia vencedora deve bater o martelo sobre a escolhida depois de uma reunião que será realizada durante a manhã. Os três projetos finalistas do concurso público, que teve 37 propostas inscritas, foram apresentados em audiência na sexta-feira.
A controvérsia ocorreu por causa do modelo de guard-rail apresentado inicialmente pela prefeitura. Feita em toras de eucalipto, a proteção foi alvo de duras críticas de arquitetos e urbanistas e provocou intenso debate nas redes sociais.
De acordo com o presidente do departamento gaúcho do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Tiago Holzmann da Silva, a reunião entre os integrantes da banca que definirá o projeto está marcada para as 9h. O anúncio da ideia vencedora deve ocorrer por volta das 11h.
Silva ressalta a necessidade de que a sociedade discuta as questões que envolvem o futuro da cidade. Ele acredita que a participação de especialistas e do público evita eventuais surpresas e polêmicas, como a da ciclovia.
— Não podemos permitir que isso ocorra com os grandes projetos para a cidade. A gente está em um grande momento para Porto Alegre, e temos de trabalhar esses projetos da mesma maneira que fizemos com a ciclovia, com concursos públicos — ressaltou.
Para o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, a seleção vai dar um caráter de participação de toda a cidade à escolha:
— A partir da declaração da vencedora, haverá reuniões técnicas entre a EPTC e o criador do projeto. Vamos buscar fornecedores para os materiais, e os técnicos da prefeitura farão alguma adaptação se for preciso.
Conheça as ideias propostas e opine na enquete
Alan Furlan
(Clique na imagem para ver o projeto completo)
A ideia do arquiteto é aproveitar madeiras de reflorestamento, abundantes no Estado, e moeirões de concreto, que seriam produzidos em viamão.
Em síntese, são cinco ripas de madeira de cedro ou de eucalipto, com 15 centímetros de largura. Conforme Furlan, o projeto é sustentável, tem solução técnica e apresenta baixo custo.
— Executamos algo parecido em Novo Hamburgo, que tinha um guarda-corpo que impedia as pessoas de caírem dentro do Arroio Pampa. Seguimos a mesma lógica, de utilizar materiais fáceis de encontrar para diminuir os custos.
Rodrigo Troyano
(Clique na imagem para ver o projeto completo)
Na sua apresentação, Rodrigo Troyano salientou o conceito de que a defensa, feita em plástico reciclável, funcione como uma espécie de almofada, capaz de absorver o impácto dos ciclistas:
— A estética é importante, mas estávamos preocupados com a segurança do ciclista quando ele tocasse esse guarda-corpo numa eventual queda. O projeto conta com uma estrutura plástica, oca por dentro, com 40 centrímetros de largura.
— No nosso escritório, três dos quatro sócios usam bicicletas. Apresentamos um diálogo de um ciclista com os arquitetos para compreender as necessidades dos ciclistas — diz.
Tiago Zulian
(Clique na imagem para ver o projeto completo)
O arquiteto Tiago Zulian projetou uma ciclovia que conta com duas proteções laterais, colocadas uma em baixo da outra, que podem ser feitas com material plástico reciclável ou com madeira de reflorestamento.
— Gostei muito de ter sido escolhido, pois sou um defensor das ciclovias. Já pedalei de Porto Alegre a Caxias do Sul.
As proteções seriam sustentadas por moirões de concreto ao longo de toda a extensão da ciclovia.
— O ideal é que um ciclovia não conte com defensas, mas como é necessário, nosso projeto procura interferir o mínimo possível na paisagem da avenida — diz Zulian.
Comissão que vai decidir o vencedor:
— Rogério Malinsky e César Wagner, arquitetos indicados pelo IAB
— Helton Scheer de Moraes, representante dos ciclistas
— Gisele Porto Munhoz, da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov)
— Antônio Carlos Selbach Vigna, da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC)

A comissão responsável pela definição da ideia vencedora deve bater o martelo sobre a escolhida depois de uma reunião que será realizada durante a manhã. Os três projetos finalistas do concurso público, que teve 37 propostas inscritas, foram apresentados em audiência na sexta-feira.
A controvérsia ocorreu por causa do modelo de guard-rail apresentado inicialmente pela prefeitura. Feita em toras de eucalipto, a proteção foi alvo de duras críticas de arquitetos e urbanistas e provocou intenso debate nas redes sociais.
De acordo com o presidente do departamento gaúcho do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Tiago Holzmann da Silva, a reunião entre os integrantes da banca que definirá o projeto está marcada para as 9h. O anúncio da ideia vencedora deve ocorrer por volta das 11h.
Silva ressalta a necessidade de que a sociedade discuta as questões que envolvem o futuro da cidade. Ele acredita que a participação de especialistas e do público evita eventuais surpresas e polêmicas, como a da ciclovia.
— Não podemos permitir que isso ocorra com os grandes projetos para a cidade. A gente está em um grande momento para Porto Alegre, e temos de trabalhar esses projetos da mesma maneira que fizemos com a ciclovia, com concursos públicos — ressaltou.
Para o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, a seleção vai dar um caráter de participação de toda a cidade à escolha:
— A partir da declaração da vencedora, haverá reuniões técnicas entre a EPTC e o criador do projeto. Vamos buscar fornecedores para os materiais, e os técnicos da prefeitura farão alguma adaptação se for preciso.
Alan Furlan
A ideia do arquiteto é aproveitar madeiras de reflorestamento, abundantes no Estado, e moeirões de concreto, que seriam produzidos em viamão.
Em síntese, são cinco ripas de madeira de cedro ou de eucalipto, com 15 centímetros de largura. Conforme Furlan, o projeto é sustentável, tem solução técnica e apresenta baixo custo.
— Executamos algo parecido em Novo Hamburgo, que tinha um guarda-corpo que impedia as pessoas de caírem dentro do Arroio Pampa. Seguimos a mesma lógica, de utilizar materiais fáceis de encontrar para diminuir os custos.
Rodrigo Troyano
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— A estética é importante, mas estávamos preocupados com a segurança do ciclista quando ele tocasse esse guarda-corpo numa eventual queda. O projeto conta com uma estrutura plástica, oca por dentro, com 40 centrímetros de largura.
— No nosso escritório, três dos quatro sócios usam bicicletas. Apresentamos um diálogo de um ciclista com os arquitetos para compreender as necessidades dos ciclistas — diz.
Tiago Zulian
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O arquiteto Tiago Zulian projetou uma ciclovia que conta com duas proteções laterais, colocadas uma em baixo da outra, que podem ser feitas com material plástico reciclável ou com madeira de reflorestamento.
— Gostei muito de ter sido escolhido, pois sou um defensor das ciclovias. Já pedalei de Porto Alegre a Caxias do Sul.
As proteções seriam sustentadas por moirões de concreto ao longo de toda a extensão da ciclovia.
— O ideal é que um ciclovia não conte com defensas, mas como é necessário, nosso projeto procura interferir o mínimo possível na paisagem da avenida — diz Zulian.
Comissão que vai decidir o vencedor:
— Rogério Malinsky e César Wagner, arquitetos indicados pelo IAB
— Helton Scheer de Moraes, representante dos ciclistas
— Gisele Porto Munhoz, da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov)
— Antônio Carlos Selbach Vigna, da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC)
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