Prefeitura de Barra do Ribeiro cria polêmica ao cobrar “pedágio” para excursões
Veículos com grupos de passageiros precisam pagar para aproveitar praia
Banhada pelo Guaíba e pela Lagoa dos Patos, Barra do Ribeiro, no sul do Estado, com suas praias de água morna e mansa, atrai cerca de 3 mil banhistas aos finais de semana, a maior parte oriunda de ônibus de excursões — público que vitamina o pequeno comércio local, mas incomoda moradores.
Para regulamentar o acesso dos turistas aos balneários, a prefeitura criou dois tipos de taxas cobradas dos veículos de excursão: R$ 200 para ônibus e R$ 100 para vans. Espécie de pedágio local, a cobrança provoca polêmica.
No domingo, Luís Marcelo Fonseca Fernandes, 35 anos, acompanhado da mulher e de quase uma centena de amigos e vizinhos, moradores de Eldorado do Sul, lotaram dois ônibus e foram para Barra do Ribeiro, município de 12,5 mil habitantes.
Projetavam se refestelar nas areais da Barra, amenizando com mergulhos o calor sufocante que castiga o Rio Grande. O que era para ser um dia de lazer, tornou-se constrangimento.
— Chegamos à Barra e fomos interceptados pela Brigada Militar e funcionários do município. Nos exigiram R$ 200 para entrar — conta Fernandes.
A taxa, eles não sabiam, é cobrada desde a segunda metade de janeiro, conforme o decreto 3.034/12, que tem amparo em uma legislação aprovada em 1994 pelos vereadores.
Assinado pelo prefeito Luciano Boneberg, o texto prevê que, além de pagar para ingressar na cidade, os ônibus deverão permanecer estacionados nas dependências do Acampamento Farroupilha enquanto os visitantes aproveitam a orla.
— Explicamos que os ônibus iriam nos deixar, sairiam e só voltariam no final da tarde, para nos buscar. Não adiantou. Precisamos fazer uma vaquinha para pagar a taxa. Nem nos deram recibo — reclama Fernandes.
De acordo com o prefeito Boneberg, a cobrança atende a um antigo anseio da comunidade, incomodada com ônibus estacionados diante de suas casas, obstruindo garagens, transformados em hotéis ambulantes.
— Nos finais de semana de verão, a cidade chega a receber 20 ônibus e vans. Eles encostam na frente das casas às 5h, o pessoal desembarca e fica por ali, fazendo churrasco na calçada. Isso dura um dia inteiro — pondera o chefe do Executivo local.
E complementa:
— Se querem vir para Barra, que venham. Mas precisamos organizar.
O pano de fundo da polêmica é a política de incentivo a um outro tipo de turismo, um pouco mais sofisticado e disposto a gastar.
— Queremos recuperar 33 cabanas públicas, hoje utilizadas como moradia e para abrigar serviços, e voltar a alugá-las. Mas se eu quiser investir em turismo, não vou conseguir porque a cidade está desorganizada.
Para regulamentar o acesso dos turistas aos balneários, a prefeitura criou dois tipos de taxas cobradas dos veículos de excursão: R$ 200 para ônibus e R$ 100 para vans. Espécie de pedágio local, a cobrança provoca polêmica.
No domingo, Luís Marcelo Fonseca Fernandes, 35 anos, acompanhado da mulher e de quase uma centena de amigos e vizinhos, moradores de Eldorado do Sul, lotaram dois ônibus e foram para Barra do Ribeiro, município de 12,5 mil habitantes.
Projetavam se refestelar nas areais da Barra, amenizando com mergulhos o calor sufocante que castiga o Rio Grande. O que era para ser um dia de lazer, tornou-se constrangimento.
— Chegamos à Barra e fomos interceptados pela Brigada Militar e funcionários do município. Nos exigiram R$ 200 para entrar — conta Fernandes.
A taxa, eles não sabiam, é cobrada desde a segunda metade de janeiro, conforme o decreto 3.034/12, que tem amparo em uma legislação aprovada em 1994 pelos vereadores.
Assinado pelo prefeito Luciano Boneberg, o texto prevê que, além de pagar para ingressar na cidade, os ônibus deverão permanecer estacionados nas dependências do Acampamento Farroupilha enquanto os visitantes aproveitam a orla.
— Explicamos que os ônibus iriam nos deixar, sairiam e só voltariam no final da tarde, para nos buscar. Não adiantou. Precisamos fazer uma vaquinha para pagar a taxa. Nem nos deram recibo — reclama Fernandes.
De acordo com o prefeito Boneberg, a cobrança atende a um antigo anseio da comunidade, incomodada com ônibus estacionados diante de suas casas, obstruindo garagens, transformados em hotéis ambulantes.
— Nos finais de semana de verão, a cidade chega a receber 20 ônibus e vans. Eles encostam na frente das casas às 5h, o pessoal desembarca e fica por ali, fazendo churrasco na calçada. Isso dura um dia inteiro — pondera o chefe do Executivo local.
E complementa:
— Se querem vir para Barra, que venham. Mas precisamos organizar.
O pano de fundo da polêmica é a política de incentivo a um outro tipo de turismo, um pouco mais sofisticado e disposto a gastar.
— Queremos recuperar 33 cabanas públicas, hoje utilizadas como moradia e para abrigar serviços, e voltar a alugá-las. Mas se eu quiser investir em turismo, não vou conseguir porque a cidade está desorganizada.
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