Criminosos do Rio de Janeiro usam celular para aplicar golpe no RS
PF investiga ação de golpistas que adotam tática de intimidação para levar dinheiro de bancos postais
Um golpe à base da intimidação levou a Polícia Federal (PF) a divulgar ontem um alerta à população gaúcha.
Segundo a PF, pelo menos 60 tentativas contra órgãos federais já teriam sido praticadas do Estado nos últimos 40 dias. Em quatro delas, sem o uso de armas, os criminosos conseguiram levar cerca de R$ 60 mil das vítimas.
O golpe é simples e teve como alvo correspondentes de bancos postais. Estes postos ficam em agências dos Correios que também abrem contas bancárias, concedem empréstimos e recebem o pagamento de contas, por meio de convênio com o Banco do Brasil.
Embora a Polícia Federal não confirme, as quatro vítimas seriam todos funcionários.
— Eles jogam com o emocional da vítima. Principalmente com o medo de quem trabalha com sistema bancário — ressaltou o delegado Rafael França, da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio.
Pelas investigações, os bandidos agiram de maneira semelhante. Ligaram para as vítimas de celulares com código de área 21 ou 22, ambos do Rio de Janeiro, e pedem informações simples sobre o funcionamento do posto.
Depois de algum tempo, dias até, voltam a ligar, alegando que estão na frente da agência e visualizando a vítima. Exigem que seja feito um depósito em contas bancárias naquele momento para evitar que ocorra um assalto com uso de armas pesadas. Diante da pressão psicológica, a vítima acaba cedendo.
O delegado diz que os bandidos usam, para convencer os funcionários da ameaça, falsas informações: afirmam que estão em um carro prata ou branco estacionado diante da agências (são as maiores frotas no país), que conhece a vítima, que sabe onde ela mora.
Conforme os depoimentos das vítimas, os policiais federais já têm algumas pistas sobre a origem do golpe: as repetições do sotaque carioca, do código de área e do discurso na abordagem. A participação de presidiários no golpe é investigada.
— Num universo de 60 tentativas, eles tiveram êxito em quatro casos e levantaram uma quantia dessas. Não me surpreenderia se o golpe agora começasse a ser praticado contra lojas, joalheiras e banco — alertou Rafael.
Polícia Civil gaúcha não tem registro de casos
Os casos investigados no Rio Grande do Sul devem ser enviados aos agentes da PF do Rio de Janeiro. No entendimento da Justiça, como o telefonema partiu do Rio, embora o dano tenha sido causado aqui, o caso deve ser julgado pela Justiça fluminense.
Já há relatos de extorsões semelhantes a essas praticadas no Nordeste, no Rio e em São Paulo. A quantidade de casos é tão grande que fez com que os Correios distribuíssem uma circular para os correspondentes alertando sobre o golpe.
Conforme o delegado Juliano Ferreira, da Delegacia de Roubos e Extorsões, do Deic, não há casos do gênero investigados pela Polícia Civil gaúcha.
Segundo a PF, pelo menos 60 tentativas contra órgãos federais já teriam sido praticadas do Estado nos últimos 40 dias. Em quatro delas, sem o uso de armas, os criminosos conseguiram levar cerca de R$ 60 mil das vítimas.
O golpe é simples e teve como alvo correspondentes de bancos postais. Estes postos ficam em agências dos Correios que também abrem contas bancárias, concedem empréstimos e recebem o pagamento de contas, por meio de convênio com o Banco do Brasil.
Embora a Polícia Federal não confirme, as quatro vítimas seriam todos funcionários.
— Eles jogam com o emocional da vítima. Principalmente com o medo de quem trabalha com sistema bancário — ressaltou o delegado Rafael França, da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio.
Pelas investigações, os bandidos agiram de maneira semelhante. Ligaram para as vítimas de celulares com código de área 21 ou 22, ambos do Rio de Janeiro, e pedem informações simples sobre o funcionamento do posto.
Depois de algum tempo, dias até, voltam a ligar, alegando que estão na frente da agência e visualizando a vítima. Exigem que seja feito um depósito em contas bancárias naquele momento para evitar que ocorra um assalto com uso de armas pesadas. Diante da pressão psicológica, a vítima acaba cedendo.
O delegado diz que os bandidos usam, para convencer os funcionários da ameaça, falsas informações: afirmam que estão em um carro prata ou branco estacionado diante da agências (são as maiores frotas no país), que conhece a vítima, que sabe onde ela mora.
Conforme os depoimentos das vítimas, os policiais federais já têm algumas pistas sobre a origem do golpe: as repetições do sotaque carioca, do código de área e do discurso na abordagem. A participação de presidiários no golpe é investigada.
— Num universo de 60 tentativas, eles tiveram êxito em quatro casos e levantaram uma quantia dessas. Não me surpreenderia se o golpe agora começasse a ser praticado contra lojas, joalheiras e banco — alertou Rafael.
Polícia Civil gaúcha não tem registro de casos
Os casos investigados no Rio Grande do Sul devem ser enviados aos agentes da PF do Rio de Janeiro. No entendimento da Justiça, como o telefonema partiu do Rio, embora o dano tenha sido causado aqui, o caso deve ser julgado pela Justiça fluminense.
Já há relatos de extorsões semelhantes a essas praticadas no Nordeste, no Rio e em São Paulo. A quantidade de casos é tão grande que fez com que os Correios distribuíssem uma circular para os correspondentes alertando sobre o golpe.
Conforme o delegado Juliano Ferreira, da Delegacia de Roubos e Extorsões, do Deic, não há casos do gênero investigados pela Polícia Civil gaúcha.
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