Índios são expulsos do STF após protesto em julgamento de cotas em universidades
Eles criticaram o fato de que só o sistema de cotas raciais esteja em discussão
índio foi retirado por seguranças do
Supremo Foto: André Dusek / AGÊNCIA
ESTADO
Dois índios foram expulsos do Supremo Tribunal Federal (STF) por atrapalhar a
sessão de julgamento
sobre o sistema de cotas raciais nas universidades
públicas, na tarde desta quinta-feira.
Durante o voto do ministro Luiz Fux, os índios Araju Sepeti Guarani e Carlos Pankararu iniciaram uma manifestação no plenário e foram repreendidos mais de três vezes pelo presidente da Suprema Corte, Carlos Ayres Britto. Após alguns minutos, Britto suspendeu a sessão até que eles fossem retirados do local pela segurança do Tribunal.
Com pedidos de socorro e gritos ofensivos aos ministros, os dois índios foram imobilizados e retirados à força por mais de cinco seguranças. Os índios criticaram o fato de que só o sistema de cotas raciais esteja em julgamento.
— Igualdade é negro, é cigano, é índio, são todos. Defendemos a cota para indígenas — disse Carlos Pankakaru.
A Universidade de Brasília (UnB) foi a primeira instituição federal de ensino a instituir o sistema de cotas, em junho de 2004. Atos administrativos e normativos determinaram a reserva de 20% das vagas a candidatos negros (pretos e pardos).
A comissão que implementou as cotas para negros também foi responsável pelo convênio entre a UnB e a Fundação Nacional do Índio (Funai), firmado em 12 de março de 2004, para facilitar o acesso de índios ao ensino superior.
Durante o voto do ministro Luiz Fux, os índios Araju Sepeti Guarani e Carlos Pankararu iniciaram uma manifestação no plenário e foram repreendidos mais de três vezes pelo presidente da Suprema Corte, Carlos Ayres Britto. Após alguns minutos, Britto suspendeu a sessão até que eles fossem retirados do local pela segurança do Tribunal.
Com pedidos de socorro e gritos ofensivos aos ministros, os dois índios foram imobilizados e retirados à força por mais de cinco seguranças. Os índios criticaram o fato de que só o sistema de cotas raciais esteja em julgamento.
— Igualdade é negro, é cigano, é índio, são todos. Defendemos a cota para indígenas — disse Carlos Pankakaru.
A Universidade de Brasília (UnB) foi a primeira instituição federal de ensino a instituir o sistema de cotas, em junho de 2004. Atos administrativos e normativos determinaram a reserva de 20% das vagas a candidatos negros (pretos e pardos).
A comissão que implementou as cotas para negros também foi responsável pelo convênio entre a UnB e a Fundação Nacional do Índio (Funai), firmado em 12 de março de 2004, para facilitar o acesso de índios ao ensino superior.
Nenhum comentário:
Postar um comentário