sábado, 28 de abril de 2012

Polícia divulga identidade de trio morto em Triunfo


Homem de 42 anos e casal de irmãos, de 17 anos e 25, foram identificados por familiares


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Polícia divulga identidade de trio morto em Triunfo Fernando Gomes/
Carro carbonizado foi encontrado na manhã de quinta-feira em Triunfo

A Polícia Civil começa a desvendar o mistério dos três corpos encontrados carbonizados dentro de um carro, em Triunfo, na quinta-feira. O delegado Cleandro Jarczewski divulgou ontem a identidade de um homem de 42 anos e de um casal de irmãos, de 17 anos e 25 anos. Sem um laudo oficial, o policial afirma que a confirmação é dos próprios familiares.

A mulher de João Gonçalves de Oliveira Filho, 42 anos, e um irmão de Daiane Cristiane Castro dos Santos, 17 anos, e de Daniel Castro dos Santos, 25 anos, procuraram a Delegacia de Polícia no mesmo dia do crime. O trio estava em um Novo Uno amarelo, com placas de Canoas, como o que foi queimado.

— Ainda falta a confirmação da perícia pelas arcadas dentárias ou DNA. Essa é uma identificação preliminar da família — sublinha o delegado.

A ficha de João leva os policiais a acreditarem em uma relação entre triplo homicídio e tráfico de drogas. E também com Canoas. Com passagens pelo Presídio Central, João era apontado pela polícia como traficante no bairro Mathias Velho. Além de tráfico, já respondeu por roubo, receptação, porte de arma e lesão corporal. Ele estaria saindo com a adolescente que, naquele dia, estava acompanhada do irmão.

— s irmãos não parecem ter envolvimento. Podem ter entrado de gaiatos. A coisa não era para eles —acredita o delegado.

A relação com o tráfico de drogas leva a Polícia Civil a estreitar a linha de investigação sobre a autoria do crime. Jarczewski prefere não dar detalhes sobre suspeitos para não atrapalhar os trabalhos nos próximos dias. O Departamento Médico Legal (DML) tem 30 dias para preparar o laudo oficial com a identificação das vítimas —e o delegado, os mesmos 30 dias para finalizar o inquérito.

O local onde o carro foi deixado teria sido escolhido, afirma o delegado, pela localização isolada.

— É um local ermo onde ninguém veria o carro incendiando. Só no dia seguinte — observa.

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