Acabou o La Niña. Vem aí o El Niño?
NOAA confirma fim do evento responsável pela seca no Rio Grande do Sul, mas cresce a possibilidade de um novo dessarranjo no clima que pode trazer chuva acima da média
O La Niña (faixa em azul) em ação no Pacífico Central
numa imagem de satélite do fim do ano passado: fenômeno provoca estiagem no
RS Foto: NOAA,Divulgação / NOAA
Agora, é definitivo. O boletim
divulgado na segunda-feira, dia 30, pela Administração Nacional Oceânica e
Atmosférica (NOAA), a repartição do governo dos EUA para estudos meteorológicos
e climáticos, jogou a pá de cal sobre a mais recente ocorrência do La Niña. O
fenômeno provoca o resfriamento das águas do Pacífico Central e responde por uma
série de distúrbios no clima de todo o planeta — incluindo a estiagem que se
prolonga há seis meses no Rio Grande do Sul.
— Nenhuma região do Pacífico Central apresenta resfriamento maior do que -0,5°C, ou seja, o La Niña chegou ao fim — diz a meteorologista Estael Sias, da Central RBS.
Estael lembra, no entanto, que embora a temperatura das águas oceânicas esteja dentro da normalidade, a atmosfera não reage instantaneamente e ainda pode apresentar um "comportamento de La Niña" durante as próximas semanas.
— Gradativamente, a atmosfera irá se modificar para padrões normais. Com isso, há expectativa de que o regime de chuva possa retornar à normalidade em todo o planeta — afirma Estael.
Para o Rio Grande do Sul, os prognósticos mais atualizados ainda indicam chuva abaixo da média até o dia 18 deste mês. Uma nova frente fria deve passar pelo Estado entre os dias 10 e 13 de maio, sem, contudo, trazer volumes expressivos de chuva, capazes de reverter o quadro de seca de algumas regiões.
Essa é a notícia boa. A ruim é que, a cada boletim do NOAA, parece crescer a possibilidade do ressurgimento, já no segundo semestre deste ano, de outro vilão climático: o El Niño.
Primo-irmão do La Niña, esse evento provoca um efeito inverso no Pacífico Equatorial, aquecendo suas águas. O resultado também é um grave dessarranjo no clima planetário. O Rio Grande do Sul, neste caso, costuma ser submetido a chuvas acima da média (em alguns anos, bem acima, provocando enchentes arrassadoras).
— Em poucos meses, podemos trocar um cenário de seca por um de excesso de chuva — alerta Estael.
Por enquanto, das quatro regiões monitoradas no Oceano Pacífico (chamadas de Niño 1+2, Niño 3, Niño 3+4 e Niño4 ), apenas uma, a Niño 1+2, que fica na costa da América do Sul, tem apresentado aquecimento de 1,6°C acima do padrão normal. Segundo Estael, para que se configure um El Niño, é necessário que as quatro áreas estejam com temperatura pelo menos 0,5°C acima do normal, além da atmosfera apresentar comportamento correspondente a esse aquecimento.
— Esse processo poderá ter início entre o fim do inverno e começo da primavera de 2012 — prevê a meteorologista.
— Nenhuma região do Pacífico Central apresenta resfriamento maior do que -0,5°C, ou seja, o La Niña chegou ao fim — diz a meteorologista Estael Sias, da Central RBS.
Estael lembra, no entanto, que embora a temperatura das águas oceânicas esteja dentro da normalidade, a atmosfera não reage instantaneamente e ainda pode apresentar um "comportamento de La Niña" durante as próximas semanas.
— Gradativamente, a atmosfera irá se modificar para padrões normais. Com isso, há expectativa de que o regime de chuva possa retornar à normalidade em todo o planeta — afirma Estael.
Para o Rio Grande do Sul, os prognósticos mais atualizados ainda indicam chuva abaixo da média até o dia 18 deste mês. Uma nova frente fria deve passar pelo Estado entre os dias 10 e 13 de maio, sem, contudo, trazer volumes expressivos de chuva, capazes de reverter o quadro de seca de algumas regiões.
Essa é a notícia boa. A ruim é que, a cada boletim do NOAA, parece crescer a possibilidade do ressurgimento, já no segundo semestre deste ano, de outro vilão climático: o El Niño.
Primo-irmão do La Niña, esse evento provoca um efeito inverso no Pacífico Equatorial, aquecendo suas águas. O resultado também é um grave dessarranjo no clima planetário. O Rio Grande do Sul, neste caso, costuma ser submetido a chuvas acima da média (em alguns anos, bem acima, provocando enchentes arrassadoras).
— Em poucos meses, podemos trocar um cenário de seca por um de excesso de chuva — alerta Estael.
Por enquanto, das quatro regiões monitoradas no Oceano Pacífico (chamadas de Niño 1+2, Niño 3, Niño 3+4 e Niño4 ), apenas uma, a Niño 1+2, que fica na costa da América do Sul, tem apresentado aquecimento de 1,6°C acima do padrão normal. Segundo Estael, para que se configure um El Niño, é necessário que as quatro áreas estejam com temperatura pelo menos 0,5°C acima do normal, além da atmosfera apresentar comportamento correspondente a esse aquecimento.
— Esse processo poderá ter início entre o fim do inverno e começo da primavera de 2012 — prevê a meteorologista.
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