Aperto do crédito eleva estoque de automóveis nas concessionárias
Governo estuda formas para facilitar o financiamento, como redução de impostos e mais prestações
Em um depósito na zona norte da Capital, acumulam-se
cerca de 800 veículos de fabricantes diferentes
Com pátios abarrotados de veículos
novos, revendas buscam atrair compradores com descontos, juros menores e
acessórios opcionais.
Os estoques em concessionárias do Rio Grande do Sul chega a 40 dias de vendas, quando na média não costuma passar de 30 dias.
O recuo no mercado de automóveis é reflexo da restrição dos financiamentos de carros no país, medida adotada por bancos para frear os picos de inadimplência no setor.
Segundo dados do Banco Central, em março, 5,7% dos financiamentos estavam com mais de 90 dias de atraso de pagamento no país – superando recordes. Há um ano, a inadimplência no setor era de apenas 3%.
Na tentativa de ajudar as montadoras a desovar seus estoques, o governo poderá liberar parte do dinheiro que os bancos são obrigados a manter depositados no Banco Central – os compulsórios – para aumentar os financiamentos.
A equipe econômica poderá ainda mudar as regras para ampliação do número de prestações e redução das entradas e das taxas de juros dessas operações.
Outra alternativa em estudo é a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide sobre a venda de carros. As medidas foram discutidas neste mês entre representantes do Ministério da Fazenda e da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
No RS, 60% dos negócios dependem de empréstimo
Embora tenham recuado menos do que no país, as vendas de veículos zero-quilômetro no Rio Grande do Sul foram impactadas diretamente pelas dificuldades impostas pelas instituições financeiras para liberar crédito.
— Cerca de 60% dos nossos negócios dependem de financiamento — aponta Fernando Esbróglio, presidente do Sincodiv/Fenabrave-RS.
Conforme Esbróglio, a exigência de uma entrada maior e prazos mais curtos de financiamento acabam afastando compradores das revendas.
Os estoques em concessionárias do Rio Grande do Sul chega a 40 dias de vendas, quando na média não costuma passar de 30 dias.
O recuo no mercado de automóveis é reflexo da restrição dos financiamentos de carros no país, medida adotada por bancos para frear os picos de inadimplência no setor.
Segundo dados do Banco Central, em março, 5,7% dos financiamentos estavam com mais de 90 dias de atraso de pagamento no país – superando recordes. Há um ano, a inadimplência no setor era de apenas 3%.
Na tentativa de ajudar as montadoras a desovar seus estoques, o governo poderá liberar parte do dinheiro que os bancos são obrigados a manter depositados no Banco Central – os compulsórios – para aumentar os financiamentos.
A equipe econômica poderá ainda mudar as regras para ampliação do número de prestações e redução das entradas e das taxas de juros dessas operações.
Outra alternativa em estudo é a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide sobre a venda de carros. As medidas foram discutidas neste mês entre representantes do Ministério da Fazenda e da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
No RS, 60% dos negócios dependem de empréstimo
Embora tenham recuado menos do que no país, as vendas de veículos zero-quilômetro no Rio Grande do Sul foram impactadas diretamente pelas dificuldades impostas pelas instituições financeiras para liberar crédito.
— Cerca de 60% dos nossos negócios dependem de financiamento — aponta Fernando Esbróglio, presidente do Sincodiv/Fenabrave-RS.
Conforme Esbróglio, a exigência de uma entrada maior e prazos mais curtos de financiamento acabam afastando compradores das revendas.
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