segunda-feira, 21 de maio de 2012

Paralisação dos metroviários fecha as estações do trensurb em toda Região Metropolitana


Apesar da Justiça cobrar multa pelo não funcionamento do serviço, metroviários não irão trabalhar


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Paralisação dos metroviários fecha as estações do trensurb em toda Região Metropolitana Miro de Souza/Agencia RBS
Com as estações de trem fechadas, paradas de ônibus ficaram lotadas em São Leopoldo

Mesmo com uma multa que pode chegar a R$ 140 mil, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Transporte Metroviários e Conexas do Rio Grande do Sul (Sindimetrô-RS) paralisou as atividades na Trensurb na manhã desta segunfa-feira.

Nenhuma das estações da Região Metropolitana está funcionando. Quem chega na porta das estações se depara com o aviso: "Atenção, estação fechada".

O eletricista Larrí da Rosa Ignácio, 20 anos, pretendia pegar o trensurb na estação São Leopoldo às 6h. Ao se deparar com o local fechado, ele ligou para o chefe e avisou que não vai trabalhar nesta segunda. De ônibus, ele avaliou que perderia muito tempo.
— De ônibus, perderia muito tempo. Melhor pagar essas horas outro dia — justificou.

Os metroviários estão reunidos na sede da Trensurb, na Avenida Ernesto Neugebauer, na Capital, onde ocorre uma assembleia da categoria. A normalização do serviço ainda nesta segunda, porém, é considerada improvável pelo presidente do sindicato da categoria, Luís Henrique Chagas.
Com isso, os ônibus são a alternativa parar as cerca de 180 mil pessoas que usam diariamente o trem entre Porto Alegre e São Leopoldo. A Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) colocou nas ruas 300 ônibus a mais, chegando a uma frota de 495 veículos. As quatro empresas de ônibus responsáveis pelo transporte de passageiros entre o Vale do Sinos e Porto Alegre estão liberadas para levar passageiros de pé nos veículos.

Em Porto Alegre, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) também reforçou as linhas de ônibus que servem às estações e ativou uma linha especial para atender aos usuários das estações Aeroporto e Farrapos, em direção ao Centro Histórico.

Reivindicações:
Além do reajuste salarial de 21,5%, os metroviários criticam o serviço prestado por empresas terceirizadas responsáveis pela manutenção, como conservação dos trilhos.

— A sociedade merece um transporte de qualidade, os passageiros estão correndo risco de vida quando entram no trem. A categoria fica triste de ter que desencadear uma paralisação, mas nós temos essa responsabilidade com a segurança dos usuários. A paralisação é total, 100%, pedimos desculpas aos usuários que terão que buscar medidas alternativas — afirma Pinheiro.

Multa pela paralisação:
Na sexta-feira, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) determinou que, se não houver o funcionamento pleno dos serviços da Trensurb nos horários de pico, das 5h30min às 8h30min e das 17h30min às 20h30min, será aplicada multa de R$ 70 mil por horário de pico desatendido.

De acordo com o secretário geral do Sindimetrô-RS, a entidade está ciente da cobrança e irá arcar com ela. Nesta semana, a Trensurb deve apresentar uma proposta de reajuste salarial para a categoria. Segundo o diretor-presidente, Humberto Kasper, o prazo para dar um retorno ao sindicato prevê 30 dias a partir de 1º de maio.

— Estamos em pleno processo de negociação, assinado de comum acordo com o sindicato. Surpreendentemente, eles romperam o processo e decidiram pela greve, é um desrespeito — comenta Kasper.

A inauguração dos dois novos trechos até Novo Hamburgo, prevista incialmente para ocorrer nesta segunda, ainda não tem nova data definida.

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