Rio Grande do Sul registra um abuso sexual a cada três horas
Agressores costumam ser próximos a crianças e adolescentes vítimas de crimes sexuais, como no caso revelado por Xuxa
Xuxa ao lado do diretor do quadro "O que vi da vida",
Cláudio Manoel
Não existe classe socioeconômica e está
presente em todos os grupos raciais, religiosos e étnicos.
A violência sexual é um drama vivido a cada três horas por crianças e adolescentes no Estado, conforme dados da Secretaria Estadual da Justiça e dos Direitos Humanos.
No domingo, a questão ficou ainda mais evidente depois de a apresentadora Xuxa Meneghel revelar no quadro O que vi da vida, do Fantástico, ter sofrido abuso na infância.
Como na maior parte dos casos, os agressores eram pessoas próximas a ela: um amigo do pai, que seria seu padrinho, um homem que iria casar com a avó e um professor. As violências só acabaram quando ela completou 13 anos.
— Cerca de 85% a 90% dos agressores são conhecidos da criança. Qualquer adulto ou criança mais velha pode ser um agressor sexual — explica a investigadora e psicóloga da Divisão de Assessoramento Especial do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca), Suzana Braun.
— Também não existe idade preferencial, nem perfil típico de criança e abusador. Qualquer um pode ser vítima ou abusador — acrescenta.
As crianças são especialmente vulneráveis devido à inocência, à confiança nos adultos, à vontade de agradá-los e à necessidade de afeto. E não é fácil para a criança perceber que há uma pessoa mal-intencionada perto dela. Isso porque, no início, a estratégia do abusador vem disfarçada de carícias.
— Pode-se levar muito tempo até a criança se dar conta que aquele carinho é uma coisa sexualizada – alerta a professora de psicologia da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e especialista em violência doméstica Martha Giudice Narvaz.
Para piorar, crianças e adolescentes levam de seis a oito anos para romper o silêncio e revelar a agressão. Na avaliação de Martha, Xuxa deu pistas à mãe de que estava sofrendo
A violência sexual é um drama vivido a cada três horas por crianças e adolescentes no Estado, conforme dados da Secretaria Estadual da Justiça e dos Direitos Humanos.
No domingo, a questão ficou ainda mais evidente depois de a apresentadora Xuxa Meneghel revelar no quadro O que vi da vida, do Fantástico, ter sofrido abuso na infância.
Como na maior parte dos casos, os agressores eram pessoas próximas a ela: um amigo do pai, que seria seu padrinho, um homem que iria casar com a avó e um professor. As violências só acabaram quando ela completou 13 anos.
— Cerca de 85% a 90% dos agressores são conhecidos da criança. Qualquer adulto ou criança mais velha pode ser um agressor sexual — explica a investigadora e psicóloga da Divisão de Assessoramento Especial do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca), Suzana Braun.
— Também não existe idade preferencial, nem perfil típico de criança e abusador. Qualquer um pode ser vítima ou abusador — acrescenta.
As crianças são especialmente vulneráveis devido à inocência, à confiança nos adultos, à vontade de agradá-los e à necessidade de afeto. E não é fácil para a criança perceber que há uma pessoa mal-intencionada perto dela. Isso porque, no início, a estratégia do abusador vem disfarçada de carícias.
— Pode-se levar muito tempo até a criança se dar conta que aquele carinho é uma coisa sexualizada – alerta a professora de psicologia da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e especialista em violência doméstica Martha Giudice Narvaz.
Para piorar, crianças e adolescentes levam de seis a oito anos para romper o silêncio e revelar a agressão. Na avaliação de Martha, Xuxa deu pistas à mãe de que estava sofrendo
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