Pacientes entram em atrito com funcionários do Hospital Conceição
Demora no atendimento de emergência causou revolta na madrugada deste domingo
Thiago Luis dos Passos esperou oito horas para ser atendido no Conceição
Cinco dias depois de uma jovem apedrejar um hospital em Viamão pela demora em receber atendimento na emergência, um novo atrito entre pacientes e funcionários tumultuou um hospital em Porto Alegre. Na madrugada deste domingo, em torno de 30 pessoas discutiram com atendentes e seguranças do plantão do Hospital Conceição, zona norte da Capital, em função das horas de espera. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) anuncia novos leitos na emergência de outro grande hospital da cidade, a Santa Casa, a partir desta segunda-feira.
Nesta madrugada, cerca de 30 pessoas - entre pacientes esperando consulta e acompanhantes - ficaram revoltadas na sala de espera da emergência do Conceição. Segundo alguns deles, que foram atendidos apenas pela manhã, um dos funcionários da recepção chegou a se ausentar do posto por mais de duas horas. Por volta das 6h, Thiago Luis dos Passos, 28 anos, que estava na fila desde a meia-noite, foi pedir informações a uma funcionária. A conversa teria derivado para um bate-boca, que atraiu a atenção dos seguranças quando Thiago perdeu o controle e chutou uma lixeira próxima. Nos próximos 20 minutos, vigilantes e pacientes discutiram verbalmente, mas não teria havido agressões.
- Eu posso ter faltado ao respeito com ela (a atendente), mas ela foi desrespeitosa primeiro. Disse que, se eu estava discutindo com ela, era porque não estava tão mal assim e precisava de um psiquiatra - contou Thiago pela manhã, ao sair do hospital.
Conforme o gerente de Pacientes Externos do Hospital Conceição, Robinson Menezes do Amaral, a casa prevê que nenhum funcionário saia de seu posto sem que outro colega venha substituí-lo. Segundo ele, a emergência está menos lotada do que há um mês.
- Se isso aconteceu (de um funcionário abandonar a recepção da emergência) ou se o colega demorou para substituí-lo, teremos de averiguar. O número de pessoas na escala que me passaram (para o final de semana) estava normal - diz Amaral.
Nesta segunda-feira, a SMS deverá disponibilizar 47 leitos de apoio à emergência da Santa Casa de Misericórdia, uma das mais lotadas da cidade. O hospital também deve receber, ainda este mês, 14 leitos de observação, para pacientes que têm de ficar até 24 horas internados. Outro hospital com problemas sérios de superlotação, o São Lucas da PUCRS, também terá novos leitos em julho.
Nesta madrugada, cerca de 30 pessoas - entre pacientes esperando consulta e acompanhantes - ficaram revoltadas na sala de espera da emergência do Conceição. Segundo alguns deles, que foram atendidos apenas pela manhã, um dos funcionários da recepção chegou a se ausentar do posto por mais de duas horas. Por volta das 6h, Thiago Luis dos Passos, 28 anos, que estava na fila desde a meia-noite, foi pedir informações a uma funcionária. A conversa teria derivado para um bate-boca, que atraiu a atenção dos seguranças quando Thiago perdeu o controle e chutou uma lixeira próxima. Nos próximos 20 minutos, vigilantes e pacientes discutiram verbalmente, mas não teria havido agressões.
- Eu posso ter faltado ao respeito com ela (a atendente), mas ela foi desrespeitosa primeiro. Disse que, se eu estava discutindo com ela, era porque não estava tão mal assim e precisava de um psiquiatra - contou Thiago pela manhã, ao sair do hospital.
Conforme o gerente de Pacientes Externos do Hospital Conceição, Robinson Menezes do Amaral, a casa prevê que nenhum funcionário saia de seu posto sem que outro colega venha substituí-lo. Segundo ele, a emergência está menos lotada do que há um mês.
- Se isso aconteceu (de um funcionário abandonar a recepção da emergência) ou se o colega demorou para substituí-lo, teremos de averiguar. O número de pessoas na escala que me passaram (para o final de semana) estava normal - diz Amaral.
Nesta segunda-feira, a SMS deverá disponibilizar 47 leitos de apoio à emergência da Santa Casa de Misericórdia, uma das mais lotadas da cidade. O hospital também deve receber, ainda este mês, 14 leitos de observação, para pacientes que têm de ficar até 24 horas internados. Outro hospital com problemas sérios de superlotação, o São Lucas da PUCRS, também terá novos leitos em julho.
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