sábado, 29 de janeiro de 2011

TRÂNSITO

IPVA indevido

Um homem de 63 anos afirma ter recebido cobrança de IPVA de um veículo que não possui. Ele recebeu uma carta da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo cobrando o IPVA de 2009 de um caminhão. Ele disse que nem tem caminhão.



Atropelamento e morte na 287

Acidente ocorreu às 7h50min. Vítima não resistiu e morreu três horas após ser internada no Hospital de Caridade

O trajeto percorrido diariamente pela administradora Cristiane Senger Kaiser, 24 anos, foi cenário de um acidente que resultou em sua morte na manhã de sexta-feira. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ela tentava atravessar a BR-287, perto do Trevo da Uglione, por volta das 7h50min, quando foi atingida por uma caminhonete Strada, com placas de São Pedro do Sul. O veículo seguia no sentido São Pedro do Sul-Santa Maria.

Cristiane chegou a ser socorrida pelos bombeiros e levada ao Hospital de Caridade Astrogildo de Azevedo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu cerca de três horas depois.

A rodovia era usada todos os dias pela jovem para ir ao trabalho. Ela morava nas proximidades, na Vila Formosa. Ainda sob o impacto do acidente inesperado, a tia de Cristiane, Liliana Senger, 26 anos, disse que a jovem era uma pessoa tranquila. Havia se formado em Administração há pouco mais de um ano. Ela era casada e não tinha filhos.

– Está todo mundo chocado – declarou a tia.

De acordo com a PRF, o condutor do veículo, Azenho Irineu Schmitt, 54 anos, não teria visto a jovem e, por isso, não teria conseguido frear para evitar a batida. Ainda conforme a PRF, o sol pode ter ajudado a ofuscar a visão do motorista. Por passarem pela área urbana do município, as rodovias federais representam grande perigo para a população. A orientação da PRF é atenção redobrada ao tentar atravessar as vias.

Cristiane, que era natural de São Pedro do Sul, está sendo velada na Igreja Evangélica de Toropi, município onde moram seus pais. O sepultamento será às 10h deste sábado, no Cemitério Evangélico de Toropi.


VIOLÊNCIA

Atingido por tiro no Centro

Um homem de 32 anos levou um tiro no braço direito enquanto andava de moto na Rua Serafim Valandro. A vítima saiu do Albergue Estadual na quinta, às 6h20min, e percebeu que estava sendo seguida por outra moto, de onde partiu o disparo. Ele foi internado e passou por cirurgia.


ENTREVISTA

Ele falava chorando: ‘Vou morrer’

Ivanes Soares, 35 anos, ex-companheira de Claudiomar Ribeiro de Campos, assassinado na última terça-feira

As lágrimas insistem em correr quando a serviços gerais Ivanes Soares, 35 anos, fala do ex-companheiro, Claudiomar Ribeiro de Campos, 42, morto com três tiros à queima-roupa na tarde da última terça-feira na principal avenida da Cohab Tancredo Neves, a Paulo Lauda.

Além de chorar a perda, Ivanes chora pela trajetória de sofrimento e dor que pode ter levado Campos ao fim trágico: o vício em crack. O motivo do assassinato segue desconhecido, segundo a polícia. Um suspeito foi preso e liberado em seguida. Mas, para a mulher, que dividiu oito anos de sua vida com a vítima, foi o crack que o levou à morte.

Em fevereiro de 2010, a pedra separou o casal, que tem uma filha de 7 anos. Mesmo depois da separação, Ivanes não desistiu de lutar pela recuperação do ex-companheiro. Há poucos dias, ela havia conseguido, na Justiça, uma ordem para que ele fosse internado em uma clínica. Não deu tempo de a medida virar realidade.

– Ele era uma pessoa muito boa e prestativa. As qualidades que ele tinha, não se tira – desabafa.

Além da filha com a serviços gerais, Campos tinha mais dois filhos – um de 23 e outro de 26. Ele morreu sem conhecer o neto, de 2 anos, filho de seu primogênito.

Na tarde de quinta-feira, o Diário conversou com Ivanes sobre o drama que ela viveu desde que o ex-companheiro se envolveu com o crack. Confira a entrevista abaixo:

Diário de Santa Maria – Quando começaram os problemas do seu ex-companheiro com a droga?

Ivanes Soares – Entre junho e julho de 2009, ele começou a sair de casa na sexta-feira e sumir no final de semana, só voltando na madrugada de domingo. Nessa época, ele só bebia. Em setembro de 2009, ele foi até o banco e conseguiu um empréstimo para a gente fazer melhorias na nossa casa (no Parque Pinheiro Machado). Ele conseguiu esse dinheiro em uma sexta-feira e sumiu. Quando ele voltou para casa, contou que tinha usado a pedra. E disse: “Uso quando quero, paro quando quero”. Até março de 2010, ele ainda trabalhava com carteira assinada em uma empresa que conserta transformadores de energia.

Diário – E como foi a vida de vocês depois do vício?

Ivanes – A cada final de semana, ele chegava pior, ficava agressivo quando usava crack. Comecei a sugerir um tratamento. Fui atrás de tratamento de todas as maneiras. Consegui marcar entrevistas para ele no Caps (Centro de Atendimento Psicossocial), mas no dia que tinha de ir, ele sempre sumia. Em outubro de 2009, resolvi sair de casa com a minha filha (a separação oficial do casal só ocorreu em fevereiro de 2010). Ele estava vendendo todas as coisas para comprar crack. Minha filha caiu de rendimento na escola, e um psicólogo disse que o único jeito era afastá-la do pai. Ela era apaixonada pelo pai.

Diário - Depois de começar a usar crack, ele seguiu trabalhando normalmente?

Ivanes – Ele seguiu no trabalho, mas às vezes faltava na segunda e na terça-feira depois de passar o final de semana no vício. Em março de 2010, ele chegou para mim e disse que tinha muitas dívidas para pagar, que não tinha dinheiro e que o único jeito seria pedir demissão. Ele chegou para o chefe e disse que eu estava com uma depressão grave. Nem vi a cor desse dinheiro (da rescisão de contrato e do seguro-desemprego). Ele gastou tudo em droga. Depois da demissão, ele se jogou de vez. Quando ele não tinha dinheiro, vinha bater na porta da minha casa chorando, pedindo dinheiro e comida. Eu sempre dava.

Diário – Onde ele estava morando atualmente?

Ivanes – Em dezembro passado, colocaram fogo na casa dele (a antiga residência onde o casal morava, no Parque Pinheiro Machado). Ele se mudou com amigos, que eram companheiros do crack, para uma casa na Cohab Tancredo Neves. Em uma semana lá, os vizinhos já estavam reclamando da barulheira e das festas que ele e os amigos davam.

Diário – Como era a atual convivência de vocês?

Ivanes – Ele era uma pessoa maravilhosa, um pai e tanto quando não tinha bebido nem usado droga. No domingo (anterior ao assassinato), ele veio na minha casa e brincou muito com a nossa filha, como ele não fazia há tempos. Parecia até uma despedida. Muitas vezes, ele falava chorando: “Estou muito triste, estou vendo que vão me matar, vou morrer”. Ou então me ligava, dizendo que tinha fumado pedra o final de semana inteiro e que não sabia onde estava, que não sabia como voltar para casa.

Diário – A senhora acha que foi por causa das drogas que ele morreu?

Ivanes – Algumas pessoas me disseram que ele teria morrido por causa de uma dívida de R$ 50 com o tráfico de drogas. Mas nada disso é certo, cada pessoa fala uma coisa.

Diário – O que fica depois disso?
 

Ivanes – Não existe coisa pior que o crack. Ele destrói tudo. Hoje, falo muito para minha filha nunca usar droga, nem por curiosidade.



SEGURANÇA

Novo delegado regional

Marcelo Arigony tem agora sob seu comando 21 cidades da 3ª Região Policial

A 3ª Região Policial está, desde sexta-feira, sob novo comando. Marcelo Mendes Arigony, 38 anos, assumiu como delegado regional em cerimônia na manhã de sexta-feira, no salão de atos do campus da Unifra da Silva Jardim. Arigony, que é de Santa Maria, voltou para a cidade natal depois de uma passagem de pouco menos de um ano à frente da 21ª Região Policial, em Santiago.

Agora, sob a tutela do delegado, estão 21 municípios. Entre os planos da Arigony, estão a ampliação da atuação da equipe volante e a procura por uma nova sede para a Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) que, atualmente, fica na Rua dos Andradas.

– A região é importante no contexto do Estado. Conheço a região e seus problemas. Com certeza, assumir o comando da regional é uma missão importante. Estamos bem servidos de policiais para realizar um bom trabalho – afirma.

Ainda na tarde de sexta, Arigony foi visitar uma casa que pode vir a abrigar a DPPA. Na nova sede, o delegado quer um atendimento mais personalizado. Ele diz que, no local atual, policiais e cidadãos sofrem com a falta de espaço e desconforto.

A equipe volante da polícia, que desde outubro atua 24 horas nas ruas de Santa Maria, pode expandir sua atuação. Uma hipótese em estudo é que um segundo grupo atue em regime de sobreaviso em cidades menores da região.



VIOLÊNCIA

Acidentado e baleado fogem de hospital

Pelo menos duas pessoas que se feriram de alguma forma em Santa Maria, na quinta-feira, fugiram dos hospitais para os quais foram levados para receber atendimento.

O primeiro caso aconteceu às 10h, quando um homem de 36 anos caiu da motocicleta que dirigia ao passar por um quebra-molas na Rua Serafim Valandro, no centro. Após a queda, o veículo derrapou cerca de 20 metros e colidiu contra uma Saveiro que estava estacionada. A vítima foi socorrida pelo veículo de resgate do Corpo de Bombeiros e levada ao Hospital de Caridade. O homem, que não quis ser medicado, fugiu do hospital. A moto foi guinchada, pois ele não foi localizado.

Mistério – O outro caso ocorreu com um homem de 33 anos, que foi baleado por volta das 15h30min, na Avenida Paulo Lauda, no bairro Tancredo Neves. A vítima foi atingida com um tiro no abdome. Ele foi levado até o Pronto-Socorro do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), mas, conforme os funcionários do hospital, cerca de três horas depois, após ser medicado, o paciente teria arrancado o soro e fugido do local.

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