JUSTIÇA
Ex-prefeito condenado
STF suspende votação sobre pensões de ex-governadores
JUSTIÇA
Suspensa votação sobre as pensões
Em seu relatório, a ministra Cármen Lúcia sugeriu a suspensão do artigo da Constituição estadual do Pará, que trata da questão das aposentadorias, até o julgamento do mérito da ação. O artigo ainda equipara a pensão à remuneração dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Pará. Mas antes dos outros ministros votarem o relatório, Toffoli pediu vista da liminar. A expectativa era que a decisão do STF sobre o assunto abrisse jurisprudência para os demais pedidos. A retomada do julgamento dependerá do tempo que o ministro Dias Toffoli utilizar para analisar o processo. Segundo a assessoria do STF, o tema será recolocado em votação assim que a ação for devolvida à pauta.
No Rio Grande do Sul, oito ex-governadores e três viúvas de ex-governadores recebem o benefício de R$ 24,1 mil por mês. O senador Pedro Simon (PMDB) foi o único que declarou na terça-feira passada que iria abrir mão da aposentadoria. Ele deixou o Palácio Piratini há duas décadas e tinha desistido da pensão. Mas, há dois meses, ele resolveu usufruir do benefício, do qual, agora, ele voltou a abrir mão.
No entendimento da OAB, a previsão de pagamento de pensões nas Constituições estaduais viola a Constituição Federal sob vários aspectos. A OAB sustenta que a lei estadual que assegura o benefício é inconstitucional, uma vez que a Carta Magna “não prevê e não autoriza a instituição de subsídios para quem não é ocupante de qualquer cargo público (eletivo ou efetivo), não restando dúvida, por óbvio,que ex-governador não possui mandato eletivo e nem é servidor público”.
Um levantamento feito pelo jornal Folha de S.Paulo aponta que os Estados gastam pelo menos R$ 31,5 milhões por ano com essas aposentadorias, beneficiando 135 pessoas, entre ex-governadores e as viúvas deles em todo o país.
EX-PRESIDENTE
Quarentena de Lula vai até 8 de março
UNIÃO
Governo lança PAC Mobilidade
Programa é para as grandes cidades
O novo PAC irá destinar cerca de R$ 18 bilhões para obras de transporte. Destes, R$ 6 bilhões terão como origem investimentos diretos da União, e R$ 12 bilhões virão de financiamentos. O objetivo é ampliar a capacidade de locomoção e melhorar a infraestrutura do transporte público nas grandes cidades brasileiras. De acordo com a presidência da República, serão selecionados projetos que incluam sistemas de transporte como corredores de ônibus exclusivos, de veículos leves e sistemas sobre trilhos, como trens urbanos, metrôs e veículos leves sobre trilhos.
O governo dividiu os 24 municípios a serem atendidos pelo PAC Mobilidade em três grupos. O primeiro grupo atende às capitais de regiões metropolitanas com mais de 3 milhões de habitantes. Ele corresponde a 31% da população brasileira e abrange o Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Recife, Fortaleza, Salvador e Curitiba. O grupo 2 inclui municípios com população entre 1 milhão e 3 milhões de habitantes e engloba Manaus, Belém, Goiânia, Guarulhos, Campinas e São Luís. O terceiro grupo está voltado para cidades de 700 mil a 1 milhão de habitantes, como Maceió, Teresina, Natal, Campo Grande, João Pessoa, São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São Bernardo do Campo. As inscrições poderão ser feitas no site do Ministério das Cidades a partir do dia 21 deste mês.
Metrô – No mesmo dia em que o governo federal lançava o PAC Mobilidade, uma comitiva gaúcha pleiteava, em Brasília, a construção do metrô em Porto Alegre. O prefeito da Capital, José Fortunati (PDT), deputados estaduais e federais se reuniram com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Eles saíram da reunião otimistas.
– Este é, sem dúvida, o grande projeto para desafogar o trânsito da Capital, especialmente no que diz respeito aos deslocamentos ao Centro – defendeu Fortunati, que se mostra confiante na possibilidade de concretizar uma das ações mais esperadas pela cidade.
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