"Vou a cavalo": estudantes protestam contra valor da passagem com cartazes em monumento
Mensagens foram penduradas no Monumento a Bento Gonçalves, na Praça Piratini
Atualizada às 08h32min
Estudantes ligados ao Movimento Revolucionário de Porto Alegre fizeram uma manifestação inusitada para chamar a atenção para o reajuste da tarifa de ônibus na Capital, aprovado no último dia 8.
Com o auxílio de uma escada, alunos do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, o Julinho, penduraram cartazes no Monumento a Bento Gonçalves, na Praça Piratini. Agora, o cavalo de um dos expoentes da Revolução Farroupilha carrega na boca o protesto dos estudantes:
"Tri caro: R$ 2,70" e "R$ 2,70 eu não pago, vou a cavalo", dizem as mensagens penduradas na estátua.

Segundo a presidente do Grêmio Estudantil do Julinho, Sheila Loureiro da Rosa, 21 anos, a proposta foi articulada dentro do Comitê contra o Aumento das Passagens, movimento popular, estudantil e sindical.
— A gente não queria depredar nada, a gente é contra a pichação. Colocamos com durex o cartaz na boca do cavalo para que não sujasse a estátua do Bento — diz.
Com o auxílio de uma escada, alunos do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, o Julinho, penduraram cartazes no Monumento a Bento Gonçalves, na Praça Piratini. Agora, o cavalo de um dos expoentes da Revolução Farroupilha carrega na boca o protesto dos estudantes:
"Tri caro: R$ 2,70" e "R$ 2,70 eu não pago, vou a cavalo", dizem as mensagens penduradas na estátua.
Segundo a presidente do Grêmio Estudantil do Julinho, Sheila Loureiro da Rosa, 21 anos, a proposta foi articulada dentro do Comitê contra o Aumento das Passagens, movimento popular, estudantil e sindical.
— A gente não queria depredar nada, a gente é contra a pichação. Colocamos com durex o cartaz na boca do cavalo para que não sujasse a estátua do Bento — diz.
Contra o aumento da passagem, estudantes colocaram cartaz no Monumento a Bento Gonçalves
"Nossos quesitos técnicos são perfeitos", afirma deputada Manuela D'Ávila sobre metrô na Capital
Projeto gaúcho está mais adiantado do que os apresentados pelas outras grandes cidades do país
A deputada Manuela D'Ávila, coordenadora da bancada gaúcha na Câmara Federal, afirmou que os quesitos técnicos do projeto do metrô de Porto Alegre estão dentro dos que foram propostos pelo governo federal ao lançar o PAC da Mobilidade.
— O traçado coincide com as linhas de ônibus e com os portais da cidade, ou seja há uma integração do modal metrô com o modal transporte coletivo (ônibus), é uma região que concentra uma parte mais empobrecida da população. Então, há vários critérios que são coincidentes com aqueles que o governo apresentou ontem — disse, em entrevista ao Gaúcha Atualidade.
Em audiência ontem, em Brasília, com a presença do prefeito José Fortunati, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou que o projeto gaúcho está mais adiantado do que os apresentados pelas outras grandes cidades do país. Porto Alegre vai disputar com outras nove regiões metropolitanas as verbas do PAC da Mobilidade. O resultado deve sair em junho.
Manuela reforçou o recado da ministra às cidades que buscam as verbas: serão contempladas aquelas que apresentarem condições favoráveis, como a isenção fiscal, por exemplo.
A deputada garantiu que há uma unidade política na Câmara Federal em torno do projeto.
— Há condições políticas que nos fornecem tranquilidade para que essas ações sejam feitas — disse.
Ouça a entrevista da deputada à Rádio Gaúcha:
— O traçado coincide com as linhas de ônibus e com os portais da cidade, ou seja há uma integração do modal metrô com o modal transporte coletivo (ônibus), é uma região que concentra uma parte mais empobrecida da população. Então, há vários critérios que são coincidentes com aqueles que o governo apresentou ontem — disse, em entrevista ao Gaúcha Atualidade.
Em audiência ontem, em Brasília, com a presença do prefeito José Fortunati, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou que o projeto gaúcho está mais adiantado do que os apresentados pelas outras grandes cidades do país. Porto Alegre vai disputar com outras nove regiões metropolitanas as verbas do PAC da Mobilidade. O resultado deve sair em junho.
Manuela reforçou o recado da ministra às cidades que buscam as verbas: serão contempladas aquelas que apresentarem condições favoráveis, como a isenção fiscal, por exemplo.
A deputada garantiu que há uma unidade política na Câmara Federal em torno do projeto.
— Há condições políticas que nos fornecem tranquilidade para que essas ações sejam feitas — disse.
Câmara aprova mínimo de R$ 545
Deputados rejeitaram destaques que aumentavam valor do mínimo para R$ 600 e R$ 560
O governo Dilma Rousseff obteve sua primeira vitória de destaque na Câmara na noite desta quarta-feira. Depois de o projeto base do Executivo para o salário mínimo ser aprovado em votação simbólica, os deputados também rejeitaram os destaques propostos pela oposição para aumentar o valor do mínimo para R$ 600 e R$ 560.
Com a derrota das duas emendas, o valor aprovado pela Câmara para o novo mínimo fica em R$ 545, conforme proposto pelo governo. A proposta segue agora para o Senado.
Se os senadores fizerem modificações no projeto, ele terá de voltar para a Câmara. Do contrário, será enviado para sanção presidencial. A vigência será a partir do mês seguinte ao de publicação da futura lei.
Desde primeiro de janeiro, o mínimo é de R$ 540 por força de medida provisória. O valor que for aprovado pelo Legislativo não será retroativo.
Votação das emendas
As emendas que previam o aumento do mínimo além dos R$ 545 propostos pelo governo foram apreciadas na Câmara por voto nominal. A emenda do PSDB que elevaria o mínimo para R$ 600 foi rejeitada por 376 votos a 106. Foram sete abstenções.
Em seguida, a emenda do DEM, que aumentaria o salário para R$ 560, foi derrotada por 361 a 120, com 11 abstenções.
Discussão
A discussão e votação na Câmara durou cerca de dez horas. A sessão extraordinária que votaria o novo mínimo iniciou por volta das 14h, mas a ordem do dia para votação do projeto começou pouco antes das 15h. A votação só terminou por volta das 0h25min desta quinta-feira.
Valorização até 2015
Além de fixar o valor do salário mínimo em R$ 545 para 2011, o texto básico do projeto de lei do Executivo estabelece diretrizes para a valorização do piso nacional entre 2012 e 2015. A proposta estabelece como base para os reajustes a inflação mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores.
Na primeira votação, Tiririca erra e se posiciona contra seu partido
Deputado da base aliada do governo votou com bancada do PSDB
Em sua primeira votação como deputado federal, Tiririca (PR-SP) errou a forma como queria votar e apoiou a emenda do PSDB que elevaria o mínimo para R$ 600.
Ao longo do dia, ele anunciou que votaria com o governo pelo mínimo de R$ 545. Na hora de votar, porém, estava posicionado junto à bancada do PSDB e acabou votando "sim" ao destaque dos tucanos.
O líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP), chegou a agradecer o voto do colega artista.
— Fui lá agradecer. Afinal, é o apoio do deputado mais votado do Brasil.
A assessoria de Tiririca nega que o deputado tenha se rebelado e afirmou haver apenas um engano do parlamentar na hora de apertar o botão no sistema eletrônico.
Tiririca foi o deputado federal mais votado nas eleições de 2010 recebendo mais de 1,3 milhões de votos. Antes de assumir, ele teve que provar à justiça eleitoral que não era analfabeto, sendo submetido a um teste de leitura e escrita.
Outros deputados "celebridades" não cometeram o mesmo erro de Tiririca. O ex-jogador de futebol Romário (PSB-RJ) e o ex-boxeador Popó (PRB-BA) seguiram a orientação de seus partidos e votaram contra o mínimo maior.
Tiririca durante a posse como deputado no começo de fevereiro
RIO BRANCO
Está isolado, mas...
Pedestres continuam atravessando o canteiro central
Algumas pessoas aproveitaram o ritmo lento do trabalho na Avenida Rio Branco, na manhã de ontem, para atravessar o canteiro de obras, ignorando a faixa de isolamento. Os funcionários da Construtora Líder, de Lajeado, colocavam os moirões no entorno do canteiro central da via. Eles sustentarão os tapumes que começariam a ser colocados ontem.
Enquanto isso, o local estava cercado com fitas presas a cones. O centro do canteiro está ocupado por montes de pedras retirados das calçadas. O aposentado Abel Spanevello, 54 anos, foi uma das pessoas que resolveram encurtar caminho.
– Saí de um banco para ir a outro (no outro lado da avenida). Depois que estava no meio (do canteiro), é que vi que estava isolado. Vou cuidar na próxima vez – disse o aposentado.
Spanevello se referiu ao fato de apenas um lado da via estar demarcado com fitas (sentido Centro-bairro).
Outro apressadinho foi Roger Felin, 36 anos. Ele cruzou pelo canteiro para ir a uma ferragem. O taxista está organizando a mudança dos táxis do ponto central para novos locais (em frente à Catedral e ao HSBC, na Rio Branco, e em frente ao Clube Comercial, na Praça Saldanha Marinho). A medida deve começar a valer hoje.
A colocação dos tapumes deve resolver o problema, isolando, de forma mais segura, o local. O trabalho está concentrado na quadra entre as ruas Venâncio Aires e Andradas. O cercamento da área deve ser concluído amanhã. O próximo passo será a pavimentação dos passeios, com colocação de britas, contrapiso, lavagem e recolocação das pedrinhas. A obra deve durar 10 meses.
EDUCAÇÃO
Reforma em escola
Amanhã será assinada a ordem de serviço para reforma da Escola Municipal Darcy Vargas, na Borges de Medeiros. A obra contempla revitalização de sala de aula, troca da instalação elétrica e construção da base de duas caixas d’água.
Um cemitério em meio ao mato
Sujeira segue tomando conta do Ecumênico, no Patronato. Queixas dos frequentadores se multiplicam
Quem visita o Cemitério Ecumênico Municipal de Santa Maria, no bairro Patronato, dificilmente deixa de perceber o descaso com o local. Cinco meses após o Diário ter feito uma reportagem mostrando os problemas dos cemitérios municipais, no Ecumênico quase nada mudou.
A entrada do cemitério até engana um pouco, embora haja capim, ele parece estar mais conservado. Mas, ao dirigir-se do meio para os fundos, a capoeira já tomou conta dos corredores e até de túmulos. Restos de flores, arranjos e entulhos estão jogados por toda a parte, e animais mortos também fazem parte do cenário. O canto dos fundos, perto da Avenida Liberdade, serve de depósito de lixo. Lá, encontra-se de tudo, desde caixões a sapatos e restos de roupas.
Um pedreiro, de 68 anos, que trabalha no local há mais de 40 e preferiu não se identificar, conta que a situação não melhora nunca. Além da falta de manutenção do poder público, ele diz haver familiares que abandonam as sepulturas, colaborando com a degradação, já que muitas estruturas estão desmoronando.
– Daqui a uns dias, vai ter cobra por aqui – diz o pedreiro, indignado com o matagal que toma conta.
Laideci da Rocha Tavares, 41 anos, que visitava o túmulo do pai na manhã de ontem, também reclamou:
– É muita falta de consideração. A gente paga uma taxa anual de R$ 58, que é para manutenção, e qualquer coisa que você faz no túmulo tem de pagar mais taxas, e chega aqui e encontra o cemitério nesse estado.
Jandira Chaves da Rosa, 60 anos, faz parte do grupo de oração da Mariazinha Penna, que se reúne todas as segundas-feiras, às 15h, no Ecumênico. Ela diz que faz mais de um mês que o lixo do cemitério não é recolhido. Jandira conta que falou com a administração e que lhe responderam que não há gente para limpar.
Há também reclamações de vandalismo e falta de segurança no local. Casos de assaltos no interior do cemitério são relatados com frequência. Há quatro guardas para vigiar os oito hectares do Ecumênico (dois durante o dia e os dois no turno da noite).
Reestruturação – O secretário de Infraestrutura e Serviços, Tubias Calil, diz que esse assunto é muito delicado, e que merece todo o cuidado. Para isso, a reestruturação completa do Cemitério, que compreende infraestrutura, limpeza e segurança, deverá ser licitada na próxima semana.
A previsão é que, dentro de um mês e meio, as obras se iniciem. Serão R$ 6,4 milhões destinados para reestruturação do Ecumênico. Entre as principais mudanças, estão a construção de 10 capelas, o fechamento do muro nos fundos do cemitério, a iluminação interna e externa, a contratação de 10 vigilantes e a instalação de 15 câmeras de monitoramento. De acordo com o secretário, a anuidade do cemitério não deverá aumentar. O administrador do Ecumênico, Jairo da Cunha Reis, ressalta que a prefeitura está finalizando a limpeza do Cemitério São José.
TRANSPORTE
Carreata dos executivos
Cerca de 80 carros executivos – usados para transportar passageiros como táxis – participaram de uma carreata, na tarde de ontem, na área central da cidade. Os veículos saíram da gare e percorreram as principais ruas do Centro até a Avenida Ângelo Bolson. Conforme o presidente da Associação dos Carros Executivos, Dario da Silva Padilha, o objetivo da manifestação foi chamar a atenção da comunidade e das autoridades:
– Estamos aqui para ficar. Queremos a legalização do serviço – declarou o representante da categoria.
Em janeiro, uma operação da Polícia Civil apreendeu 20 executivos que seriam usados irregularmente para transporte de passageiros.
EDUCAÇÃO
Diálogo sem barreiras
Colação de grau, que ocorre no próximo dia 26, em Santa Maria, será bilíngue
Para quem ouve, a surdez pode ser apenas silêncio. Mas este universo tão peculiar – e por vezes distante do universo dos ouvintes – está se abrindo cada vez mais para a sociedade. Prova disso está em uma turma que terá papel fundamental na mudança de rumo dessa história.
Integrantes de um projeto piloto, 47 estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) fazem parte da primeira turma de alunos surdos do Rio Grande do Sul a se graduar em Licenciatura em Letras com Habilitação em Língua Brasileira de Sinais (Libras). A colação de grau está marcada para o dia 26 de fevereiro, às 17h, em Santa Maria, e será toda ela bilíngue (libras/português e português/libras). Quatro intérpretes de libras farão a tradução.
Criado em 2006, o curso foi ofertado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para oito polos localizados em diferentes Estados, sendo um deles em Santa Maria. A prioridade foi dada a alunos surdos, mas, caso seja incorporado às universidades, poderá receber qualquer interessado.
Segundo a coordenadora Márcia Lunardi, a criação do curso, realizado com módulos a distância e presencial, representa para a educação brasileira a democratização do ensino público a uma parcela da população que estava fora do cenário da Educação Superior.
Márcia destaca que a graduação foi uma reivindicação da própria comunidade surda, pois por meio dela é possível travar uma luta pela formação de professores surdos e a garantia da importância da Língua Brasileira de Sinais como primeira língua.
– A repercussão do curso na ascensão e inclusão dos surdos na sociedade é notória, desde a ampliação do mercado de trabalho para esses sujeitos, a conquista de um espaço político para a comunidade surda nos diferentes níveis de ensino: básico, médio e superior e, principalmente, a visibilidade das experiências culturais e linguísticas dessa comunidade – destaca a coordenadora.
Orgulho – A formanda Patrícia da Silva Rodrigues, 33 anos, está orgulhosa de fazer parte de um projeto pioneiro que promete ampliar o mercado de trabalho e ajudar a construir uma nova perspectiva:
– Neste momento, estou me sentindo muito orgulhosa, e o mais importante é que esse curso está promovendo uma inclusão justa para a sociedade. Porque nós, surdos, queremos chegar nos espaços da sociedade e sermos atendidos em nossa língua.
Carilissa Dall’Alba, 25 anos, coordenadora da comissão de formatura, também está muito feliz com o título. Ela destaca que, a partir de agora, esses acadêmicos serão reconhecidos como professores de Libras, e não mais como instrutores.
TRABALHO
Governo quer lançar política de formação
O governo federal pretende lançar, até abril, a segunda etapa da Política de Desenvolvimento da Produção (PDP) que deverá contemplar a formação profissional e técnica para setores estratégicos que tendem a crescer nos próximos anos como a construção civil e a área de petróleo e gás. Desde o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, empresários têm sinalizado para a dificuldade de encontrar engenheiros para contratação. Um estudo, que será apresentado em 60 dias, deverá identificar outras áreas onde faltam profissionais.
Câmara aprova mínimo de R$ 545
Deputados rejeitaram destaques que aumentavam valor do mínimo para R$ 600 e R$ 560
Com a derrota das duas emendas, o valor aprovado pela Câmara para o novo mínimo fica em R$ 545, conforme proposto pelo governo. A proposta segue agora para o Senado.
Se os senadores fizerem modificações no projeto, ele terá de voltar para a Câmara. Do contrário, será enviado para sanção presidencial. A vigência será a partir do mês seguinte ao de publicação da futura lei.
Desde primeiro de janeiro, o mínimo é de R$ 540 por força de medida provisória. O valor que for aprovado pelo Legislativo não será retroativo.
Votação das emendas
As emendas que previam o aumento do mínimo além dos R$ 545 propostos pelo governo foram apreciadas na Câmara por voto nominal. A emenda do PSDB que elevaria o mínimo para R$ 600 foi rejeitada por 376 votos a 106. Foram sete abstenções.
Em seguida, a emenda do DEM, que aumentaria o salário para R$ 560, foi derrotada por 361 a 120, com 11 abstenções.
Discussão
A discussão e votação na Câmara durou cerca de dez horas. A sessão extraordinária que votaria o novo mínimo iniciou por volta das 14h, mas a ordem do dia para votação do projeto começou pouco antes das 15h. A votação só terminou por volta das 0h25min desta quinta-feira.
Valorização até 2015
Além de fixar o valor do salário mínimo em R$ 545 para 2011, o texto básico do projeto de lei do Executivo estabelece diretrizes para a valorização do piso nacional entre 2012 e 2015. A proposta estabelece como base para os reajustes a inflação mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores.
Na primeira votação, Tiririca erra e se posiciona contra seu partido
Deputado da base aliada do governo votou com bancada do PSDB
Em sua primeira votação como deputado federal, Tiririca (PR-SP) errou a forma como queria votar e apoiou a emenda do PSDB que elevaria o mínimo para R$ 600.
Ao longo do dia, ele anunciou que votaria com o governo pelo mínimo de R$ 545. Na hora de votar, porém, estava posicionado junto à bancada do PSDB e acabou votando "sim" ao destaque dos tucanos.
O líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP), chegou a agradecer o voto do colega artista.
— Fui lá agradecer. Afinal, é o apoio do deputado mais votado do Brasil.
A assessoria de Tiririca nega que o deputado tenha se rebelado e afirmou haver apenas um engano do parlamentar na hora de apertar o botão no sistema eletrônico.
Tiririca foi o deputado federal mais votado nas eleições de 2010 recebendo mais de 1,3 milhões de votos. Antes de assumir, ele teve que provar à justiça eleitoral que não era analfabeto, sendo submetido a um teste de leitura e escrita.
Outros deputados "celebridades" não cometeram o mesmo erro de Tiririca. O ex-jogador de futebol Romário (PSB-RJ) e o ex-boxeador Popó (PRB-BA) seguiram a orientação de seus partidos e votaram contra o mínimo maior.
Tiririca durante a posse como deputado no começo de fevereiro
RIO BRANCO
Está isolado, mas...
Pedestres continuam atravessando o canteiro central
Enquanto isso, o local estava cercado com fitas presas a cones. O centro do canteiro está ocupado por montes de pedras retirados das calçadas. O aposentado Abel Spanevello, 54 anos, foi uma das pessoas que resolveram encurtar caminho.
– Saí de um banco para ir a outro (no outro lado da avenida). Depois que estava no meio (do canteiro), é que vi que estava isolado. Vou cuidar na próxima vez – disse o aposentado.
Spanevello se referiu ao fato de apenas um lado da via estar demarcado com fitas (sentido Centro-bairro).
Outro apressadinho foi Roger Felin, 36 anos. Ele cruzou pelo canteiro para ir a uma ferragem. O taxista está organizando a mudança dos táxis do ponto central para novos locais (em frente à Catedral e ao HSBC, na Rio Branco, e em frente ao Clube Comercial, na Praça Saldanha Marinho). A medida deve começar a valer hoje.
A colocação dos tapumes deve resolver o problema, isolando, de forma mais segura, o local. O trabalho está concentrado na quadra entre as ruas Venâncio Aires e Andradas. O cercamento da área deve ser concluído amanhã. O próximo passo será a pavimentação dos passeios, com colocação de britas, contrapiso, lavagem e recolocação das pedrinhas. A obra deve durar 10 meses.
EDUCAÇÃO
Reforma em escola
Um cemitério em meio ao mato
Sujeira segue tomando conta do Ecumênico, no Patronato. Queixas dos frequentadores se multiplicam
A entrada do cemitério até engana um pouco, embora haja capim, ele parece estar mais conservado. Mas, ao dirigir-se do meio para os fundos, a capoeira já tomou conta dos corredores e até de túmulos. Restos de flores, arranjos e entulhos estão jogados por toda a parte, e animais mortos também fazem parte do cenário. O canto dos fundos, perto da Avenida Liberdade, serve de depósito de lixo. Lá, encontra-se de tudo, desde caixões a sapatos e restos de roupas.
Um pedreiro, de 68 anos, que trabalha no local há mais de 40 e preferiu não se identificar, conta que a situação não melhora nunca. Além da falta de manutenção do poder público, ele diz haver familiares que abandonam as sepulturas, colaborando com a degradação, já que muitas estruturas estão desmoronando.
– Daqui a uns dias, vai ter cobra por aqui – diz o pedreiro, indignado com o matagal que toma conta.
Laideci da Rocha Tavares, 41 anos, que visitava o túmulo do pai na manhã de ontem, também reclamou:
– É muita falta de consideração. A gente paga uma taxa anual de R$ 58, que é para manutenção, e qualquer coisa que você faz no túmulo tem de pagar mais taxas, e chega aqui e encontra o cemitério nesse estado.
Jandira Chaves da Rosa, 60 anos, faz parte do grupo de oração da Mariazinha Penna, que se reúne todas as segundas-feiras, às 15h, no Ecumênico. Ela diz que faz mais de um mês que o lixo do cemitério não é recolhido. Jandira conta que falou com a administração e que lhe responderam que não há gente para limpar.
Há também reclamações de vandalismo e falta de segurança no local. Casos de assaltos no interior do cemitério são relatados com frequência. Há quatro guardas para vigiar os oito hectares do Ecumênico (dois durante o dia e os dois no turno da noite).
Reestruturação – O secretário de Infraestrutura e Serviços, Tubias Calil, diz que esse assunto é muito delicado, e que merece todo o cuidado. Para isso, a reestruturação completa do Cemitério, que compreende infraestrutura, limpeza e segurança, deverá ser licitada na próxima semana.
A previsão é que, dentro de um mês e meio, as obras se iniciem. Serão R$ 6,4 milhões destinados para reestruturação do Ecumênico. Entre as principais mudanças, estão a construção de 10 capelas, o fechamento do muro nos fundos do cemitério, a iluminação interna e externa, a contratação de 10 vigilantes e a instalação de 15 câmeras de monitoramento. De acordo com o secretário, a anuidade do cemitério não deverá aumentar. O administrador do Ecumênico, Jairo da Cunha Reis, ressalta que a prefeitura está finalizando a limpeza do Cemitério São José.
TRANSPORTE
Carreata dos executivos
– Estamos aqui para ficar. Queremos a legalização do serviço – declarou o representante da categoria.
Em janeiro, uma operação da Polícia Civil apreendeu 20 executivos que seriam usados irregularmente para transporte de passageiros.
EDUCAÇÃO
Diálogo sem barreiras
Colação de grau, que ocorre no próximo dia 26, em Santa Maria, será bilíngue
Integrantes de um projeto piloto, 47 estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) fazem parte da primeira turma de alunos surdos do Rio Grande do Sul a se graduar em Licenciatura em Letras com Habilitação em Língua Brasileira de Sinais (Libras). A colação de grau está marcada para o dia 26 de fevereiro, às 17h, em Santa Maria, e será toda ela bilíngue (libras/português e português/libras). Quatro intérpretes de libras farão a tradução.
Criado em 2006, o curso foi ofertado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para oito polos localizados em diferentes Estados, sendo um deles em Santa Maria. A prioridade foi dada a alunos surdos, mas, caso seja incorporado às universidades, poderá receber qualquer interessado.
Segundo a coordenadora Márcia Lunardi, a criação do curso, realizado com módulos a distância e presencial, representa para a educação brasileira a democratização do ensino público a uma parcela da população que estava fora do cenário da Educação Superior.
Márcia destaca que a graduação foi uma reivindicação da própria comunidade surda, pois por meio dela é possível travar uma luta pela formação de professores surdos e a garantia da importância da Língua Brasileira de Sinais como primeira língua.
– A repercussão do curso na ascensão e inclusão dos surdos na sociedade é notória, desde a ampliação do mercado de trabalho para esses sujeitos, a conquista de um espaço político para a comunidade surda nos diferentes níveis de ensino: básico, médio e superior e, principalmente, a visibilidade das experiências culturais e linguísticas dessa comunidade – destaca a coordenadora.
Orgulho – A formanda Patrícia da Silva Rodrigues, 33 anos, está orgulhosa de fazer parte de um projeto pioneiro que promete ampliar o mercado de trabalho e ajudar a construir uma nova perspectiva:
– Neste momento, estou me sentindo muito orgulhosa, e o mais importante é que esse curso está promovendo uma inclusão justa para a sociedade. Porque nós, surdos, queremos chegar nos espaços da sociedade e sermos atendidos em nossa língua.
Carilissa Dall’Alba, 25 anos, coordenadora da comissão de formatura, também está muito feliz com o título. Ela destaca que, a partir de agora, esses acadêmicos serão reconhecidos como professores de Libras, e não mais como instrutores.
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