quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

RIOGRANDENSE

Mais um empate

Amistoso terminou em 2 a 2

O Riograndense ainda não venceu em 2011. Ontem à tarde, no terceiro amistoso do ano, o Periquito saiu perdendo, virou o jogo, mas cedeu o empate, deixando o placar final em 2 a 2. O jogo, contra o Guarany, em Bagé, no Complexo Esportivo Presidente Médici, o Militão, serviu como mais um teste para o técnico Luís Fernando observar a equipe. No domingo, às 16h, no Estádio Padre Burmann, em Nova Palma, tem a partida de volta.

O jogo começou com o meia improvisado Maurício Pizzi levando um cartão amarelo, a um minuto, por causa de uma falta. Aos 26, Michel Lugo (ex-Inter-SM) driblou dois e chutou no canto: 1 a 0 para o Guarany-Ba.

O Riograndense conseguiu reagir ainda no primeiro tempo. Aos 37, Everton Cruz cobrou uma falta pela direita, e o zagueiro Kaiser desviou de cabeça: 1 a 1. Quatro minutos depois, já veio a virada. Zé Carlos avançou com velocidade pela direita e tocou para trás. Diogo bateu de primeira, fazendo 2 a 1. Quando o escore parecia definido, depois dos 40 minutos do segundo tempo, Lugo igualou com um gol de cabeça: 2 a 2.

Mudanças – Fora de campo, as novidades no Riograndense ontem foram o anúncio do presidente Júlio Cesar Ausani de que o volante Toto pediu para deixar o clube, alegando questões pessoais. E o clube confirmou a volta do lateral Anderson Cruz. Ele já era esperado após o final da Série A, mas foi dispensado esta semana do São Luiz, de Ijuí. Com isso, irá se apresentar ao Riograndense amanhã.



INTER-SM

De volta à labuta

Zagueiro e preparador chegaram

Com direito a uma salva de palmas para o goleiro Paulo Roberto, que salvou o Inter-SM de ter sofrido uma goleada em Canoas, na última rodada do primeiro turno do Gauchão Coca-Cola 2011, o elenco retomou, ontem à tarde, os trabalhos. Por 15 minutos, o vice de futebol, Paulo Brandt, falou aos atletas palavras de motivação e lições de como o clube pretende ter uma campanha digna de ir à fase do mata-mata na Taça Farroupilha – que inicia em 9 de março, contra o Veranópolis.

– Quando a coisa não vai bem, temos de fazer algumas mudanças. Vamos procurar refletir todos os dias, o que cada um errou e o que cada um acertou no primeiro turno. Cada atleta precisa dar um pouco mais de si – cobrou Brandt.

Em seguida, o cartola apresentou como reforço o zagueiro Rafael Ramos de Lima, 24 anos, que estava no futebol árabe e já atuou pelo Figueirense. Brandt fez uma pausa na explanação e olhou para Jean Oliveira, o mais novo preparador físico do clube. Oliveira trabalhou com o técnico Suca no Tubarão (SC) e já era pretendido pelo treinador desde que ele chegou à Baixada.

– Ele é um profissional com duas pós-graduações. É formado em fisiologia. Ele dará o suporte para vocês, e dirá o que cada um tem e por que está sentido aquela dor – revelou o técnico Suca.

O inusitado é que até um torcedor foi convidado a falar aos atletas. Integrante da torcida Fanáticos da Baixada Gilnei Bittencourt, fez cobranças aos jogadores, pedindo que eles vistam a camiseta e se esforcem mais pelo Inter-SM. Bittencourt disse que os atletas ficam na equipe só até a metade do ano, mas que a torcida merece respeito.

– O Inter-SM é eterno, vocês são passageiros – afirmou Bittencourt.

Retornos – Ontem, o meia Vidinha foi reintegrado ao grupo principal. Amanhã, devem ser liberados do departamento médico o zagueiro André Bahia e o meia Vagson.


Inter | 17/02/2011 | 07h12min


Bolatti garante que tinha condições de terminar a partida contra o Emelec

Argentino valorizou o ponto conquistado fora de casa na Libertadores


Na estreia com a camisa do Inter, o argentino Mario Bolatti já mostrou que tem estrela. O jogador marcou um gol no segundo tempo que poderia ter sido o da vitória. Mas nos descontos da partida, a defesa colorada cometeu erro de desatenção e acabou cedendo o empate para o Emelec.
— Conseguimos um ponto importante. Uma lástima da forma que foi — comenta o argentino, que completou 26 anos nesta quinta.


Enquanto esteve em campo, o Inter esteve na frente. Após marcar o gol, Bolatti foi substituído por Rodrigo. E o time  se concentrou todo no campo defensivo, lutando apenas para tentar evitar o gol adversário. Após a partida, o argentino garantiu que tinha condições de atuar até o final.
— Foi uma decisão do técnico. Disse que estava bem para terminar a partida. Lógico que sentia um pouco cansado, o que era normal, pela falta de ritmo. Respeito essa decisão — comenta.

Bolatti marcou o gol colorado de cabeça aos 34 do segundo tempo.  Após escanteio cobrado por D'Alessandro, o volante de 1,90cm de altura levou vantagem na bola aérea e desviou certo, para as redes. Mas segundo ele, balanças as redes não é comum na sua carreira.
— Não é comum. Não se acostumem com isso. Tento ser o mais completo possível. Tive sorte de acertar o cabeceio e ajudar o time — finaliza. 
EMELEC 1
Klimowicz; Achilier, Fleitas (Carlos Quiñonez) e Bagui; Mena,  Édison Méndez, Pedro Quiñonez (Wila),  Quiroze (Torres) e Fernando Giménez; Strahman e Menéndez.
Técnico: Omar Asad.
INTER 1
Lauro; Nei, Índio, Sorondo e Kleber; Wilson Matias, Bolatti (Rodrigo), Guiñazu e D'Alessandro; Zé Roberto (Cavenaghi) e Leandro Damião.
Técnico: Celso Roth.
Copa Libertadores, primeira rodada, 16/02/2011
Local: Estádio George Capwell, em Guayaquil (Equador).
Arbitragem: Néstor Pitana, auxiliado por Gustavo Esquivel e Ariel Bustos (trio argentino)
Amarelos: Edison Méndez, Fleitas, Pedro Quiñonez; Zé Roberto, D'Alessandro e Bolatti.
Gols: Bolatti; Fernando Giménez


Bolatti completou 26 anos nesta quinta - Rodrigo Buendia, AFP
Bolatti completou 26 anos nesta quinta

Roth: "Ficou esse gosto de derrota"

Inter sofreu gol aos 49 minutos e empatou com o Emelec


Com um gol sofrido no último lance da partida, o Inter empatou em 1 a 1 diante do Emelec, fora de casa, na estreia da equipe na Libertadores. Após a partida, o técnico Celso Roth admitiu que o resultado ficou com um gosto de derrota.
– Ficou esse gosto de derrota. Perdemos vários gols. No final, não teve mais jogo, o Emelec só alçava bolas para a área – avalia Roth.






Por outro lado, o treinador elogiou a determinação da equipe. Para Roth, o Inter foi superior fisicamente e técnicamente.
– Para um time que se reapresentou há menos de 30 dias, acho que foi um nível alto. A determinação e entrega me deixou satisfeito. Libertadores se ganha com determinação – comenta.
Roth também foi questionado por ter sacado Bolatti no final do segundo tempo, para entrada de Rodrigo. Com a saída do argentino, o Inter perdeu o meio-campo e acabou sofrendo o gol.
– O Bolatti foi bem, mas é uma função que exige muito. Por isso, resolvemos tirá-lo. A estreia dele é muito promissora, deu outra desenvoltura a nossa equipe – opina. 


Grêmio | 17/02/2011 | 07h10min


De León: "Ninguém pode motivar mais os jogadores na Libertadores do que o Renato"

Para o capitão da América em 1983, time do Grêmio precisa entender o "espírito" da competição


Capitão da conquista da Libertadores em 1983, Hugo de León confia em Renato, seu antigo parceiro de time, para infundir nos jogadores do Grêmio o "espírito" da competição antes da estreia desta quinta na fase de grupos, contra o Oriente Petrolero, às 19h45. O barbudo responsável por empurrar o Peñarol para fora da área tricolor no dia 28 de julho daquele ano e levantar a taça acima da testa de sangue vertente acredita que o treinador reúne os atributos necessários para conduzir o time do Grêmio ao Tri da América.

— Ninguém pode motivar mais os jogadores na Libertadores do que o Renato, que sabe o que isso significa para o Grêmio — garantiu De León, por telefone, de Punta del Este, onde mora atualmente. — Espero que os jogadores compreendam esse espírito, a grandeza da Libertadores, a maior competição. Tudo é diferente. Tem que estar preparado, porque tudo é mais difícil. Tem que entrar superligado, em um estágio em que você não está normalmente.

Foto: Adolfo Alves
Entre a busca por definições e as recordações de 28 anos atrás, Hugo de León defende Renato com a seriedade de quem protegia Mazaropi das forças inimigas. Arredio dentro e fora dos gramados, o jovem craque era cobrado pela torcida por suas inclinações noturnas.

— As pessoas lamentavelmente têm a ideia de que o Renato não concentrava bem, queria sair. Mas ele sempre esteve 100% com o Grêmio. Tem grande amor pelo Grêmio e pelo futebol — revelou o ex-jogador.

Foto: Divulgação, Grêmio
Em Montevidéu, no Uruguai, horas antes do primeiro desafio do Grêmio na Libertadores 2011, o antigo capitão relembrou o passado e desejou boa sorte ao ex-ponteiro, que hoje tem sua movimentação restrita pela área técnica do lado de fora do gramado. A torcida deu certo: no Centenário, o empate em 2 a 2 favoreceu o Grêmio, que venceu a partida de volta, no Olímpico, por 3 a 1.

— Foi muito bom estar naquela festa em Montevidéu. Fazia tempo que não assistia a um jogo do Grêmio — admitiu.

Ídolo festejado em Montevidéu

Os gremistas que invadiram a capital uruguaia também aprovaram a presença de Hugo de León. No Mercado del Puerto, centenas de torcedores entoaram canções de louvor ao Grêmio e ao eterno capitão.

— Tenho grande relação com o Grêmio e me deixa feliz o reconhecimento da torcida. Fiquei muito contente. Tenho dois times do coração, o Grêmio e o Nacional — declarou-se.

Nesta quinta, a partir das 19h45, Hugo de León vai acompanhar a partida de sua casa em Punta del Este, cercado de amigos. E de uma certeza: estará bem representado no Olímpico, entre o gramado e a casamata.


Hugo de León levantou a taça em 1983 - Damião Ribas
Hugo de León levantou a taça em 1983

Rodolfo sobre a bola aérea: "A gente vai em busca da batida perfeita"

Zagueiro do Grêmio cita música de Marcelo D2 durante entrevista coletiva

A jogadas de bola área ainda são um problema para a zaga do Grêmio. Dos oito jogos disputados no Gauchão, o time tomou gol em seis, e muito deles em cruzamentos. Em entrevista nessa quarta-feira, Rodolfo afirmou que os jogadores estão treinando para solucionar o problema, e citou o trecho de uma música do cantor Marcelo D2:

— O treinamento é diário. Ninguém é perfeito, a gente vai em busca da batida perfeita, como diz o Marcelo D2 — afirmou.

Para enfrentar o Oriente Petrolero nesta quinta-feira, na estreia gremista na fase de grupos da Libertadores, Renato escalou apenas um volante para proteger a defesa do time. Rodolfo declarou que o time está consciente de que terá que se empenhar para segurar as investidas dos bolivianos:

— O Renato já deixou claro que pelas características dos jogadores de ataque, todo mundo vai ter que se empenhar para defender. A função de cada um já foi passada, cabe aos jogadores cumprir — disse.

Rodolfo também falou sobre a expectativa para jogar a maior competição sul-americana de futebol:

— Não só para mim, como para todos os jogadores do Grêmio é importante, a Libertadores é uma competição que todo mundo está vendo. É diferenciado, como Champions League. Para mim é a primeira Libertadores, vou entrar com sangue quente, de cabeça, e tem tudo para dar certo. O Grêmio está preparado, entrosado, e temos que respeitar o adversário, o jogo vai ser difícil.


Conheça os adversários do Grêmio:



Rodolfo nunca jogou a Libertadores da América - Tatiana Lopes
Rodolfo nunca jogou a Libertadores da América

Inter | 17/02/2011 | 09h11min


Repórter Libertadores: Tinga pode ter que parar por um tempo

Médico do Inter diz que volante vinha jogando no sacrifício




Na saída da delegação do Inter rumo ao Aeroporto José Joaquín de Olmedo, aqui em Guayaquil, conversei com o médico Guilherme Caputo, que tomou uma decisão difícil antes do empate em 1 a 1 contra o Emelec.

A ele coube a responsabilidade de vetar o volante em razão de dores recorrentes no tendão de Aquiles direito. Tinga não gostou. Ao repórter Filipe Gamba, da Rádio Gaúcha, ainda no campo, antes da partida, o bicampeão da América disse:
— Foi escolha e não isso aí. Vou fazer exame em Porto Alegre. Já vinha tendo problema. Vou tentar voltar melhor e recuperar espaço — disse Tinga.
De acordo com Caputo, o jogador será reavaliado. Não está descartada a necessidade de Tinga ter que parar um tempo para tratar o problema.
— O Tinga vinha jogando no sacrifício — revelou Caputo. — Vamos examiná-lo melhor em Porto Alegre. Pode ser necessário um tempo de afastamento para resolver o problema e deixá-lo 100%. As dores não são recentes.
Suspeita-se de tendinite, mas somente os exames poderão atestar a gravidade da lesão. O certo é que o volante já é dúvida para o jogo contra o Jaguares (os mexicanos ganharam do Jorge Wilsterman em casa e lideram o Grupo 6) nesta quarta no Beira-Rio.
Até a sua participação nos próximos jogos da primeira fase está ameaçada.
Ao entrar no ônibus que levou a delegação ao aeroporto, às 5h da madrugada (horário local), Tinga mostrava a tranquilidade e educação costumeiras, mas vez por outra deixava transparecer o descontentamento por ter saído do time — e até por ter viajado, já que havia tantos riscos de não jogar.
EMELEC 1
Klimowicz; Achilier, Fleitas (Carlos Quiñonez) e Bagui; Mena,  Édison Méndez, Pedro Quiñonez (Wila),  Quiroze (Torres) e Fernando Giménez; Strahman e Menéndez.
Técnico: Omar Asad.
INTER 1
Lauro; Nei, Índio, Sorondo e Kleber; Wilson Matias, Bolatti (Rodrigo), Guiñazu e D'Alessandro; Zé Roberto (Cavenaghi) e Leandro Damião.
Técnico: Celso Roth.
Copa Libertadores, primeira rodada, 16/02/2011
Local: Estádio George Capwell, em Guayaquil (Equador).
Arbitragem: Néstor Pitana, auxiliado por Gustavo Esquivel e Ariel Bustos (trio argentino)
Amarelos: Edison Méndez, Fleitas, Pedro Quiñonez; Zé Roberto, D'Alessandro e Bolatti.
Gols: Bolatti; Fernando Giménez



Tinga (E) preferia ter jogado contra o Emelec - Diogo Olivier
Tinga (E) preferia ter jogado contra o Emelec

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