Interdição de base de distribuição da Ipiranga causa falta de combustível na Região Metropolitana
Unidade paralisada responde por mais de 30% do abastecimento da companhia no Estado
A interdição da base de distribuição da Ipiranga em Canoas provoca falta de combustível em postos Ipiranga da Região Metropolitana de Porto Alegre.
Na última quarta-feira, foi cumprida a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de paralisar atividades no local.
A Ipiranga não informa a quantidade de postos afetados pela interdição, mas considera a base "fundamental" para o Rio Grande do Sul, por representar mais de 30% do abastecimento de combustível da companhia no Estado. A empresa acrescentou que está usando outras unidades de distribuição no Rio Grande do Sul e fora do Estado para normalizar o abastecimento e que, desde a decisão da Justiça, colabora com órgãos e autoridades competentes "para retomar as operações o mais breve possível".
Segundo Adão Oliveira, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes (Sulpetro), dos 570 postos localizados na Região Metropolitana, cerca de 300 são da Ipiranga. Oliveira também não soube precisar quantas revendas estariam enfrentando problemas:
— O abastecimento continua, mas a quantidade de combustível solicitado à distribuidora chega de forma reduzida, o que pode prejudicar o estoque por algumas horas — afirma.
A decisão se origina em ação impetrada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) após acidente envolvendo um caminhão-tanque na base interditada em outubro de 2011, durante abastecimento que estava sendo realizado pelo próprio motorista. Em justificativa para o processo, o MPT afirma que "a prática é vedada por um decreto que trata do transporte de produtos perigosos", por sujeitar os motoristas ao risco de uma atividade diferente das exigidas na função. Seis pessoas ficaram feridas no acidente em Canoas, uma delas com gravidade.
Tanto o Ministério Público quanto o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Carga Líquida e Gasosa, Derivados de Petróleo e Produtos Químicos do RS (Sindilíquida) recomendam que a empresa contrate operadores especializados para abastecer os caminhões-tanque. Segundo o vice-presidente do sindicato, Marcelo Flores, o problema havia sido constatado antes do acidente e só foi agravado pela ocorrência.
— Queremos evitar que os motoristas fiquem expostos a esse risco. Por isso, defendemos que a base só seja reaberta quando a operação for feita por profissionais treinados pela companhia — afirma.
Nesta quarta-feira, às 9h, haverá reunião entre o Sindilíquida, o Sulpetro e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) para discutir o impasse.
Entenda o caso
- Após acidente ocorrido na base da Ipiranga em Canoas, no ano passado, o Ministério Público do Trabalho (MPT) interditou sete pontos de abastecimento instalados na central.
- Por meio de ação cautelar da Ipiranga contra a União, o juiz Luis Antonio Colussi, da 2ª Vara do Trabalho de Canoas, decidiu que deveria ser interditado apenas o ponto de abastecimento da base onde ocorreu o acidente, o de número 5.
- A União recorreu com mandado de segurança no TRT-RS. A desembargadora Tânia Maciel de Souza, da 1ª Seção de Dissídios Individuais do TRT-RS (1ª SDI), não atendeu ao pedido de liminar.
- A União ingressou então com agravo regimental contra a decisão. Na sessão de 20 de janeiro da 1ª SDI, o órgão decidiu restabelecer a interdição dos sete pontos de abastecimento, o que provocou paralisação total da base de Canoas. O mandado foi cumprido no dia 25 de janeiro.
Na última quarta-feira, foi cumprida a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de paralisar atividades no local.
A Ipiranga não informa a quantidade de postos afetados pela interdição, mas considera a base "fundamental" para o Rio Grande do Sul, por representar mais de 30% do abastecimento de combustível da companhia no Estado. A empresa acrescentou que está usando outras unidades de distribuição no Rio Grande do Sul e fora do Estado para normalizar o abastecimento e que, desde a decisão da Justiça, colabora com órgãos e autoridades competentes "para retomar as operações o mais breve possível".
Segundo Adão Oliveira, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes (Sulpetro), dos 570 postos localizados na Região Metropolitana, cerca de 300 são da Ipiranga. Oliveira também não soube precisar quantas revendas estariam enfrentando problemas:
— O abastecimento continua, mas a quantidade de combustível solicitado à distribuidora chega de forma reduzida, o que pode prejudicar o estoque por algumas horas — afirma.
A decisão se origina em ação impetrada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) após acidente envolvendo um caminhão-tanque na base interditada em outubro de 2011, durante abastecimento que estava sendo realizado pelo próprio motorista. Em justificativa para o processo, o MPT afirma que "a prática é vedada por um decreto que trata do transporte de produtos perigosos", por sujeitar os motoristas ao risco de uma atividade diferente das exigidas na função. Seis pessoas ficaram feridas no acidente em Canoas, uma delas com gravidade.
Tanto o Ministério Público quanto o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Carga Líquida e Gasosa, Derivados de Petróleo e Produtos Químicos do RS (Sindilíquida) recomendam que a empresa contrate operadores especializados para abastecer os caminhões-tanque. Segundo o vice-presidente do sindicato, Marcelo Flores, o problema havia sido constatado antes do acidente e só foi agravado pela ocorrência.
— Queremos evitar que os motoristas fiquem expostos a esse risco. Por isso, defendemos que a base só seja reaberta quando a operação for feita por profissionais treinados pela companhia — afirma.
Nesta quarta-feira, às 9h, haverá reunião entre o Sindilíquida, o Sulpetro e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) para discutir o impasse.
Entenda o caso
- Após acidente ocorrido na base da Ipiranga em Canoas, no ano passado, o Ministério Público do Trabalho (MPT) interditou sete pontos de abastecimento instalados na central.
- Por meio de ação cautelar da Ipiranga contra a União, o juiz Luis Antonio Colussi, da 2ª Vara do Trabalho de Canoas, decidiu que deveria ser interditado apenas o ponto de abastecimento da base onde ocorreu o acidente, o de número 5.
- A União recorreu com mandado de segurança no TRT-RS. A desembargadora Tânia Maciel de Souza, da 1ª Seção de Dissídios Individuais do TRT-RS (1ª SDI), não atendeu ao pedido de liminar.
- A União ingressou então com agravo regimental contra a decisão. Na sessão de 20 de janeiro da 1ª SDI, o órgão decidiu restabelecer a interdição dos sete pontos de abastecimento, o que provocou paralisação total da base de Canoas. O mandado foi cumprido no dia 25 de janeiro.
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