Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes pode ser última do arcebispo dom Dadeus Grings
Entrega de Medalha de Honra ao arcebispo de Porto Alegre marcará festa
Embora relute em dar essa marca à cerimônia, o arcebispo metropolitano dom Dadeus Grings prepara-se para aquela que pode ser a última festa de Nossa Senhora dos Navegantes presidida por ele.
Desde 2001, Dadeus está à frente da procissão e celebra a missa campal que ocorre, tradicionalmente, no dia 2 de fevereiro — mas este ano, como já pediu renúncia ao posto de arcebispo, pode ser a sua despedida.
A 137ª edição da procissão ocorre amanhã e representa um dos maiores festejos religiosos de Porto Alegre. Como é feriado na Capital, milhares de pessoas são esperadas para cumprir o trajeto que leva a imagem da Igreja da Nossa Senhora do Rosário de volta ao Santuário de Nossa Senhora dos Navegantes.
Desde o dia 22, a santa está no centro da Capital e tem recebido fiéis que levam seus pedidos para serem colocados no barco que carrega a imagem, abençoar flores e fitas e fazer agradecimentos e promessas.
Como em um aquecimento para a grande festa, a Igreja do Rosário esteve lotada na tarde de ontem. Mas, apesar da expectativa de mais um grande evento, o arcebispo se diz tranquilo e prefere não falar em adeus.
— Depende do novo arcebispo, de diversas circunstâncias, então não estou encarando como uma despedida e simplesmente como mais uma procissão — diz.
Após 11 festas de Navegantes, dom Dadeus, que está com 75 anos, diz que o trajeto, às vezes, pode ser um pouco penoso em função do sol e do calor — desde que começou a participar, lembra que em poucas edições o clima estava ameno.
No entanto, afirma que ainda tem muita disposição e que a grande participação do povo simboliza a união da arquidiocese. Todo o trajeto é feito com os fiéis, que acompanham a imagem da santa.
—É uma belíssima tradição, que iniciou quando vieram para cá os portugueses, e que se multiplica em lugares onde tem água. Aqui, temos o grande Guaíba, que traz um simbolismo muito especial à festa — descreve.
Arcebispo receberá homenagem em missa
O caráter humanitário da festa é outro fator que sensibiliza o religioso. Para Dadeus, as festividades representam também um gesto de fraternidade e benemerência, uma vez que ajudam a subsidiar as obras sociais do Santuário de Nossa Senhora de Navegantes.
Todas as doações e valores arrecadados durante a festa são destinados a manter o Abrigo Beneficente Monsenhor Felipe Diel, que presta serviço de hospedagem temporária para pessoas em situação de rua.
E, mesmo que a despedida tenha um caráter, ainda, extraoficial, o pároco do Santuário de Navegantes, Luiz Remi Maldaner, informa que durante a missa campal será concedida uma medalha de Honra ao Mérito a dom Dadeus, em homenagem aos mais de 10 anos em que esteve presente na comunidade:
— É uma espécie de reconhecimento à sua presença sempre muito forte e amiga, mesmo que a gente tenha certeza de que ele continuará com uma participação importante na cidade.
Desde 2001, Dadeus está à frente da procissão e celebra a missa campal que ocorre, tradicionalmente, no dia 2 de fevereiro — mas este ano, como já pediu renúncia ao posto de arcebispo, pode ser a sua despedida.
A 137ª edição da procissão ocorre amanhã e representa um dos maiores festejos religiosos de Porto Alegre. Como é feriado na Capital, milhares de pessoas são esperadas para cumprir o trajeto que leva a imagem da Igreja da Nossa Senhora do Rosário de volta ao Santuário de Nossa Senhora dos Navegantes.
Desde o dia 22, a santa está no centro da Capital e tem recebido fiéis que levam seus pedidos para serem colocados no barco que carrega a imagem, abençoar flores e fitas e fazer agradecimentos e promessas.
Como em um aquecimento para a grande festa, a Igreja do Rosário esteve lotada na tarde de ontem. Mas, apesar da expectativa de mais um grande evento, o arcebispo se diz tranquilo e prefere não falar em adeus.
— Depende do novo arcebispo, de diversas circunstâncias, então não estou encarando como uma despedida e simplesmente como mais uma procissão — diz.
Após 11 festas de Navegantes, dom Dadeus, que está com 75 anos, diz que o trajeto, às vezes, pode ser um pouco penoso em função do sol e do calor — desde que começou a participar, lembra que em poucas edições o clima estava ameno.
No entanto, afirma que ainda tem muita disposição e que a grande participação do povo simboliza a união da arquidiocese. Todo o trajeto é feito com os fiéis, que acompanham a imagem da santa.
—É uma belíssima tradição, que iniciou quando vieram para cá os portugueses, e que se multiplica em lugares onde tem água. Aqui, temos o grande Guaíba, que traz um simbolismo muito especial à festa — descreve.
Arcebispo receberá homenagem em missa
O caráter humanitário da festa é outro fator que sensibiliza o religioso. Para Dadeus, as festividades representam também um gesto de fraternidade e benemerência, uma vez que ajudam a subsidiar as obras sociais do Santuário de Nossa Senhora de Navegantes.
Todas as doações e valores arrecadados durante a festa são destinados a manter o Abrigo Beneficente Monsenhor Felipe Diel, que presta serviço de hospedagem temporária para pessoas em situação de rua.
E, mesmo que a despedida tenha um caráter, ainda, extraoficial, o pároco do Santuário de Navegantes, Luiz Remi Maldaner, informa que durante a missa campal será concedida uma medalha de Honra ao Mérito a dom Dadeus, em homenagem aos mais de 10 anos em que esteve presente na comunidade:
— É uma espécie de reconhecimento à sua presença sempre muito forte e amiga, mesmo que a gente tenha certeza de que ele continuará com uma participação importante na cidade.
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