Alegrete é a primeira cidade do interior a receber a Balada Segura
Para o secretário Michels, a operação Balada Segura insere-se num grande processo civilizatório da população, que necessita evoluir no sentido de um maior respeito ao outro. "Na essência, o desrespeito pode traduzir-se em uma banalização da vida, que vai desde os homicídios dolosos por R$ 10 ou R$ 15, passa pela violência doméstica contra a mulher e chega à irresponsabilidade de dirigir um veículo após ingerir bebida alcoólica."
O diretor-presidente do Detran/RS, Alessandro Barcellos, informou que a assinatura formaliza ações que estão sendo realizadas desde o início de março, já tendo abordado mais de 600 veículos e começado uma mudança positiva de comportamento, no rumo da segurança. "Estamos felizes por constatar que 93% dos motoristas aceitaram passar pelo teste do bafômetro". Barcellos destacou como corajosa a atitude da Prefeitura de Alegrete, especialmente em ano eleitoral, por iniciar a realização de uma ação que inclui uma forte fiscalização, o que nem sempre é simpático para parte da população.
O prefeito de Alegrete, Erasmo Guterres Silva, enfatizou que, mais do que coragem, trata-se, principalmente, de fazer valer a lei. Em sua opinião, essa é a grande diferença entre nosso País e os chamados de primeiro mundo: o grande respeito à lei, principalmente pela certeza de que não haverá impunidade. Para ele, a implantação da operação Balada Segura em Alegrete é uma ação muito mais conceitual do que administrativa: "é gratificante fazer o certo, ainda que salve apenas uma vida", acrescentou ele.
A Brigada Militar esteve representada pelos majores Marcus Vinícius Oliveira e Alexandre Pinheiro, que destacaram o resgate da participação institucional da BM em ações de trânsito representado pela Balada Segura. Acrescentaram que a acidentalidade é um problema de segurança pública, tanto quanto econômico e de saúde pública.
Números da operação em Alegrete
Desde o início da operação em Alegrete, no dia 02 de março, já foram realizadas 10 blitze com 621 abordagens. Os agentes realizaram 580 testes com etilômetro. O número representa um baixo índice de recusas ao bafômetro - menos de 7%. O total de autuados por embriaguez não chega a 6% do total de testados. Foram 37 nesses dois primeiros meses, sendo nove com concentração de álcool que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) considera como crime de trânsito. Foram registradas, ainda, 94 infrações por motivos diversos, 79 CNHs recolhidas e um veículo levado a depósito.
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