Luta contra novo Código Florestal ganha rostos de artistas
Grupo de famosos orientados pelo Comitê Brasil em Defesa das Florestas faz campanha para derrubar o texto
Protestos que se organizam nas redes sociais tiveram
momento concreto na terça-feira, com manifestação na frente do
Congresso Foto: Valter Campanato/ABr /
ABR
Na terça-feira quem aderiu foi Chico Bento, um menino caipira de seis anos
desenhado a lápis. Juntou-se a um batalhão de celebridades que propagam na TV,
na internet ou em qualquer ensejo o movimento Veta, Dilma – um fenômeno de
popularidade criado para pressionar a presidente.
A previsão é de que ainda esta semana Dilma Rousseff tome sua decisão: vetar ou manter o novo Código Florestal aprovado no Congresso.
Uma terceira hipótese é a presidente vetar parcialmente o texto, o que também é repudiado pelo Veta, Dilma. Por trás de atores consagrados como Camila Pitanga – esta, a maior estrela do movimento –, Wagner Moura, Christiane Torloni, Regina Casé e Fernanda Torres, há um organizado grupo de ambientalistas que os orientam.
O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, que reúne mais de 200 entidades, confecciona até os cartazes para os famosos posarem nas fotos. Foram integrantes do comitê que inventaram o bordão #vetatudodilma, sucesso no Twitter, e frases de efeito reproduzidas por atores e cantores.
— Temos comissões em 17 Estados. Nossos cartazes eram enviados às comissões e distribuídos a uma série de pessoas. Procuramos artistas com tradição de se expressar politicamente — conta Bazileu Margarido, um dos coordenadores do Instituto Democracia e Sustentabilidade, responsável pelo site Floresta Faz a Diferença.
Esse site, uma espécie de central do Veta, Dilma, exibe um festival de fotografias de artistas. Não chega a ser novidade famosos erguerem bandeiras sociais ou políticas: em momentos históricos como a campanha Diretas Já ou o impeachment de Fernando Collor, eles ajudaram na visibilidade de questões cruciais para o país.
Em outros casos, no entanto, tiveram seus escorregões. No ano passado, ao condenar a construção da hidrelétrica de Belo Monte, repetiram informações imprecisas, o que acabou em constrangimento.
— As celebridades fortalecem a divulgação de causas importantes, fortalecem o debate público. Mas não necessariamente asseguram credibilidade à causa — diz o doutor em Comunicação Ricardo Fabrino Mendonça, cientista político da Universidade Federal de Minas Gerais.
No caso do Código Florestal, não surgiram manifestações de famosos discrepantes. Mas a recomendação de especialistas é que as conclusões pessoais sejam firmadas a partir de informações e dados concretos.
— Qualquer campanha só funciona, com ou sem gente famosa, quando é baseada na verdade — diz o marqueteiro Chico Santa Rita, responsável pela vitoriosa campanha do “Não” no referendo do desarmamento, de 2005, que bateu de frente com dezenas de atores e cantores que pregavam o “Sim”.
Abaixo, confira vídeos de artistas que aderiram ao "Veta, Dilma"
A previsão é de que ainda esta semana Dilma Rousseff tome sua decisão: vetar ou manter o novo Código Florestal aprovado no Congresso.
Uma terceira hipótese é a presidente vetar parcialmente o texto, o que também é repudiado pelo Veta, Dilma. Por trás de atores consagrados como Camila Pitanga – esta, a maior estrela do movimento –, Wagner Moura, Christiane Torloni, Regina Casé e Fernanda Torres, há um organizado grupo de ambientalistas que os orientam.
O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, que reúne mais de 200 entidades, confecciona até os cartazes para os famosos posarem nas fotos. Foram integrantes do comitê que inventaram o bordão #vetatudodilma, sucesso no Twitter, e frases de efeito reproduzidas por atores e cantores.
— Temos comissões em 17 Estados. Nossos cartazes eram enviados às comissões e distribuídos a uma série de pessoas. Procuramos artistas com tradição de se expressar politicamente — conta Bazileu Margarido, um dos coordenadores do Instituto Democracia e Sustentabilidade, responsável pelo site Floresta Faz a Diferença.
Esse site, uma espécie de central do Veta, Dilma, exibe um festival de fotografias de artistas. Não chega a ser novidade famosos erguerem bandeiras sociais ou políticas: em momentos históricos como a campanha Diretas Já ou o impeachment de Fernando Collor, eles ajudaram na visibilidade de questões cruciais para o país.
Em outros casos, no entanto, tiveram seus escorregões. No ano passado, ao condenar a construção da hidrelétrica de Belo Monte, repetiram informações imprecisas, o que acabou em constrangimento.
— As celebridades fortalecem a divulgação de causas importantes, fortalecem o debate público. Mas não necessariamente asseguram credibilidade à causa — diz o doutor em Comunicação Ricardo Fabrino Mendonça, cientista político da Universidade Federal de Minas Gerais.
No caso do Código Florestal, não surgiram manifestações de famosos discrepantes. Mas a recomendação de especialistas é que as conclusões pessoais sejam firmadas a partir de informações e dados concretos.
— Qualquer campanha só funciona, com ou sem gente famosa, quando é baseada na verdade — diz o marqueteiro Chico Santa Rita, responsável pela vitoriosa campanha do “Não” no referendo do desarmamento, de 2005, que bateu de frente com dezenas de atores e cantores que pregavam o “Sim”.
Abaixo, confira vídeos de artistas que aderiram ao "Veta, Dilma"
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