Argentina libera importação de carne suína brasileira e começa a destravar comércio
O Brasil já liberou licenças pendentes de vinhos, polpa de maçã e de pera, pêssego em lata, queijos e outros alimentos
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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou nesta terça-feira que o governo argentino liberou a entrada de carne suína brasileira no país.
No acordo firmado entre os dois países, a Argentina autoriza a entrada de cerca de 27 mil toneladas de carne suína in natura, industrializada e miudezas, no segundo semestre deste ano, volume similar ao que foi importado no mesmo período do ano passado.
A carne suína brasileira vinha enfrentando barreiras para entrar no território argentino desde fevereiro deste ano. Em março, após reunião com o ministro da Agricultura argentino, Norberto Yahuar, Mendes Ribeiro disse que tinha recebido uma proposta criando cotas para a entrada do produto brasileiro, mas, dias depois, o governo argentino voltou atrás. A questão, que agora parece estar resolvida, se estendeu por quase cinco meses. De acordo com o Ministério da Agricultura, além de reuniões técnicas, foram feitas várias tentativas para desbloquear o comércio bilateral nesse período. Além do ministro Yahuar, participaram das negociações, pela Argentina, o embaixador no Brasil Luis Maria Kreckler e o secretário argentino de Comércio Interno, Guillermo Moreno.
Argentina e Brasil começaram a destravar também o comércio bilateral de produtos chamados sensíveis: carros, azeitonas, azeite de oliva, e outros alimentos argentinos;
— O que estava bloqueado pela Argentina está entrando, mas é preciso ir monitorando para ver se continua assim. No que diz respeito às carnes brasileiras, já liberaram 50% do que estava travado e isso é um bom sinal. — disse uma fonte da indústria.
O Brasil, por sua vez, também já liberou licenças pendentes de vinhos, polpa de maçã e de pera, pêssego em lata, queijos e outros alimentos, segundo o secretário de Agroindústria da província de Mendoza, Marcelo Barg.
— O que foi negociado com a secretária Tatiana Prazeres, de Comércio Exterior do MDIC está sendo cumprido e estamos muito satisfeitos — disse ele. Fonte da indústria automobilística revelou à AE que "praticamente todos os carros que estavam parados na fronteira foram liberados pelo Brasil.
Agência Estado
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