sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

INVESTIGAÇÃO

Indiciado por morte no trânsito

Motorista de 52 anos teria causado acidente com jovem

A dor da perda de um filho é, sem dúvida, um sentimento irreparável. Em 19 de novembro de 2010, a comerciante Neiva de Oliveira, 47 anos, viu sua filha caçula, Juliane Santos de Oliveira, 19 anos, ter a vida abreviada após ser atingida por um veículo que fugiu do local do acidente, na BR-158, em Santa Maria. Na última quarta-feira, Neiva recebeu uma notícia que serviu de alento para amenizar a dor.

O titular da Delegacia de Trânsito, Ayrton Martins Júnior, concluiu o inquérito da morte e indiciou o motorista de um Cross Fox, um homem de 52 anos, por homicídio culposo (sem intenção de matar), fuga do local do acidente e inovação artificiosa (ele teria tentado forjar provas, pintando o carro após a batida).

O suspeito (o nome não foi divulgado pela polícia) só se apresentou na Delegacia de Trânsito 18 dias depois do acidente e, no depoimento, negou-se a falar sobre o caso.

O vazio que Neiva sente não se preencheu, mas ela já consegue sorrir ao falar sobre o indiciamento do suposto autor do acidente que vitimou a filha.

– A polícia fez de tudo para nos ajudar. Eles sabiam o que era a dor de uma mãe que perdeu uma filha. A conclusão foi rápida e esperamos que, agora, a Justiça faça o seu papel. Afinal, trazer minha filha de volta ninguém irá – desabafou Neiva.

No dia 29 deste mês, Neiva e motociclistas que eram amigos de Juliane farão uma caminhada pelas ruas centrais de Santa Maria munidos de faixas pedindo paz no trânsito.

Incerteza – A morte de Juliane ocorreu quando a família retornava do trabalho. Os pais dela estavam em um carro, também na BR-158, cerca de cinco minutos atrás da jovem, que dirigia uma motocicleta. Juliane teria sido atingida por um carro, o Cross Fox, perdido o controle da moto e caído na pista. Com a batida no asfalto, ela teve hemorragia interna e não resistiu. Mas, por duas semanas após o atropelamento da jovem, a família teve de conviver com a dor e com a incerteza.

O motorista de um Gol, que prestou socorro à vítima, chegou a ser suspeito de ter batido na jovem, mas a investigação da Polícia Civil constatou que não tinha sido ele que provocou o acidente. O condutor do Cross Fox, que foi indiciado por homicídio de trânsito, fugiu do local assim que ocorreu o fato. E isso fez com que a polícia levasse alguns dias para descobrir qual veículo estava envolvido na colisão.

– Ele (indiciado) tentou se eximir de provas lavando e lixando o carro para tirar o sangue. Infelizmente, agora ele responde em liberdade, mas está à disposição da Justiça – afirma o delegado Ayrton Martins Júnior.

A dor da perda de um filho é, sem dúvida, um sentimento irreparável. Em 19 de novembro de 2010, a comerciante Neiva de Oliveira, 47 anos, viu sua filha caçula, Juliane Santos de Oliveira, 19 anos, ter a vida abreviada após ser atingida por um veículo que fugiu do local do acidente, na BR-158, em Santa Maria. Na última quarta-feira, Neiva recebeu uma notícia que serviu de alento para amenizar a dor.

O titular da Delegacia de Trânsito, Ayrton Martins Júnior, concluiu o inquérito da morte e indiciou o motorista de um Cross Fox, um homem de 52 anos, por homicídio culposo (sem intenção de matar), fuga do local do acidente e inovação artificiosa (ele teria tentado forjar provas, pintando o carro após a batida).

O suspeito (o nome não foi divulgado pela polícia) só se apresentou na Delegacia de Trânsito 18 dias depois do acidente e, no depoimento, negou-se a falar sobre o caso.

O vazio que Neiva sente não se preencheu, mas ela já consegue sorrir ao falar sobre o indiciamento do suposto autor do acidente que vitimou a filha.

– A polícia fez de tudo para nos ajudar. Eles sabiam o que era a dor de uma mãe que perdeu uma filha. A conclusão foi rápida e esperamos que, agora, a Justiça faça o seu papel. Afinal, trazer minha filha de volta ninguém irá – desabafou Neiva.

No dia 29 deste mês, Neiva e motociclistas que eram amigos de Juliane farão uma caminhada pelas ruas centrais de Santa Maria munidos de faixas pedindo paz no trânsito.

Incerteza – A morte de Juliane ocorreu quando a família retornava do trabalho. Os pais dela estavam em um carro, também na BR-158, cerca de cinco minutos atrás da jovem, que dirigia uma motocicleta. Juliane teria sido atingida por um carro, o Cross Fox, perdido o controle da moto e caído na pista. Com a batida no asfalto, ela teve hemorragia interna e não resistiu. Mas, por duas semanas após o atropelamento da jovem, a família teve de conviver com a dor e com a incerteza.

O motorista de um Gol, que prestou socorro à vítima, chegou a ser suspeito de ter batido na jovem, mas a investigação da Polícia Civil constatou que não tinha sido ele que provocou o acidente. O condutor do Cross Fox, que foi indiciado por homicídio de trânsito, fugiu do local assim que ocorreu o fato. E isso fez com que a polícia levasse alguns dias para descobrir qual veículo estava envolvido na colisão.

– Ele (indiciado) tentou se eximir de provas lavando e lixando o carro para tirar o sangue. Infelizmente, agora ele responde em liberdade, mas está à disposição da Justiça – afirma o delegado Ayrton Martins Júnior.

FLAGRANTE

Homem tenta invadir santuário

Um homem tentou invadir a Casa de Retiro do Santuário Schöenstatt na quarta. O indivíduo estaria com uma faca. A Brigada Militar foi chamada e, ao realizar buscas, encontrou um suspeito de 41 anos, que resistiu à prisão. De acordo com a polícia, ele apresentava transtornos psicológicos.

ASSALTO

Jovem assaltada

Uma jovem de 19 anos foi assaltada quando chegava em casa, na madrugada de ontem, no bairro Tancredo Neves, em Santa Maria. Ela disse que dois homens teriam a ameaçado com uma arma e levado documentos e dinheiro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário