INVESTIGAÇÃO
Indiciado por morte no trânsito
Motorista de 52 anos teria causado acidente com jovem
O titular da Delegacia de Trânsito, Ayrton Martins Júnior, concluiu o inquérito da morte e indiciou o motorista de um Cross Fox, um homem de 52 anos, por homicídio culposo (sem intenção de matar), fuga do local do acidente e inovação artificiosa (ele teria tentado forjar provas, pintando o carro após a batida).
O suspeito (o nome não foi divulgado pela polícia) só se apresentou na Delegacia de Trânsito 18 dias depois do acidente e, no depoimento, negou-se a falar sobre o caso.
O vazio que Neiva sente não se preencheu, mas ela já consegue sorrir ao falar sobre o indiciamento do suposto autor do acidente que vitimou a filha.
– A polícia fez de tudo para nos ajudar. Eles sabiam o que era a dor de uma mãe que perdeu uma filha. A conclusão foi rápida e esperamos que, agora, a Justiça faça o seu papel. Afinal, trazer minha filha de volta ninguém irá – desabafou Neiva.
No dia 29 deste mês, Neiva e motociclistas que eram amigos de Juliane farão uma caminhada pelas ruas centrais de Santa Maria munidos de faixas pedindo paz no trânsito.
Incerteza – A morte de Juliane ocorreu quando a família retornava do trabalho. Os pais dela estavam em um carro, também na BR-158, cerca de cinco minutos atrás da jovem, que dirigia uma motocicleta. Juliane teria sido atingida por um carro, o Cross Fox, perdido o controle da moto e caído na pista. Com a batida no asfalto, ela teve hemorragia interna e não resistiu. Mas, por duas semanas após o atropelamento da jovem, a família teve de conviver com a dor e com a incerteza.
O motorista de um Gol, que prestou socorro à vítima, chegou a ser suspeito de ter batido na jovem, mas a investigação da Polícia Civil constatou que não tinha sido ele que provocou o acidente. O condutor do Cross Fox, que foi indiciado por homicídio de trânsito, fugiu do local assim que ocorreu o fato. E isso fez com que a polícia levasse alguns dias para descobrir qual veículo estava envolvido na colisão.
– Ele (indiciado) tentou se eximir de provas lavando e lixando o carro para tirar o sangue. Infelizmente, agora ele responde em liberdade, mas está à disposição da Justiça – afirma o delegado Ayrton Martins Júnior.
A dor da perda de um filho é, sem dúvida, um sentimento irreparável. Em 19 de novembro de 2010, a comerciante Neiva de Oliveira, 47 anos, viu sua filha caçula, Juliane Santos de Oliveira, 19 anos, ter a vida abreviada após ser atingida por um veículo que fugiu do local do acidente, na BR-158, em Santa Maria. Na última quarta-feira, Neiva recebeu uma notícia que serviu de alento para amenizar a dor.
O titular da Delegacia de Trânsito, Ayrton Martins Júnior, concluiu o inquérito da morte e indiciou o motorista de um Cross Fox, um homem de 52 anos, por homicídio culposo (sem intenção de matar), fuga do local do acidente e inovação artificiosa (ele teria tentado forjar provas, pintando o carro após a batida).
O suspeito (o nome não foi divulgado pela polícia) só se apresentou na Delegacia de Trânsito 18 dias depois do acidente e, no depoimento, negou-se a falar sobre o caso.
O vazio que Neiva sente não se preencheu, mas ela já consegue sorrir ao falar sobre o indiciamento do suposto autor do acidente que vitimou a filha.
– A polícia fez de tudo para nos ajudar. Eles sabiam o que era a dor de uma mãe que perdeu uma filha. A conclusão foi rápida e esperamos que, agora, a Justiça faça o seu papel. Afinal, trazer minha filha de volta ninguém irá – desabafou Neiva.
No dia 29 deste mês, Neiva e motociclistas que eram amigos de Juliane farão uma caminhada pelas ruas centrais de Santa Maria munidos de faixas pedindo paz no trânsito.
Incerteza – A morte de Juliane ocorreu quando a família retornava do trabalho. Os pais dela estavam em um carro, também na BR-158, cerca de cinco minutos atrás da jovem, que dirigia uma motocicleta. Juliane teria sido atingida por um carro, o Cross Fox, perdido o controle da moto e caído na pista. Com a batida no asfalto, ela teve hemorragia interna e não resistiu. Mas, por duas semanas após o atropelamento da jovem, a família teve de conviver com a dor e com a incerteza.
O motorista de um Gol, que prestou socorro à vítima, chegou a ser suspeito de ter batido na jovem, mas a investigação da Polícia Civil constatou que não tinha sido ele que provocou o acidente. O condutor do Cross Fox, que foi indiciado por homicídio de trânsito, fugiu do local assim que ocorreu o fato. E isso fez com que a polícia levasse alguns dias para descobrir qual veículo estava envolvido na colisão.
– Ele (indiciado) tentou se eximir de provas lavando e lixando o carro para tirar o sangue. Infelizmente, agora ele responde em liberdade, mas está à disposição da Justiça – afirma o delegado Ayrton Martins Júnior.
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