sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ACIDENTE

Trabalhador leva choque e cai de escada

Diego Pinto, 24 anos, estava subindo em um poste para fazer conserto em rede de TV

Um funcionário da AGS, empresa terceirizada da NET, levou um choque e caiu de uma escada na manhã de ontem. O acidente aconteceu na esquina da Rua Coronel Niederauer com a Avenida Liberdade.

Conforme os bombeiros, Diego Ferreira Pinto, 24 anos, estaria subindo em um poste com o auxílio de uma escada para fazer um conserto na rede da NET quando entrou em contato com a rede de alta tensão.

Ele foi encaminhado para o PA do Patronato inconsciente. Em seguida, foi transferido para a UTI do Hospital de Caridade. De acordo com sua mulher, Elisiane de Oliveira Fernandes, 26 anos, Diego teve uma parada cardiorrespiratória:

– A situação só não foi pior porque ele recebeu os primeiros socorros ainda no local e na hora certa.

O encarregado da equipe da AGS, Jocelito da Siqueira Fonseca, 32 anos, disse que Diego usava o equipamento de segurança. A queda ocorreu porque ele estava subindo a escada e ainda não tinha chegado ao final para prender o cinto de segurança.

– A escada escorregou de leve e, para não cair, ele se segurou nos fios – explica Fonseca.

Até o fechamento desta edição, Diego estava em estado grave.

ENTIDADE

Instituto Crack Nem Pensar tem presidente

O presidente da Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul, Marcelo Dornelles (foto), foi eleito presidente do Instituto Crack Nem Pensar. A escolha ocorreu na sede do Grupo RBS, na Capital. A entidade foi criada com a intenção de ser referência na luta contra as drogas.

ROSÁRIO DO SUL

Rezando por um pouco de chuva

Emater estima quebra de 20% na soja

Os três meses de estiagem cobram seu preço dos produtores rurais de Rosário do Sul. Nas lavouras de soja, calculam-se perdas de 20%, num prejuízo estimado em R$ 9 milhões.

– Houve chuvas em outubro que permitiram o plantio da soja, mas agora, na fase reprodutiva da planta, falta água e há quebra das vagens, o que ocasiona essas perdas. Cerca de 25 mil hectares plantados estão assim – conta o chefe do escritório da Emater, Moacir Bonotto.

A seca prejudica também outras culturas – como o milho, a melancia e o arroz –, seca açudes e prejudica a engorda do gado.

Tanto aperto levou a uma reunião entre representantes da Secretaria de Agricultura, Defesa Civil e Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, na última quarta-feira. Na pauta, os efeitos da estiagem e a possibilidade de decretar situação de emergência.

No próximo dia 26, técnicos da prefeitura e da Emater devem apresentar relatórios com seus pareceres sobre o caso. Deles, deve constar a situação do Caverá, 4º distrito de Rosário. Lá, o pasto que alimenta o gado se extingue sob o sol, que também seca os açudes.

Na localidade de Rincão dos Chirca, Sirlei Lima Dutra, 43 anos, sobe e desce 500 metros de cerro com as duas filhas menores – Ana Maria, 10, e Marta, 6 – para buscar água de beber, já que os poços secaram.

Os pecuaristas levam bois e vacas para outras pastagens para que se alimentem, mas o prejuízo é inevitável. A perda de peso dos animais é tanta que provocou desinteresse nos frigoríficos. Dono de um frigorífico, Rodrigo Teixeira, 29 anos, conta que, mês passado, comprou gado em cidades como Bagé e Santa Rosa.

– Tivemos de ir mais longe para comprar gado, e isso deixa o produto final pelo menos 4% mais caro – diz.

Veterinário da fazenda do pai, Fábio Quoos, 25 anos, é um dos poucos da região que conseguiram manter o rebanho gordo, apesar da seca. Ele atribui o sucesso a um cronograma de atividades sanitárias, planejamento nutricional e ao uso racional do campo. Mas a possibilidade de prolongamento da estiagem o preocupa: não deve haver pasto por muito tempo.

– Tivemos um inverno ruim, um verão horrível e há a probabilidade de ter um inverno seco. Não vai ter como segurar o campo – diz.

Em Santa Maria – Cinco famílias do distrito de Santa Flora recebem, desde quarta-feira, abastecimento de água em caminhões-pipa. A localidade de Quebra-Dente, em Boca do Monte, é servida dessa forma desde novembro.

Chefe dos Bombeiros diz que não há previsão para o término dos resgates

O coronel Valdinei da Silva, que comanda as operações de salvamento, afirmou nesta manhã à Rádio Gaúcha que não há previsão para o término dos resgates na região serrana do Rio de Janeiro, em razão da “amplitude” dos acontecimentos. Segundo o coronel, ainda há pessoas soterradas em grande quantidade de terra e a prioridade é resgatar feridos para depois tentar buscar os corpos sob os escombros.
— A gente está fazendo o resgate de pessoas feridas, crianças, idosos e vítimas fatais. A gente sabe que vai ficar por vários dias ainda — disse.
Pelo menos seis áreas permanecem isoladas no município de Teresópolis, onde os socorristas não conseguem chegar para iniciar os resgates.

Catástrofe na Região Serrana do Rio é a segunda pior da história do país

Tragédia também pode entrar para a lista dos 10 deslizamentos mais mortais no planeta em 111 anos

O drama que assola a região serrana do Rio já é o maior deslizamento de terra e o segundo maior desastre natural da história do Brasil.

A tragédia também pode entrar para a lista dos 10 deslizamentos mais mortais no planeta em 111 anos.

Pelos registros mantidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), o deslizamento é ainda o segundo maior no mundo em um ano e o quarto maior da década em todo o planeta. Os dados fazem parte do banco de estatísticas do Centro para a Pesquisa da Epidemiologia de Desastres, com sede na Bélgica, que serve de base para os números oficiais usados pela ONU para avaliar respostas a desastres naturais pelo mundo. Para os especialistas do centro, tido como um dos mais importantes do mundo, a falta de decisão política e investimentos são as principais causas das mortes nos deslizamentos que vêm sendo registrados no Brasil.

A entidade coleta dados desde 1900 e concluiu que uma enchente no Rio, em janeiro de 1967, causou o maior número de mortes já registrado por chuvas no Brasil: 785 pessoas (o cálculo da Defesa Civil do Rio de Janeiro aponta 500 mortes). Naquele mesmo ano, em março, um deslizamento em Caraguatatuba (SP) matou 436 pessoas. O terceiro maior caso, pelo menos até então, havia sido uma enchente no Rio em janeiro de 1966, com 373 mortos.

Perdas causadas pelo La Niña já somam R$ 140 milhões na Metade Sul

Drama da estiagem fez o Piratini acionar duas frentes, uma no Interior, outra na Capital

O drama da estiagem fez o Piratini acionar duas frentes — uma no Interior, outra na Capital. No mesmo dia em que o governador Tarso Genro assinou a autorização para construção de 159 açudes na Metade Sul, o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, reuniu-se com oito prefeitos da região em Pinheiro Machado.

Voltou à Capital com as atuais cifras do prejuízo: R$ 140 milhões. No encontro, o segundo entre municípios, Piratini e Defesa Civil, foram debatidas medidas para combater os efeitos da falta de chuva: lavouras perdidas, gado perdendo peso, produção de leite em queda. Projeto do governo Yeda orçado em R$ 1,3 milhão, a construção de açudes precisa deixar o papel logo.

— Essas obras, na maioria, estarão prontas em duas semanas, e, todas, no prazo de dois meses — prometeu o secretário de Obras e Irrigação, Luiz Carlos Busatto.

Na lista dos 14 beneficiados, Herval, Hulha Negra e Pedras Altas, com decreto de emergência reconhecido pela Defesa Civil.Nauro Júnior / 
Prestes, capataz de uma fazenda em Rio Grande, próximo ao Distrito do Taim, observa animais que sofrem com os efeitos do clima.

Astrônomos criam 13º signo e mudam horóscopo

Alinhamento das estrelas teria provocado alterações

Astrônomos do Planetário de Minnesota, nos EUA, afirmam que, por causa da atração gravitacional que a Lua exerce sobre a Terra, o alinhamento das estrelas foi empurrado por cerca de um mês e, com isso, houve mudança nos signos do horóscopo.

A questão opõe astrólogos, que se baseiam na posição dos astros para fazer o horóscopo, e os astrônomos, preocupados com a posição atual de estrelas e planetas.

— Quando [os astrólogos] dizem que o sol está em Peixes, não está realmente em Peixes — disse Parke Kunkle, um dos integrantes do Minnesota Planetarium Society à revista "Time".

O signo astrológico é determinado pela posição do sol no dia em que a pessoa nasceu, o que significa que, de acordo com os astrônomos, tudo o que se sabia sobre horóscopo está errado.

Ainda de acordo com os o grupo de astrônomos, um 13º signo deveria fazer parte da astrologia, que teria imprecisões desde o seu início. A explicação é que, na Antiga Babilônia, apenas 12 das 13 constelações foram levadas em conta, ignorando Serpentário, que tem como símbolo a cobra.

De acordo com os astrônomos de Minnesota, esta é o período correto que identificaria cada signo:

Capricórnio: de 20 de janeiro a 16 de fevereiro
Aquário: de 16 de fevereiro a 11 de março
Peixes: de 11 de março a 18 de abril
Áries: de 18 de abril a 13 de maio
Touro: de 13 de maio a 21 de junho
Gêmeos: de 21 de junho a 20 de julho
Câncer: de 20 de julho a 10 de agosto
Leão: de 10 de agosto a 16 de setembro
Virgem: de 16 de setembro a 30 de outubro
Libra: de 30 de outubro a 23 de novembro
Escorpião: de 23 a 29 de novembro
Serpentário: de 29 de novembro a 17 de dezembro
Sagitário: de 17 de dezembro a 20 de janeiro

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