JUDICIÁRIO
Justiça em xeque
Pode haver mudanças nos códigos de processos Civil e Penal
O Código de Processo Penal foi redigido em 1941, e o de Processo Civil, em 1973. Desde então, segundo especialistas, eles sofreram tantas alterações que acabaram travando o andamento de processos e dificultando a vida de quem depende da Justiça. A intenção dos juristas que elaboraram o projeto de mudanças é desburocratizar. Eles esperam diminuir o tempo dos julgamentos e da impunidade.
O Código de Processo Penal, por exemplo, incorpora um dispositivo do sistema jurídico americano, que possibilita ao advogado negociar a pena com o promotor caso o réu confesse o crime. A vantagem, nesse caso, para o réu, é conseguir uma pena menor do que a que seria aplicada. Entre as medidas propostas (veja quadro), estão também a possibilidade de penas alternativas, que já são aplicadas.
Já no Código de Processo Civil, um dos grandes trunfos é o “incidente de resolução de demandas repetitivas”. Com esse instrumento, o juiz pode estender a processos semelhantes a decisão aplicada a uma causa. A proposta de mudança foi enviada para a Câmara dos Deputados, mas ainda não tem data para ser votada.
Opiniões – Para quem trabalha diariamente com processos, a mudança pode trazer melhorias. José Fernando Lutz Coelho, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Santa Maria e professor de Direito, acredita que a proposta pode colaborar para tornar a Justiça mais eficiente.
– No que tange ao Processo Civil, o objetivo principal é a celeridade (rapidez). Acho que tem melhorias – aponta Coelho.
O promotor Gustavo Ramos Vianna, da 1ª Vara da Família de Santa Maria, conta que algumas das ideias já são aplicadas pelo Judiciário.
– Atacam pontos que causam retardamento no processo. A conciliação, por exemplo, já é aplicada. Em muitos casos, a Justiça se antecipa a essa mudança – diz Vianna.
A quantidade de recursos possíveis nos processos é uma das reclamações da promotora Waleska Flores Agostini. Para ela, a reforma deste ponto em especial vai ajudar a melhorar o funcionamento da Justiça:
– Em nenhum país do mundo se vê este número de recursos. Sem dúvida, a mudança é essencial.
O titular da 3ª Delegacia de Polícia Civil de Santa Maria e professor de Direito, Sandro Meinerz, também concorda que o resultado pode colaborar para um sistema melhor.
– A prisão preventiva tem de ter um prazo para que não ocorra casos em que pessoas fiquem, por exemplo, seis anos presas sem qualquer julgamento. A sociedade quer ver o culpado condenado. É necessário agilidade para acabarmos com a sensação de impunidade – aponta Meinerz.
Para os especialistas, a agilidade dos políticos na aprovação dessas novidades pode significar um passo firme rumo à uma Justiça mais eficiente e mais confiável. Resta esperar para que ela seja priorizada pelos deputados nas votações deste ano.
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