ESTIAGEM
Água só chega de carro
25 famílias de distritos de Santa Maria dependem da Defesa Civil para ter o que beber
Embora tenha chovido nos últimos dias, o volume não foi suficiente para repor os poços rasos, as cacimbas e as fontes. A água que resta é pouca e salobra, não servindo para o consumo humano. Para os animais ainda algum líquido nos açudes e nas sangas. Muitas famílias utilizam essas fontes para lavar a roupa e limpar as casas.
Uma das moradoras da localidade de Colônia Pena Ceres Eli Abadia Goulart, 49 anos, conta que ela e vizinhos adoeceram por causa da água dos poços, que já estava imprópria para beber. Colônia Pena e Colônia Pinheiro, ambas em Santa Flora, foram as primeiras a pedir socorro à prefeitura de Santa Maria.
Como solução imediata, a Defesa Civil e a Secretaria de Ação Comunitária e Cidadania estão levando água potável às famílias em uma verdadeira maratona. Três dias por semana, a Defesa Civil abastece uma caixa com capacidade de mil litros na estação de tratamento da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e a leva ao atingidos pela seca.
Para atender todas as famílias, são realizadas, em média, três viagens por dia. A água é depositada em bombonas de 60 ou 120 litros, emprestadas pela Defesa Civil para as famílias utilizarem como reservatório. Cada família possui, em média, duas bombonas.
Reforço – De acordo com Cladmir Nascimento, coordenador da Defesa Civil, a distribuição deverá ficar mais ágil na próxima semana. É que a Secretaria de Ação Comunitária conseguiu um caminhão-baú, com mais capacidade de armazenamento de água, o que possibilita abastecer os distritos em uma única viagem.
Para que a falta d’água chegue ao fim, é preciso uma chuva bem densa e contínua. Só assim, haverá infiltração suficiente para repor as fontes.
Mas a notícia da meteorologia não é boa. Segundo Estael Sias, da Central de Meteorologia da RBS, até início de março praticamente não haverá chuvas na região. Poderão ocorrer pancadas rápidas, características da estação, mas que não revertem a situação. Os próximos dias deverão ser de muito calor, o que aumenta a evaporação e baixa o nível das águas superficiais.
Embora a chuva seja escassa no interior de Santa Maria, para a agricultura ela está sendo suficiente. O secretário de Desenvolvimento Rural, Rodrigo Menna Barreto, diz que há alguns problemas pontuais, em lavouras de milho, mas, em geral, a situação está boa.
SERVIÇO
Parque de máquinas
CEMITÉRIO
Limpeza no Ecumênico
Ontem, o Diário mostrou o cenário de descaso e sujeira em que se encontrava o cemitério.Segundo a prefeitura, em um mês, deve ser aberta a licitação para a reforma do local.
SAÚDE
Dois casos de dengue
CARNAVAL
Embalo oficializado
Na noite de ontem, ocorreu o coquetel de apresentação das candidatas ao título Rainha do Carnaval (foto). O concurso será neste sábado. Hoje, às 21h, a escola Unidos de Camobi recebe o público em sua quadra.
SALÁRIO
Senado deve votar mínimo na quarta
O líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que vai requerer a urgência na tramitação da matéria para que seja apreciada diretamente em plenário. Sem a urgência, o projeto seria encaminhado à votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) assim que chegasse no Senado.
A expectativa de Jucá é que o salário mínimo de R$ 545 seja aprovado pela mesma maioria folgada de votos, assim como ocorreu na Câmara na quarta-feira.
Ontem, o senador Paulo Paim (PT-RS) anunciou que vai propor uma antecipação de R$ 15 do reajuste de 2012 (quando o salário deve ser de R$ 620) para que o valor do mínimo chegue aos R$ 560 reivindicados pelas centrais sindicais.
GENTE
Morre o jornalista gaúcho Sérgio Jockymann
Saúde | 18/02/2011 | 11h10min
Governo admite que enfrenta início de epidemia de dengue no Estado
Até hoje, 156 casos suspeitos já foram notificados à Vigilância em Saúde
Após a confirmação de dois casos autóctones de dengue em São Luiz Gonzaga, nas Missões, a Secretaria Estadual de Saúde admitiu, nesta manhã, que enfrenta o início de uma epidemia.
— Considero isso [a confirmação de casos da doença] o início de uma epidemia. Com a proliferação do mosquito, o calor e as chuvas, obviamente vamos ter mais casos — afirmou o secretário estadual da Saúde, Ciro Simoni.
Além dos casos autóctones (contraídos em território gaúcho), foram confirmados dois casos importados, um em Guaíba e outro em Montenegro — contraídos no Pará e no Rio de Janeiro respectivamente.
Até hoje, 156 casos suspeitos já foram notificados à Vigilância em Saúde e 67 municípios são considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti.
O governo declarou, mais uma vez, guerra ao vetor da doença, com a intensificação do tratamento de focos do mosquito, orientação dos profissionais de saúde e a busca ativa de casos suspeitos:
— Se o paciente apresentar doença febril aguda e dois dos outros sintomas, já é considerado um caso suspeito para nós — explicou o secretário da Saúde.
Para o diretor do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Celso dos Anjos, o surto da doença já existe e as ações para combater os novos casos devem ser reavaliadas, especialmente na grande Porto Alegre, pelo contingente populacional, e no Noroeste, onde há 13 casos sendo investigados.
Saiba mais sobre a doença:

— Considero isso [a confirmação de casos da doença] o início de uma epidemia. Com a proliferação do mosquito, o calor e as chuvas, obviamente vamos ter mais casos — afirmou o secretário estadual da Saúde, Ciro Simoni.
Além dos casos autóctones (contraídos em território gaúcho), foram confirmados dois casos importados, um em Guaíba e outro em Montenegro — contraídos no Pará e no Rio de Janeiro respectivamente.
Até hoje, 156 casos suspeitos já foram notificados à Vigilância em Saúde e 67 municípios são considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti.
O governo declarou, mais uma vez, guerra ao vetor da doença, com a intensificação do tratamento de focos do mosquito, orientação dos profissionais de saúde e a busca ativa de casos suspeitos:
— Se o paciente apresentar doença febril aguda e dois dos outros sintomas, já é considerado um caso suspeito para nós — explicou o secretário da Saúde.
Para o diretor do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Celso dos Anjos, o surto da doença já existe e as ações para combater os novos casos devem ser reavaliadas, especialmente na grande Porto Alegre, pelo contingente populacional, e no Noroeste, onde há 13 casos sendo investigados.
Saiba mais sobre a doença:
Sete estabelecimentos ficarão fechados até demolição de marquise em Capão da Canoa
Queda de estrutura feriu gravemente Marla Grasiela dos Reis, 23 anos
Os engenheiros da prefeitura de Capão da Canoa que analisaram o local onde uma marquise desabou deixando uma jovem de 23 anos gravemente ferida decidiram demolir o que restou da estrutura. O secretário de Obras do município, Davenir Lima de Lima, esteve na Avenida Pindorama, no centro de Capão da Canoa.
Durante a madrugada, a área de isolamento foi ampliada, para toda a marquise do prédio. Com isso, são sete os estabelecimentos comerciais que ficarão fechados, pelo menos até que o concreto danificado seja posto abaixo.
— Isto não deve ocorrer hoje, mas deve ser feito assim que possível — disse Lima.
Na noite desta quinta-feira, o Instituto Geral de Perícias (IGP) visitou o local e entendeu que a queda da estrutura não afetou o prédio. Assim, os moradores não precisam ser removidos, informou a delegada adjunta da DP de Capão da Canoa Walquíria Meder.
Com lesões cranianas e cervicais detectadas por uma tomografia, a jovem atingida pela marquise passará por uma neurocirurgia hoje no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Marla Grasiela dos Reis, 23 anos, está internada em estado grave no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e respira com o auxílio de aparelhos. Na noite de ontem, ela foi transferida para receber atendimento na Capital.
Visualizar Marquise desaba sobre jovem em Capão da Canoa em um mapa maior
Marla Grasiela dos Reis, 23 anos, estava sentada no bar da família do namorado quando duas placas de concreto desabaram sobre ela
"Estou vivendo um inferno na Terra", diz arquiteta atingida por árvore na Praça da Encol
Bárbara Engel Gutterres Berwanger, 48 anos, está internada no Hospital São Lucas da PUCRS
A arquiteta Bárbara Engel Gutterres Berwanger, 48 anos, é uma desportista. Ela corre quase diariamente, faz musculação, aulas de dança e ioga. O seu espaço preferido em Porto Alegre para a prática dos exercícios é a Praça da Encol. E foi justamente no parque localizado no bairro Bela Vista que há 12 dias ocorreu um acidente capaz de alterar essa agitada rotina pelos próximos seis meses.
Depois de correr quatro quilômetros da sua casa, no bairro Chácara das Pedras, até a praça, Bárbara fazia um alongamento. Sem que ela percebesse, parte de uma árvore se desprendeu e caiu com violência na sua cabeça.
— Fiz meu exercício como de costume e quando acordei estava no HPS — conta, deitada na cama do hospital.
A primeira testemunha do inesperado acidente foi a sua Golden Retriever, que a acompanhava no exercício. O cão nada sofreu. Já Bárbara não teve a mesma sorte. No hospital, ela recebeu 10 pontos na cabeça. Mas as fortes dores na região do quadril deixavam claro que o calvário da arquiteta ainda não tinha terminado.
— Pensei que ia levar os pontos e seria liberada. Já estava até combinando de almoçar na casa da minha mãe. Infelizmente, não foi possível.
Um exame apontou lesão em duas vértebras da coluna lombar. No final do dia, Bárbara foi transferida para o Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Lá, novas análises comprovaram a necessidade de uma cirurgia. O procedimento, realizado na noite da última quinta-feira, durou mais de cinco horas.
O resultado afastou a possibilidade de sequelas, mas obrigou Bárbara a tomar cuidados que antes jamais seriam cogitados. Ela terá de vestir um colete e não praticar atividades físicas durante os próximos seis meses. Por mais de um ano, terá de realizar exames que avaliarão a evolução do tratamento.
— Eu estou vivendo um inferno na Terra. Não poderei trabalhar nos próximos 15 dias, não posso dirigir por um mês e sinto dores horríveis. Tive um gasto absurdo com todo esse processo. Isso tudo por causa de uma árvore em um parque público — diz.
Apesar de todo o sofrimento, Bárbara conserva o bom humor. Mãe de duas filhas, uma de 12 e outra de 14 anos, ela celebra o fato de ter porte atlético.
— Os médicos garantiram que se fosse uma criança ou um idoso, não teria sobrevivido. Disseram também que a minha condição física pode ter salvado a minha vida. Esse é o lado positivo. Estou viva e vou fazer de tudo para sair voando daqui e fazer tudo o que gosto — conta.
Não há previsão de alta para Bárbara. Procurado pela reportagem, o hospital não passou detalhes do estado de saúde da paciente. Limitou-se a confirmar a realização da cirurgia e informou que o quadro é estável.
Confira a entrevista completa:
Zero Hora — Você costuma freqüentar a Praça da Encol?
Bárbara Berwanger — Sim, vou sempre que eu posso, principalmente aos domingos. É o parque da cidade que eu mais gosto. Geralmente, pego meu cachorro e corro da minha casa até lá. Faz parte da minha rotina.
Zero Hora — Você se lembra do que ocorreu na praça?
Bárbara — Lembro só de estar fazendo o meu alongamento e quando acordei já estava no HPS. Não tenho nenhuma lembrança. Quando me contaram, eu custei a acreditar. Pensei que tivesse caído e batido com a cabeça, algo assim. Mas jamais imaginei que uma árvore pudesse cair na minha cabeça. Até porque eu não vi nenh uma árvore perto de mim naquele momento.
Zero Hora — Quando você percebeu que a sua lesão era séria?
Bárbara — Eu levei os pontos na cabeça no HPS e pensei que ficaria só nisso. Já estava até combinando de ir almoçar na casa da minha mãe. Mas comecei a sentir uma dor insuportável na região dos quadris. Vi que havia alguma coisa errada. Já tive dias filhas, mas a dor do parto nem se compara ao que eu senti nesses primeiros dias.
Zero Hora — Para você, que gosta de praticar exercícios, como será ficar seis meses controlando seus movimentos?
Bárbara — Vai ser horrível, mas o pior pra mim é perder a minha independência. Não vou poder dirigir por um mês, não vou poder levar minhas filhas na escola, nem trabalhar. Isso é muito difícil. Claro que vai ser uma barra ficar sem correr, mas vou fazer de tudo para sair voando daqui e retomar a minha rotina.
Zero Hora — Como está sendo a sua recuperação?
Bárbara — Fiz uma cirurgia muito delicada para reconstituir a vértebra. Até sexta-feira, eu não conseguia andar direito. As dores que eu sinto são muito fortes. Estou vivendo um inferno na Terra. Só com medicação para aliviar. Mas agora já estou caminhando, sei que não teria problemas para voltar a caminhar e isso já é um alívio.
Zero Hora — Você pretende entrar com alguma ação judicial contra a prefeitura?
Bárbara — Já contratei um advogado bastante competente e ele vai estudar as ações cabíveis para essa situação.
ContrapontoO que diz Alberto Limberger, supervisor de Praças, Parques e Jardins da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam): "A Smam está em contato permanente com a vítima e presta o apoio necessário a ela. Mas ela tem o direito de buscar a reparação da maneira que achar mais correta. Quanto à árvore, havia um problema interno, que não podia ser percebido pelo lado de fora da planta. Dessa forma, não tínhamos como prever o que ocorreu"
Bárbara passa por cirurgia na última quinta-feira
Descarga elétrica mata mestre-sala de escola de samba de Uruguaiana, na Fronteira Oeste
Renan Flores Rosado, 16 anos, sofreu descarga elétrica enquanto trabalhava na confecção de uma alegoria
Uma descarga elétrica tirou a vida do segundo mestre sala da escola de samba "Os Rouxinóis de Uruguaiana" na noite de quinta-feira no município da Fronteira Oeste.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, por volta das 20h, Renan Flores Rosado, 16 anos, sofreu uma descarga elétrica no barracão da escola enquanto trabalhava na confecção de uma alegoria.
Ele chegou a ser socorrido por uma ambulância da prefeitura e levado à Santa Casa de Uruguaiana, mas não resistiu.
Horário de verão termina à 0h do próximo domingo
Moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deverão atrasar os relógios em uma hora
Atualizada às 11h44min
Depois de quatro meses de vigência, o horário de verão acaba à zero hora do dia 20 de fevereiro, neste domingo. Neste dia, os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deverão atrasar os relógios em uma hora.
A expectativa do Ministério de Minas e Energia é que haja uma redução de até 5% na demanda de energia elétrica nos horários de pico nessas regiões. Nos últimos dez anos, a adoção da medida proporcionou uma redução média de 4,7% na demanda por energia no horário de maior consumo.
Em 2009, a redução na demanda de energia elétrica no horário de verão foi de aproximadamente 4,4% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e de 4,5% na Região Sul.
O horário de verão é adotado sempre nesta época do ano por causa do aumento na demanda por energia, que é resultado do calor e do crescimento da produção industrial às vésperas do Natal. Neste período, os dias têm maior duração por causa da posição da Terra em relação ao Sol, e a luminosidade natural pode ser mais bem aproveitada.
A mudança de horário ocorre sempre no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte.
Em gráfico, entenda a mudança de horário:

Depois de quatro meses de vigência, o horário de verão acaba à zero hora do dia 20 de fevereiro, neste domingo. Neste dia, os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deverão atrasar os relógios em uma hora.
A expectativa do Ministério de Minas e Energia é que haja uma redução de até 5% na demanda de energia elétrica nos horários de pico nessas regiões. Nos últimos dez anos, a adoção da medida proporcionou uma redução média de 4,7% na demanda por energia no horário de maior consumo.
Em 2009, a redução na demanda de energia elétrica no horário de verão foi de aproximadamente 4,4% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e de 4,5% na Região Sul.
O horário de verão é adotado sempre nesta época do ano por causa do aumento na demanda por energia, que é resultado do calor e do crescimento da produção industrial às vésperas do Natal. Neste período, os dias têm maior duração por causa da posição da Terra em relação ao Sol, e a luminosidade natural pode ser mais bem aproveitada.
A mudança de horário ocorre sempre no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte.
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