quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

REVITALIZAÇÃO

Ponto de táxi será dividido

Prefeitura determinou que os veículos fiquem em três locais da região central

As pessoas que passam pelo centro de Santa Maria e costumam utilizar o serviço de táxi deverão estar atentos a uma mudança. A partir de segunda-feira, o ponto de táxi que fica na esquina da Rua Venâncio Aires com a Avenida Rio Branco, no sentido bairro-Centro, será dividido em três novos locais: em frente à Catedral Diocesana (4 carros), junto à calçada, à direita da via, no sentido bairro-Centro; em frente à agência do HSBC (4), à direita da via, no sentido Centro-bairro; e junto à Praça Saldanha Marinho (3), em frente ao Clube Comercial, na Rua Venâncio Aires.

A distribuição dos 11 veículos nesses subpontos foi determinada no final da manhã de ontem em uma reunião entre os profissionais que atuam no local e a Secretaria de Controle e Mobilidade Urbana. Conforme o titular da pasta, Marcelo Bisogno, os novos pontos vão apresentar uma novidade em relação aos atuais.

– Estamos fazendo uma adequação dos locais para permitir que os passageiros embarquem pela calçada – comenta o secretário, lembrando que, na maioria das vezes, o usuário entra no táxi pelo lado da rua.

A realocação dos taxistas será adotada devido à obra de revitalização da Avenida Rio Branco. É que, finalizado o serviço de corte e remoção de árvores na via, os funcionários da empresa Líder, de Lajeado, devem iniciar amanhã a segunda etapa da obra. A expectativa era que essa fase tivesse começado na terça-feira, porém, o tempo instável dos últimos dias impediu o trabalho que será feito pela equipe de pavimentação.

Amanhã, devem ser retirados os tocos das árvores cortadas. A partir de segunda, a construtora vai começar a erguer as estruturas, na primeira quadra (entre Venâncio Aires e Andradas). Os profissionais vão perfurar os pontos onde serão colocados os moirões. Eles irão sustentar os tapumes que serão colocados no entorno dos canteiros. Os funcionários da construtora vão retirar as pedras portuguesas de parte do canteiro, depositá-las em uma área do local e lavá-las. Eles farão uma nova base, em concreto, e recolocarão as pedras. Uma terceira equipe fará o serviço elétrico e hidrossanitário, e uma última cuidará do paisagismo. O prazo total para conclusão da obra é de 10 meses.



OBRAS

Estrada do Perau ganha nova iluminação

Será inaugurada hoje, às 21h, a nova rede de iluminação da Estrada do Perau, em Santa Maria. Foram instalados 34 postes com lâmpadas de 250 watts, em um trecho de 1,2 quilômetro. O investimento foi de R$ 127.493,06. A solenidade será no primeiro mirante da estrada.



TRÂNSITO

Curva perigosa

Moradores de entorno do viaduto reclamam da insegurança

Qualquer barulho diferente é motivo para as famílias que vivem no conjunto de casas próximas ao viaduto da rodoviária, no entroncamento da BR-158 com a BR-287 (Faixa Nova de Camobi), ficarem em alerta. Desde a terça-feira da semana passada, quando um caminhão, carregado com 10 mil toneladas de polietileno, atingiu uma das residências, as 11 pessoas que residem no local não têm mais sossego.

– Há três noites não estou conseguindo dormir. Tenho medo que aconteça outro acidente – diz o secretário parlamentar Rodrigo Iserhard da Silva, 28 anos, cuja casa foi atingida pelo caminhão.

O carro de Silva teve o parabrisa quebrado e o capô amassado. A garagem ficou destruída. O quarto do sobrinho do morador foi arrastado para cima da garagem. Não havia ninguém no local que foi atingido pelo veículo pesado.

O trecho, em forma de curva, é usado por quem está na BR-287 (sentido Camobi-Centro) e quer acessar a BR-158. Silva, que reside no local há oito anos, diz que os acidentes são frequentes, porque, na maioria das vezes, segundo ele, os veículos fazem a curva, que é para o lado direito, em alta velocidade. Como há um desnível na pista que “puxa” para o lado esquerdo, os caminhões de carga acabam ficando mais propensos a tombar.

Silva conta que, há cerca de cinco meses, um caminhão carregado de refrigerantes tombou na piscina do vizinho do lado. Segundo ele, esse morador construiu um muro de concreto para dar um pouco mais de segurança para o pátio da casa.

O problema – As famílias que vivem no local atribuem os acidentes à falta de sinalização. Elas acreditam que, se houvesse redutores de velocidade perto do viaduto, os veículos diminuiriam a velocidade para fazer a curva. Outro pedido é a construção de uma mureta de concreto no entorno da curva, pois as árvores que serviam de proteção para as casas foram derrubadas no acidente com o caminhão, no último dia 1º.

– Eu iria me sentir melhor se tivesse uma proteção – desabafa Silva.

A reinvidicação é antiga. Em dezembro de 2003, o Diário fez uma reportagem sobre o assunto, quando um jovem de 29 anos perdeu a vida no local. Na época, Eroni Rosa, cunhado de Silva, construiu uma capelinha com imagens de santos para proteger as casas. Passados sete anos, a única coisa que mudou nas imediações foi a colocação de placas sinalizando a curva.

Os acessos à BR-158 foram construídos na década de 90, com a inauguração da Faixa Nova de Camobi, e eram de responsabilidade do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer). No ano passado, ela passou a ser administrada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

O engenheiro residente do Dnit em Santa Maria, Olivar Behegaray de Azevedo, diz que vai propor a construção de uma mureta de concreto ou de uma defensa (guarda feita de lata) na lateral da curva. A proposta será encaminhada para a segunda fase do projeto de Conservação Rodoviária e Manutenção (Crema), que deverá começar as atividades em outubro deste ano.

Quanto à colocação de redutores de velocidade, Azevedo diz que não há como fazer isso, pois dificultará a subida dos veículos. Ele ressalta que há placas sinalizando a velocidade no local, que é de 60 km/h e que o que falta para os motoristas é educação no trânsito.



EDUCAÇÃO

A demora para terminar a escola

De cem estudantes que entram no Ensino Médio em Santa Maria, menos de 35 concluem o curso em três anos

A qualidade da educação brasileira, volta e meia, é posta em xeque. E, nesta semana, uma pesquisa trouxe mais uma revelação desagradável para esse cenário. Segundo dados de 2009 fornecidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) à ONG Todos Pela Educação – movimento da iniciativa privada que trabalha pela melhoria da Educação Básica no país –, 23 de cada 100 estudantes do Ensino Fundamental estão atrasados nos estudos. No Ensino Médio, 34 de 100 se atrasam ao longo da vida escolar.

Esse atraso demonstrado em porcentagem é tecnicamente chamado de distorção idade-série. E, segundo especialistas, pode ocorrer por três motivos: quando a criança entra mais tarde na escola, quando o aluno abandona os estudos e retorna e quando o aluno é reprovado.

Para o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP) Ocimar Munhoz Alavarse, a repetência pode ser apontada como a principal vilã da história.

– O ideal seria que ninguém reprovasse. Todas as crianças deveriam estar oito ou nove anos no Ensino Fundamental. As altas taxas de reprovação e de repetência não estão produzindo os efeitos de aprendizagem esperados – afirma o professor.

No Rio Grande do Sul, a taxa de aprovação no Ensino Médio é de 65,3%, uma das mais baixas do país. E talvez isso colabore para que o Estado não esteja tão bem na foto no ranking nacional da defasagem: 10º lugar. Considerando todas as redes de ensino, os gaúchos estão dentro da média nacional na categoria Ensino Fundamental. Obtiveram 22,2%, quando o geral é 23,3%. No mesmo quesito, no Ensino Médio, há mais alunos fora de compasso – a média nacional é 34,4% e temos 32%.

Porém, os resultados da rede privada elevaram a média gaúcha. A distorção idade-série na rede pública é seis vezes maior do que na particular em qualquer nível de ensino (diferença de 23,9% contra 3,9% no Fundamental e 35,3% para 5,9% no Médio). Na maioria das cidades gaúchas, a defasagem é maior nos três últimos anos da Educação Básica.

A região – Em 2009, só na região de abrangência do Diário, seis cidades (veja quadro) registravam maior porcentagem de alunos em situação de atraso nas escolas de Ensino Médio da rede pública do que a média estadual (Dona Francisca, Itaara, Jaguari, Santa Maria, São João do Polêsine e Silveira Martins) e 13 cidades superavam ou igualavam também o índice nacional (Caçapava do Sul, Dilermando de Aguiar, Formigueiro, Jari, Júlio de Castilhos, Lavras do Sul, Rosário do Sul, Santa Margarida do Sul, Santana da Boa Vista, São Gabriel, São Sepé, Tupanciretã e Unistalda).

Santa Maria quase alcançou o índice nacional, com 34,1%, mas de todos os municípios citados, Santa Margarida do Sul apresentou a maior distorção idade-série: 51,9%.

Ter mais da metade dos alunos secundaristas atrasados nos estudos não é uma informação abonadora, mas a causa dessa situação pode estar no cerne de um antigo mal que assolou a educação gaúcha: a insuficiência do transporte escolar. Segundo a titular da 19ª Coordenadoria Estadual de Educação (CRE), Meire Torres Aguer Garagorry, a única escola de Ensino Médio do município fica na zona rural:

– Santa Margarida foi emancipada de São Gabriel há poucos anos, e sua única escola de Ensino Médio é distante, fica na zona rural. Creio que a dificuldade de acesso possa ter levado a esse dado – comentou a coordenadora.

A qualidade da educação brasileira, volta e meia, é posta em xeque. E, nesta semana, uma pesquisa trouxe mais uma revelação desagradável para esse cenário. Segundo dados de 2009 fornecidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) à ONG Todos Pela Educação – movimento da iniciativa privada que trabalha pela melhoria da Educação Básica no país –, 23 de cada 100 estudantes do Ensino Fundamental estão atrasados nos estudos. No Ensino Médio, 34 de 100 se atrasam ao longo da vida escolar.

Esse atraso demonstrado em porcentagem é tecnicamente chamado de distorção idade-série. E, segundo especialistas, pode ocorrer por três motivos: quando a criança entra mais tarde na escola, quando o aluno abandona os estudos e retorna e quando o aluno é reprovado.

Para o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP) Ocimar Munhoz Alavarse, a repetência pode ser apontada como a principal vilã da história.

– O ideal seria que ninguém reprovasse. Todas as crianças deveriam estar oito ou nove anos no Ensino Fundamental. As altas taxas de reprovação e de repetência não estão produzindo os efeitos de aprendizagem esperados – afirma o professor.

No Rio Grande do Sul, a taxa de aprovação no Ensino Médio é de 65,3%, uma das mais baixas do país. E talvez isso colabore para que o Estado não esteja tão bem na foto no ranking nacional da defasagem: 10º lugar. Considerando todas as redes de ensino, os gaúchos estão dentro da média nacional na categoria Ensino Fundamental. Obtiveram 22,2%, quando o geral é 23,3%. No mesmo quesito, no Ensino Médio, há mais alunos fora de compasso – a média nacional é 34,4% e temos 32%.

Porém, os resultados da rede privada elevaram a média gaúcha. A distorção idade-série na rede pública é seis vezes maior do que na particular em qualquer nível de ensino (diferença de 23,9% contra 3,9% no Fundamental e 35,3% para 5,9% no Médio). Na maioria das cidades gaúchas, a defasagem é maior nos três últimos anos da Educação Básica.

A região – Em 2009, só na região de abrangência do Diário, seis cidades (veja quadro) registravam maior porcentagem de alunos em situação de atraso nas escolas de Ensino Médio da rede pública do que a média estadual (Dona Francisca, Itaara, Jaguari, Santa Maria, São João do Polêsine e Silveira Martins) e 13 cidades superavam ou igualavam também o índice nacional (Caçapava do Sul, Dilermando de Aguiar, Formigueiro, Jari, Júlio de Castilhos, Lavras do Sul, Rosário do Sul, Santa Margarida do Sul, Santana da Boa Vista, São Gabriel, São Sepé, Tupanciretã e Unistalda).

Santa Maria quase alcançou o índice nacional, com 34,1%, mas de todos os municípios citados, Santa Margarida do Sul apresentou a maior distorção idade-série: 51,9%.

Ter mais da metade dos alunos secundaristas atrasados nos estudos não é uma informação abonadora, mas a causa dessa situação pode estar no cerne de um antigo mal que assolou a educação gaúcha: a insuficiência do transporte escolar. Segundo a titular da 19ª Coordenadoria Estadual de Educação (CRE), Meire Torres Aguer Garagorry, a única escola de Ensino Médio do município fica na zona rural:

– Santa Margarida foi emancipada de São Gabriel há poucos anos, e sua única escola de Ensino Médio é distante, fica na zona rural. Creio que a dificuldade de acesso possa ter levado a esse dado – comentou a coordenadora.



AVALIAÇÃO

Enem vai substituir o Enade

Estudantes que ingressarem em cursos de graduação em 2011 não precisarão fazer o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), o ex-Provão, desde que tenham prestado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A decisão foi tomada pelo Ministério da Educação (MEC), que concluiu que o Enade – realizado no final do primeiro e no último ano da faculdade – não representa a melhor avaliação do conhecimento do aluno recém-chegado do Ensino Médio.

A mudança era desejada também por instituições de Ensino Superior, já que o cálculo de conceitos como Indicador de Diferença dentre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), que mede o conhecimento adquirido pelo aluno durante a graduação, fica prejudicado.

Feito a cada três anos, os resultados do Enade compõem índices de qualidade de instituições de Ensino Superior, como o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos (IGC).



Política | 10/02/2011 | 11h32min


Banco Mundial confirma empréstimo de R$ 670 milhões ao Estado

Tarso Genro se reuniu com representantes do banco em Brasília


Em reunião realizada em Brasília, o Banco Mundial aprovou o empréstimo de R$ 670 milhões ao Rio Grande do Sul. Tarso Genro se reuniu com a diretoria da instituição e apresentou o pedido de financiamento. Ao final do encontro, o governador anunciou a formalização do empréstimo ao Estado.

De acordo com Tarso, a maior parte da verba será destinada para ações sociais. O governador também afirmou que os diretores do Banco Mundial sinalizaram com a possibilidade de um aumento no empréstimo para investimento em prevenção de desastres naturais.

A expectativa é que os R$ 670 milhões cheguem ao Rio Grande do Sul entre outubro e novembro deste ano.



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