Quinta morte de operário em quatro dias na Região Metropolitana alerta autoridades
Aquecimento da economia e exigência de produtividade estão entre fontes de riscos para aumento no número de óbitos
Bombeiros e Samu trabalharam por 40 minutos para tentar reanimar o operário ontem, na Capital
A onda de mortes que vitimou cinco operários em apenas quatro dias, na Região Metropolitana, é vista por especialistas como indício de que o perigo de acidentes de trabalho está aumentando no Estado.
Aquecimento da economia, aumento da demanda por serviços, maior quantidade de materiais manuseados e exigência de produtividade, sem a devida preocupação com regras de segurança, são apontados como novas fontes de risco. Para representantes do setor da construção civil, porém, a fiscalização também apresenta deficiências.
A sequência de mortes de trabalhadores, que completou cinco vítimas ontem pela manhã com o desabamento de um portão de metal sobre o operário Amauri Domingues Filho, 39 anos, no cais do porto da Capital, deixou em alerta autoridades, sindicalistas e empresários.
As estatísticas oficiais apresentam dados até 2010, quando o Estado vinha mantendo uma tendência de queda na taxa de mortes para cada 100 mil operários.
De 10 mortos por 100 mil, em 2000, uma década depois o índice estava em cinco. Em dados absolutos, a quantia de vítimas vem oscilando.
Segundo o chefe da seção de Segurança e Saúde no Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, Marco Antônio Ballejo Canto, os registros de 2011 (que só devem ser divulgados em outubro pelo INSS) e de 2012 deverão retratar o novo cenário de periculosidade quando estiverem disponíveis:
— O aquecimento da economia gera mais demanda por serviços, isso faz com que se coloquem pessoas sem tanta qualificação. Às vezes, também é necessário trabalhar com mais rapidez.
Ele afirma que o órgão deverá avaliar os casos para decidir que novas ações de prevenção e fiscalização podem ser adotadas. No ano passado, foram 10 mil vistorias no Estado.
O procurador do Ministério Público do Trabalho Phillippe Gomes Jardim acompanha com “preocupação” as ocorrências dos últimos dias. Ele afirma que serão abertos inquéritos para cada um dos acidentes desta semana.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Porto Alegre, Valter Souza, acredita que há descuido das empresas, enquanto o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon), Paulo Garcia, afirma que os empresários estão mais preocupados com a segurança. Ele acredita que também há falhas de fiscalização.
Aquecimento da economia, aumento da demanda por serviços, maior quantidade de materiais manuseados e exigência de produtividade, sem a devida preocupação com regras de segurança, são apontados como novas fontes de risco. Para representantes do setor da construção civil, porém, a fiscalização também apresenta deficiências.
A sequência de mortes de trabalhadores, que completou cinco vítimas ontem pela manhã com o desabamento de um portão de metal sobre o operário Amauri Domingues Filho, 39 anos, no cais do porto da Capital, deixou em alerta autoridades, sindicalistas e empresários.
As estatísticas oficiais apresentam dados até 2010, quando o Estado vinha mantendo uma tendência de queda na taxa de mortes para cada 100 mil operários.
De 10 mortos por 100 mil, em 2000, uma década depois o índice estava em cinco. Em dados absolutos, a quantia de vítimas vem oscilando.
Segundo o chefe da seção de Segurança e Saúde no Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, Marco Antônio Ballejo Canto, os registros de 2011 (que só devem ser divulgados em outubro pelo INSS) e de 2012 deverão retratar o novo cenário de periculosidade quando estiverem disponíveis:
— O aquecimento da economia gera mais demanda por serviços, isso faz com que se coloquem pessoas sem tanta qualificação. Às vezes, também é necessário trabalhar com mais rapidez.
Ele afirma que o órgão deverá avaliar os casos para decidir que novas ações de prevenção e fiscalização podem ser adotadas. No ano passado, foram 10 mil vistorias no Estado.
O procurador do Ministério Público do Trabalho Phillippe Gomes Jardim acompanha com “preocupação” as ocorrências dos últimos dias. Ele afirma que serão abertos inquéritos para cada um dos acidentes desta semana.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Porto Alegre, Valter Souza, acredita que há descuido das empresas, enquanto o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon), Paulo Garcia, afirma que os empresários estão mais preocupados com a segurança. Ele acredita que também há falhas de fiscalização.
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