Funcionários do Estado trabalham em prédio condenado no Centro da Capital
Edifício do governo, no Centro da Capital, teve parte de dois andares interditada após incêndio. Funcionários estão temerosos
Dois andares foram destruídos pelo fogo
Um prédio público, no Centro da Capital, em que trabalham 750 servidores, não tem Habite-se nem Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI). Adquirido pelo governo do Estado na década de 60, o edifício Othelo Rosa, na Rua Carlos Chagas, abriga a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Fepam, Metroplan, Jus Mulher e a biblioteca José Lutzenberger.
Há 20 dias, um incêndio destruiu documentos e equipamentos do setor de informática da Metroplan. Parte dos primeiro e segundo andares foi interditada, obrigando o órgão a remanejar funcionários para outros setores do prédio. Segundo a Secretaria Estadual de Administração, até o final do ano, o imóvel de 12 pavimentos será desocupado, reformado e vendido.
Marquise é um risco
Em visita ao prédio, ontem, a reportagem constatou que os problemas não se restringem apenas ao interior. Na parte externa, há sinais de deterioração. A marquise da fachada no lado da Avenida Júlio de Castilhos é sustentada por escoras de madeira desde julho do ano passado.
Vidros estão quebrados
Entre os funcionários, o clima é de insegurança. Um deles, que pediu para não se identificar, disse que o calor provocado pelo incêndio foi tão intenso que estourou vidros e danificou aparelhos de ar-condicionado em andares superiores. Lembrou, também, que, ainda nos anos 90, a Secretaria de Educação deixou o local devido à precariedade da rede elétrica.
Laudo descarta abalo estrutural
O diretor do Departamento de Administração do Patrimônio do Estado, Otto Luís Boutros, disse que o laudo expedido pela Cientec afirma que não houve abalo na estrutura do prédio. Em 30 dias, o Instituto Geral de Perícias deverá se manifestar sobre as causas do incêndio. Quanto à situação irregular do imóvel, Otto diz que o caso é tratado pela Procuradoria-Geral do Estado.
- O prédio está numa área foreira (de domínio da União), que foi aterrada, o que causa a dificuldade de regularização. Isto é, o Estado tem a posse, mas não a matrícula do imóvel. Por isto, não consegue regularizá-lo - explicou Otto.
Ele afirmou que procura alternativas para realocar os órgãos que funcionam no prédio.
Saiba mais
- O governo do Estado tem cerca de 18 mil imóveis
- E, mesmo assim, gasta cerca de R$ 50 milhões por ano com locação de prédios
Há 20 dias, um incêndio destruiu documentos e equipamentos do setor de informática da Metroplan. Parte dos primeiro e segundo andares foi interditada, obrigando o órgão a remanejar funcionários para outros setores do prédio. Segundo a Secretaria Estadual de Administração, até o final do ano, o imóvel de 12 pavimentos será desocupado, reformado e vendido.
Marquise é um risco
Em visita ao prédio, ontem, a reportagem constatou que os problemas não se restringem apenas ao interior. Na parte externa, há sinais de deterioração. A marquise da fachada no lado da Avenida Júlio de Castilhos é sustentada por escoras de madeira desde julho do ano passado.
Vidros estão quebrados
Entre os funcionários, o clima é de insegurança. Um deles, que pediu para não se identificar, disse que o calor provocado pelo incêndio foi tão intenso que estourou vidros e danificou aparelhos de ar-condicionado em andares superiores. Lembrou, também, que, ainda nos anos 90, a Secretaria de Educação deixou o local devido à precariedade da rede elétrica.
Laudo descarta abalo estrutural
O diretor do Departamento de Administração do Patrimônio do Estado, Otto Luís Boutros, disse que o laudo expedido pela Cientec afirma que não houve abalo na estrutura do prédio. Em 30 dias, o Instituto Geral de Perícias deverá se manifestar sobre as causas do incêndio. Quanto à situação irregular do imóvel, Otto diz que o caso é tratado pela Procuradoria-Geral do Estado.
- O prédio está numa área foreira (de domínio da União), que foi aterrada, o que causa a dificuldade de regularização. Isto é, o Estado tem a posse, mas não a matrícula do imóvel. Por isto, não consegue regularizá-lo - explicou Otto.
Ele afirmou que procura alternativas para realocar os órgãos que funcionam no prédio.
Saiba mais
- O governo do Estado tem cerca de 18 mil imóveis
- E, mesmo assim, gasta cerca de R$ 50 milhões por ano com locação de prédios
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