Levantamento revela que áreas afastadas do centro da Capital passaram a atrair moradores de rua
Pesquisa realizada pela Fundação de Assistência Social e Cidadania também aponta crescimento no número dessa fatia da população
Centro é o local que mais concentra moradores de rua em Porto Alegre
A região central da Porto Alegre é a preferida pelos moradores de rua por causa do movimento, mas áreas periféricas da cidade também atraem o grupo especialmente pela presença de abrigos ou albergues.
O mapeamento e o comportamento dessa fatia da população constam de uma pesquisa realizada pela Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), que mostrou ainda o crescimento no número desse contingente – de 1.203 em 2007 para 1.347 em 2011 (11,97%).
Passados quatro anos desde a primeira pesquisa, o Centro continua sendo o local que mais concentra moradores de rua – 27,3% ficam por lá. Eles são atraídos pela movimentação intensa nesse trecho da cidade, pelos serviços públicos e pela possibilidade de obter esmolas ou dinheiro por guardar veículos.
Logo depois aparecem dois bairros centrais que tiveram uma pequena redução na presença do grupo, o Floresta (15,9% para 10%) e o Menino Deus (11,7% para 7,7%).
Em áreas mais afastadas, a descentralização do atendimento aos sem-teto pode tê-los influenciado a procurar por essas regiões. Um crescimento foi verificado no bairro Navegantes, na Zona Norte, que passou de 2,8% para 7,6%. No bairro fica o Albergue Felipe Diel.
De acordo com a assistente social Marta Borba, da Assessoria de Planejamento da Fasc, é comum que moradores de rua permaneçam nas proximidades de albergues durante o dia para garantir uma cama à noite – sinal claro de que faltam vagas.
Se todos os 1.347 moradores de rua resolvessem se recolher aos albergues (onde podem só dormir) e abrigos (onde podem morar) da cidade, sobrariam 514 pessoas – há 883 lugares nas 10 unidades próprias ou conveniadas da Fasc. O drama não se restringe ao atendimento social.
Como quase metade dessa população declara ter dependência de drogas ou álcool, talvez os 514 restantes procurassem atendimento no sistema municipal de saúde. Mas encontrariam somente 448 leitos – os 66 que sobrassem não conseguiriam assistência.
Segundo a coordenadora da proteção Social Especial de Média Complexidade da Fasc, Suely Santos, moradores de rua consistem em um fenômeno antigo nas grandes cidades:
— É gerado pela falta de renda e emprego e pela necessidade de serviços de saúde e educação.
O mapeamento e o comportamento dessa fatia da população constam de uma pesquisa realizada pela Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), que mostrou ainda o crescimento no número desse contingente – de 1.203 em 2007 para 1.347 em 2011 (11,97%).
Passados quatro anos desde a primeira pesquisa, o Centro continua sendo o local que mais concentra moradores de rua – 27,3% ficam por lá. Eles são atraídos pela movimentação intensa nesse trecho da cidade, pelos serviços públicos e pela possibilidade de obter esmolas ou dinheiro por guardar veículos.
Logo depois aparecem dois bairros centrais que tiveram uma pequena redução na presença do grupo, o Floresta (15,9% para 10%) e o Menino Deus (11,7% para 7,7%).
Em áreas mais afastadas, a descentralização do atendimento aos sem-teto pode tê-los influenciado a procurar por essas regiões. Um crescimento foi verificado no bairro Navegantes, na Zona Norte, que passou de 2,8% para 7,6%. No bairro fica o Albergue Felipe Diel.
De acordo com a assistente social Marta Borba, da Assessoria de Planejamento da Fasc, é comum que moradores de rua permaneçam nas proximidades de albergues durante o dia para garantir uma cama à noite – sinal claro de que faltam vagas.
Se todos os 1.347 moradores de rua resolvessem se recolher aos albergues (onde podem só dormir) e abrigos (onde podem morar) da cidade, sobrariam 514 pessoas – há 883 lugares nas 10 unidades próprias ou conveniadas da Fasc. O drama não se restringe ao atendimento social.
Como quase metade dessa população declara ter dependência de drogas ou álcool, talvez os 514 restantes procurassem atendimento no sistema municipal de saúde. Mas encontrariam somente 448 leitos – os 66 que sobrassem não conseguiriam assistência.
Segundo a coordenadora da proteção Social Especial de Média Complexidade da Fasc, Suely Santos, moradores de rua consistem em um fenômeno antigo nas grandes cidades:
— É gerado pela falta de renda e emprego e pela necessidade de serviços de saúde e educação.
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