terça-feira, 10 de abril de 2012

Patrocinada pelo governo federal, redução de juros ao consumidor começa a valer a partir desta semana


Diminuição de taxas pela Caixa entrou em vigor na segunda-feira, e a do Banco do Brasil terá início na quinta


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A ofensiva patrocinada pelo governo federal para baixar os juros no Brasil começou na prática na segunda-feira, com a redução imediata das taxas cobradas pela Caixa para os seus 25 milhões de clientes.

Apesar de ter sido o primeiro a fazer o anúncio, na quarta-feira da semana passada, a nova tabela do Banco do Brasil (BB) começa a valer na próxima quinta.

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Além de cortar juros para pessoa física e empresas, a Caixa promete ampliar o volume de crédito disponível no mercado. Apenas nas linhas que ficaram com os custos menores, a previsão é liberar R$ 71 bilhões até o final do ano.

Ao mesmo tempo, no entanto, pretende prestar orientação para que a facilidade não se transforme em endividamento descontrolado.

Poder ter taxas mais em conta e possibilidade até de isenção de tarifas, porém, não será para todos. Dependerá do chamado relacionamento do cliente com o banco.

Diversos critérios para chegar ao nível mínimo

Ter direito ao patamar mais baixo no cheque especial, por exemplo, dependerá de uma análise que leva em conta a utilização de outros produtos do banco pelo cliente.

Conforme a Caixa, é feita uma pontuação que considera a existência de conta salário, conta poupança, aplicações em CDB, fundos e letras de crédito imobiliário. O escore depende ainda de volume aplicado e movimentação financeira.

O presidente da Caixa, Jorge Hereda, afirma que, com o pacote de corte nos juros, será possível atrair um número maior de clientes:

— Queremos ter a terceira maior carteira de crédito do mercado.

Semana passada, o BB anunciou queda média de 35% nas taxas, incluindo crédito pessoal, consignado e financiamento de veículos, entre outras linhas. A ação faz parte da estratégia do governo para forçar os bancos privados a também reduzirem os seus custos e assim dar um novo empurrão no consumo.

— A queda dos juros é muito forte e foi feita por grandes bancos. Os outros vão ter que seguir — avalia o presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira.

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