terça-feira, 10 de abril de 2012

Procurador-geral eleitoral nega pedido do PSD de aumento da participação em fundo partidário


PSD solicitava direito ao rateio proporcional por ter uma das maiores bancadas da Câmara


Enviar para um amigo
 

O procurador-geral eleitoral, Roberto Gurgel, deu parecer contrário ao pedido do Partido Social Democrático (PSD) de ter acesso à parte do Fundo Partidário baseado na representação que tem na Câmara dos Deputados. Ele enviou nesta terça-feira ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que vai julgar o caso, o voto dele.
De acordo com o procurador, o pleito não pode ser atendido, porque o PSD foi criado em setembro do ano passado e não participou das eleições de 2010.
Gurgel disse que apenas as legendas que disputaram as eleições e tiveram resultado final apurado pela Justiça Eleitoral têm direito de participar da divisão do montante de 95% do total do fundo, "na proporção dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados".
Em seu parecer, Roberto Gurgel disse que no sistema eleitoral brasileiro não existe a possibilidade de alguém concorrer a eleição popular sem ser filiado a partido político e escolhido em convenção. Esclareceu, também, que a votação nominal do candidato, no pleito proporcional pertence ao partido ao qual está filiado.
De acordo com a legislação, todos os partidos têm direito a dividir 5% do fundo. Os 95% restantes são distribuídos levando em consideração os votos recebidos nas últimas eleições para deputado federal. O PSD argumenta que tem direito ao rateio proporcional por ter uma das maiores bancadas da Câmara.
Atualmente, o partido tem 47 parlamentares que migraram de outros partidos. Além de uma fatia maior do fundo partidário, o PSD também cobra mais tempo de televisão e rádio nas eleições na ação que tramita no TSE.
O PSD também entrou com ação no Supremo Tribunal Federal para cobrar a participação proporcional nas comissões permanentes e temporárias da Câmara dos Deputados. No entanto, o ministro Carlos Ayres Britto negou o pedido alegando que o PSD não pode pretender o mesmo tratamento de partidos políticos que já passaram pelo "teste das urnas".

Nenhum comentário:

Postar um comentário