Ministério Público tomará depoimento de servidora da Assembleia na quarta-feira
Situação funcional de recepcionista do Legislativo está sendo investigada
O Ministério Público pretende ouvir no dia 18 a servidora da Assembleia Lídia Rosa Schons, que ganha salário bruto de R$ 24,3 mil sem cumprir jornada integral de trabalho.
Lídia, flagrada por ZH passeando com um cachorro e fazendo compras em horário em que deveria estar trabalhando, disse que tinha autorização para sair mais cedo do trabalho para cuidar da mãe doente. ZH confirmou ontem que a mãe de Lídia morreu em 1987.
Quando conversou com ZH, na tarde de 26 de junho, Lídia admitiu trabalhar das 8h30min às 13h30min. Disse que podia se ausentar durante o expediente para prestar atendimento à mãe, que morava com ela. Explicou que a mãe fazia confusão com remédios. Por isso, precisaria de supervisão. Depois da publicação da notícia, na edição de terça-feira de ZH, a informação de que a mãe dela já estaria morta foi repassada à reportagem.
Lei prevê licença
pré-aposentadoria
ZH falou ontem com o advogado de Lídia, João Elias Grabatto, que afirmou não ter nada a comentar sobre o caso. O deputado Paulo Azeredo (PDT), chefe direto dela, disse desconhecer detalhes da vida familiar da servidora e informou que desde quarta-feira ela não aparece no trabalho. Ele acredita que Lídia esteja gozando a licença pré-aposentadoria a que tem direito com base em lei.
— Esperava ela para trabalhar. Não nos informou nada. Mas ela pediu aposentadoria, tem direito a essa licença. Só a administração da Casa pode confirmar se ela entrou em licença ou não — afirmou o pedetista.
O superintendente-geral da Assembleia, Fabiano Geremia, explicou que a concessão de licença para aguardar a conclusão do processo de aposentadoria é automática. Como ela protocolou pedido de aposentadoria em 11 de junho, a partir de 11 de julho passou a ter direito ao benefício.
Se preencher todos os requisitos legais, Lídia deve se aposentar incorporando aos vencimentos a função gratificada (FG) que ocupa, de R$ 10.491,12, a terceira maior da Casa. Com isso, gozará do salário bruto que tem hoje. A análise da aposentadoria é feita pela procuradoria da Assembleia. Depois, o procedimento tem de ser homologado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Mas como a situação funcional de Lídia está sob investigação pelo Ministério Público e pelo Ministério Público de Contas, se for constatada alguma irregularidade no recebimento da função gratificada ou no cumprimento da jornada de trabalho, Lídia pode perder eventual direito de incorporar a FG.
Lídia, flagrada por ZH passeando com um cachorro e fazendo compras em horário em que deveria estar trabalhando, disse que tinha autorização para sair mais cedo do trabalho para cuidar da mãe doente. ZH confirmou ontem que a mãe de Lídia morreu em 1987.
Quando conversou com ZH, na tarde de 26 de junho, Lídia admitiu trabalhar das 8h30min às 13h30min. Disse que podia se ausentar durante o expediente para prestar atendimento à mãe, que morava com ela. Explicou que a mãe fazia confusão com remédios. Por isso, precisaria de supervisão. Depois da publicação da notícia, na edição de terça-feira de ZH, a informação de que a mãe dela já estaria morta foi repassada à reportagem.
Lei prevê licença
pré-aposentadoria
ZH falou ontem com o advogado de Lídia, João Elias Grabatto, que afirmou não ter nada a comentar sobre o caso. O deputado Paulo Azeredo (PDT), chefe direto dela, disse desconhecer detalhes da vida familiar da servidora e informou que desde quarta-feira ela não aparece no trabalho. Ele acredita que Lídia esteja gozando a licença pré-aposentadoria a que tem direito com base em lei.
— Esperava ela para trabalhar. Não nos informou nada. Mas ela pediu aposentadoria, tem direito a essa licença. Só a administração da Casa pode confirmar se ela entrou em licença ou não — afirmou o pedetista.
O superintendente-geral da Assembleia, Fabiano Geremia, explicou que a concessão de licença para aguardar a conclusão do processo de aposentadoria é automática. Como ela protocolou pedido de aposentadoria em 11 de junho, a partir de 11 de julho passou a ter direito ao benefício.
Se preencher todos os requisitos legais, Lídia deve se aposentar incorporando aos vencimentos a função gratificada (FG) que ocupa, de R$ 10.491,12, a terceira maior da Casa. Com isso, gozará do salário bruto que tem hoje. A análise da aposentadoria é feita pela procuradoria da Assembleia. Depois, o procedimento tem de ser homologado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Mas como a situação funcional de Lídia está sob investigação pelo Ministério Público e pelo Ministério Público de Contas, se for constatada alguma irregularidade no recebimento da função gratificada ou no cumprimento da jornada de trabalho, Lídia pode perder eventual direito de incorporar a FG.
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