quinta-feira, 5 de abril de 2012

Maior geração de energia eólica atrai fábricas de equipamento para o Rio Grande do Sul


Estado tem perspectiva de produzir 1,5 mil megawatts até 2016 e negocia instalação de indústrias


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Maior geração de energia eólica atrai fábricas de equipamento para o Rio Grande do Sul Genaro Joner/Agencia RBS
Aproveitando a força dos ventos no litoral gaúcho, a EDP inaugura hoje, em Tramandaí, parque com capacidade para gerar 70 megawatts

No dia em que mais um parque eólico é inaugurado no Rio Grande do Sul – a EDP marca a estreia de seus 70 megawatts em Tramandaí –, o Estado renova a esperança para atrair uma fábrica de aerogeradores (equipamentos que transformam vento em energia elétrica) ainda neste ano.

Com a perspectiva de gerar 1,5 mil megawatts (MW) até 2016, o Rio Grande do Sul negocia com duas fabricantes estrangeiras.

O investimento esperado de cada uma varia de R$ 50 milhões a R$ 200 milhões. Na Secretaria de Desenvolvimento e Promoção de Investimentos, as negociações são consideradas difíceis, mas há confiança de que até o final do ano ao menos um investimento possa ser confirmado.

— Há negociações bem encaminhadas e, se uma dessas empresas confirmar investimento, já será uma vitória — afirma Junico Antunes, secretário adjunto da secretaria.

Embora o governo não confirme o nome das empresas, o setor aponta como alvo a argentina Impsa e a espanhola Gamesa, que já têm contratos de fornecimento com consórcios que erguerão parques eólicos no Estado.

Fator determinante para tentar atrair as empresas, o avanço gaúcho nos leilões de energia tem pesado a favor do Estado nas negociações. O Rio Grande do Sul receberá novos parques nos próximos anos.

A Impsa tem uma fábrica em Pernambuco que produz cerca de 400 máquinas anuais. A empresa soma 530 MW em turbinas instaladas no Ceará e em Santa Catarina. A Gamesa inaugurou no ano passado uma fábrica em Camaçari, na Bahia. A unidade vai produzir 150 motores por ano, capazes de gerar 300 MW no total.

Política industrial agradou ao setor

Atentas aos negócios, empresas gaúchas traçam parcerias com empreendedores nacionais e internacionais. Ricardo Rosito, diretor da Renobrax, negocia com duas empresas a instalação de uma fábrica de torres no Estado. O anúncio pode ocorrer nos próximos meses.

— O plano de estímulos que o Estado anunciou na semana passada agradou ao setor — afirma Rosito, que também é presidente do Sindicato da Energia Eólica no Rio Grande do Sul.

"A primeira região é o Nordeste"
Steve Sawyer, secretário-geral do Conselho Global de Energia Eólica, entidade com sede na Bélgica, esteve na quarta-feira no Estado para conhecer a geração de energia a partir dos ventos. Confira os principais trechos da entrevista a ZH.

Zero Hora – O Estado tem potencial para se tornar um importante polo eólico?

Steve Sawyer –
Aqui há um bom poder de geração de energia, boa infraestrutura e um ambiente de negócios positivo.

ZH – Fabricantes mundiais conhecem esse potencial?

Sawyer –
Quando se fala em energia eólica no Brasil, a primeira região que vem à cabeça é o Nordeste. Mas aqui (no Sul) há um potencial que deve ser visto.

ZH – O que o Estado precisa para receber mais investimentos?

Sawyer –
É importante que haja mais divulgação no mundo. O potencial precisa ser mostrado.

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