Número de padres está em crescimento no Brasil
Em dois anos, contingente de sacerdotes cresceu 7,6% em todo o país e 2,7% no Rio Grande do Sul
Alisson Brunetto, 26 anos, teve apoio de familiares para deixar Santa Catarina e se tornar padre diocesano no Rio Grande do Sul
Nesta Quinta-Feira Santa, quando a Igreja Católica celebra a instituição do sacerdócio, as autoridades religiosas poderão comemorar uma progressiva recuperação no número de padres verificada no Brasil.
O crescimento das vocações, porém, deixou de ser puxado por antigos celeiros de presbíteros, como o Rio Grande do Sul, em favor de novas regiões como o Nordeste.
Enquanto o contingente de sacerdotes cresceu 7,6% em dois anos em todo o país, no Estado o avanço do clero ficou em 2,7%. Os dados do mais recente Censo da Igreja Católica no Brasil – que tem como data-base o ano de 2010 mas apresenta dados válidos para até 2012, por estimar o número de religiosos que se formariam nesse intervalo – contrariam a noção comum de que o clero vem minguando.
Depois de uma perda de religiosos nos anos 70 e da estagnação dos anos 80, nas últimas duas décadas as ordenações vêm crescendo em ritmo mais intenso do que o da população no Brasil.
Entre 1990 e 2010, enquanto o número de brasileiros aumentou em quase um terço, a quantidade de presbíteros saltou 55% e alcançou a marca de 22.119 devotos. A fonte para o milagre da multiplicação de sacerdotes, porém, deixaram de ser os estados sulistas, entre os quais os gaúchos ocupavam historicamente lugar de destaque.
Embora não traga dados explícitos, o texto do censo observa que “o Nordeste é, no momento, a região que tem maior índice de ingressos para a vida eclesial, tanto para os seminários diocesanos quanto para os seminários religiosos, enquanto que no Sul este índice vem diminuindo”.
Entre as hipóteses para essa inversão se encontram o perfil mais tradicional do catolicismo em muitas regiões do Nordeste, mais vinculado a rituais, a menor urbanização e a força de movimentos como a Renovação Carismática, muito presentes nas comunidades nordestinas.
Além disso, o sacerdócio representaria o acesso a condições de vida mais favoráveis em regiões muito pobres.
— No Estado, temos a questão do crescimento das cidades. Antigos celeiros, como Bom Princípio, já estão bem urbanizados, o que tende a diminuir as vocações. Além disso, no Sul as famílias vêm diminuindo muito o número de filhos — analisa o padre César Leandro Padilha, responsável pela comunicação da arquidiocese da Capital.
Apesar disso, a vocação ainda seduz seminaristas como Alisson Brunetto, 26 anos, que deixou Santa Catarina para se tornar padre diocesano no Rio Grande do Sul.
— Fui o primeiro na minha família a optar pela vida religiosa e sacerdotal. Alguns parentes até me fizeram propostas, mas sempre fui muito apoiado por todos — afirma.
O crescimento das vocações, porém, deixou de ser puxado por antigos celeiros de presbíteros, como o Rio Grande do Sul, em favor de novas regiões como o Nordeste.
Enquanto o contingente de sacerdotes cresceu 7,6% em dois anos em todo o país, no Estado o avanço do clero ficou em 2,7%. Os dados do mais recente Censo da Igreja Católica no Brasil – que tem como data-base o ano de 2010 mas apresenta dados válidos para até 2012, por estimar o número de religiosos que se formariam nesse intervalo – contrariam a noção comum de que o clero vem minguando.
Depois de uma perda de religiosos nos anos 70 e da estagnação dos anos 80, nas últimas duas décadas as ordenações vêm crescendo em ritmo mais intenso do que o da população no Brasil.
Entre 1990 e 2010, enquanto o número de brasileiros aumentou em quase um terço, a quantidade de presbíteros saltou 55% e alcançou a marca de 22.119 devotos. A fonte para o milagre da multiplicação de sacerdotes, porém, deixaram de ser os estados sulistas, entre os quais os gaúchos ocupavam historicamente lugar de destaque.
Embora não traga dados explícitos, o texto do censo observa que “o Nordeste é, no momento, a região que tem maior índice de ingressos para a vida eclesial, tanto para os seminários diocesanos quanto para os seminários religiosos, enquanto que no Sul este índice vem diminuindo”.
Entre as hipóteses para essa inversão se encontram o perfil mais tradicional do catolicismo em muitas regiões do Nordeste, mais vinculado a rituais, a menor urbanização e a força de movimentos como a Renovação Carismática, muito presentes nas comunidades nordestinas.
Além disso, o sacerdócio representaria o acesso a condições de vida mais favoráveis em regiões muito pobres.
— No Estado, temos a questão do crescimento das cidades. Antigos celeiros, como Bom Princípio, já estão bem urbanizados, o que tende a diminuir as vocações. Além disso, no Sul as famílias vêm diminuindo muito o número de filhos — analisa o padre César Leandro Padilha, responsável pela comunicação da arquidiocese da Capital.
Apesar disso, a vocação ainda seduz seminaristas como Alisson Brunetto, 26 anos, que deixou Santa Catarina para se tornar padre diocesano no Rio Grande do Sul.
— Fui o primeiro na minha família a optar pela vida religiosa e sacerdotal. Alguns parentes até me fizeram propostas, mas sempre fui muito apoiado por todos — afirma.
Nenhum comentário:
Postar um comentário