PF deverá indiciar cinco pessoas por problemas em correção de provas da Ulbra
Investigação partiu da queixa de que alunos dos cursos de EAD eram aprovados sem que os testes fossem corrigidos
Corre em segredo de Justiça o inquérito que deverá indiciar o reitor, três funcionários e um ex-funcionário da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, por supostas irregularidades no Ensino a Distância da instituição. A investigação partiu da queixa de que alunos dos cursos de EAD eram aprovados sem que as provas fossem corrigidas.
Em nota, a assessoria jurídica da Ulbra informou que ainda não teve acesso ao relatório final da Polícia Federal (PF) no inquérito sobre a EAD e que a reitoria só se manifestará quando tomar conhecimento do documento. No inquérito, que deve ser finalizado nas próximas semanas e encaminhado à Justiça, a Polícia Federal deverá indiciar o reitor da Ulbra, Marcos Fernando Ziemer, três funcionários e um ex-funcionário pelo crime de falsidade ideológica.
Entre os funcionários, estão o ex-pró-reitor de graduação, Ricardo Prates Macedo, que agora é professor, a coordenadora dos cursos de ensino a distância, Anastácia Rorig Scheer, e a funcionária do setor administrativo do ensino a distância Sandra Marise Machado. O ex-funcionário que também é deverá indiciado é o ex-diretor-geral de ensino da universidade, Airton Pozo.
Em julho do ano passado, reportagem da Rádio Gaúcha e da RBS TV revelou que alunos dos cursos de EAD eram aprovados sem que as provas fossem corrigidas. Em depoimentos, ex-funcionários do setor revelaram que recebiam orientação de superiores para que dados fossem lançados aleatoriamente com a finalidade de aprovar todos os alunos.
Alguns investigados chegaram a ingressar com habeas corpus para trancar o inquérito, o que foi rejeitado pela Justiça Federal de Canoas. O assessor jurídico da Ulbra, Jonas Dietrich, conta que um processo administrativo interno constatou as irregularidades e que o único responsável foi despedido.
— Não encontramos, fora esse único funcionário, algum tipo de culpabilidade dos demais membros da equipe em si e muito menos do reitor, que não sabia absolutamente de nada do que estava acontecendo. Ele foi pego de surpresa assim como toda comunidade da própria universidade — afirma Dietrich.
Atualmente, a Ulbra está proibida pelo Ministério da Educação de realizar vestibulares para os cursos de ensino a distância, 81 polos estão autorizados a funcionar no país e outros 198 foram descredenciados a pedido da própria universidade. No entanto, para não prejudicar os já matriculados nesses locais, o ministério autorizou que os alunos concluam seus cursos.
Na noite desta quarta, a reportagem não conseguiu contato com o ex-diretor-geral de ensino da universidade, Airton Pozo.
Contraponto
O que diz a assessoria de imprensa da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra)
A assessoria de imprensa da Ulbra informou que o reitor só irá se manifestar, se ele for citado, quando tiver acesso ao relatório. Em nota divulgada, a assessoria jurídica da instituição disse que a universidade ainda não teve acesso ao inquérito da Polícia Federal sobre a EAD, e, até onde tem conhecimento, o mesmo não está concluído.
Em nota, a assessoria jurídica da Ulbra informou que ainda não teve acesso ao relatório final da Polícia Federal (PF) no inquérito sobre a EAD e que a reitoria só se manifestará quando tomar conhecimento do documento. No inquérito, que deve ser finalizado nas próximas semanas e encaminhado à Justiça, a Polícia Federal deverá indiciar o reitor da Ulbra, Marcos Fernando Ziemer, três funcionários e um ex-funcionário pelo crime de falsidade ideológica.
Entre os funcionários, estão o ex-pró-reitor de graduação, Ricardo Prates Macedo, que agora é professor, a coordenadora dos cursos de ensino a distância, Anastácia Rorig Scheer, e a funcionária do setor administrativo do ensino a distância Sandra Marise Machado. O ex-funcionário que também é deverá indiciado é o ex-diretor-geral de ensino da universidade, Airton Pozo.
Em julho do ano passado, reportagem da Rádio Gaúcha e da RBS TV revelou que alunos dos cursos de EAD eram aprovados sem que as provas fossem corrigidas. Em depoimentos, ex-funcionários do setor revelaram que recebiam orientação de superiores para que dados fossem lançados aleatoriamente com a finalidade de aprovar todos os alunos.
Alguns investigados chegaram a ingressar com habeas corpus para trancar o inquérito, o que foi rejeitado pela Justiça Federal de Canoas. O assessor jurídico da Ulbra, Jonas Dietrich, conta que um processo administrativo interno constatou as irregularidades e que o único responsável foi despedido.
— Não encontramos, fora esse único funcionário, algum tipo de culpabilidade dos demais membros da equipe em si e muito menos do reitor, que não sabia absolutamente de nada do que estava acontecendo. Ele foi pego de surpresa assim como toda comunidade da própria universidade — afirma Dietrich.
Atualmente, a Ulbra está proibida pelo Ministério da Educação de realizar vestibulares para os cursos de ensino a distância, 81 polos estão autorizados a funcionar no país e outros 198 foram descredenciados a pedido da própria universidade. No entanto, para não prejudicar os já matriculados nesses locais, o ministério autorizou que os alunos concluam seus cursos.
Na noite desta quarta, a reportagem não conseguiu contato com o ex-diretor-geral de ensino da universidade, Airton Pozo.
Contraponto
O que diz a assessoria de imprensa da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra)
A assessoria de imprensa da Ulbra informou que o reitor só irá se manifestar, se ele for citado, quando tiver acesso ao relatório. Em nota divulgada, a assessoria jurídica da instituição disse que a universidade ainda não teve acesso ao inquérito da Polícia Federal sobre a EAD, e, até onde tem conhecimento, o mesmo não está concluído.
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